Investir em uma aplicação que permita a obtenção de ganhos expressivos com baixo risco é o desejo de qualquer investidor, não é mesmo? Apesar de parecer algo difícil de se conquistar, saiba que existe uma opção de investimento que une o risco mais baixo com a oportunidade de retornos altos: são os Certificados de Operações Estruturadas (COEs).
E são sobre estes certificados que vamos falar hoje.
Para entender como funcionam os investimentos em COEs, vamos primeiro entender o que são estes certificados. O Certificado de Operações Estruturadas é um investimento que surgiu em 2014 no mercado brasileiro, cujas principais características são a inovação e a flexibilidade, permitindo que o investidor aproveite as oportunidades da Renda Fixa e da Renda Variável ao mesmo tempo. Seria mais ou menos a versão brasileira das Notas Estruturadas, que são bastante populares nos Estados Unidos e na Europa.
No primeiro ano dos COEs no mercado brasileiro, de acordo com a Cetip – responsável pelo registro dos COEs, foram emitidos mais de R$ 6,2 bilhões em operações estruturadas. Entre os investidores desta modalidade de investimento, 93% eram pessoa física. Um ano após a chegada dos COEs no mercado nacional, 91% dos certificados vencidos tiveram rendimento positivo, enquanto 64% deste montante ofereceram aos investidores retorno financeiro igual ou superior à taxa DI, que serve como parâmetro para rendimento de operações em renda fixa.
E como funcionam estes certificados?
Cada COE possui uma estratégia própria e um tipo de remuneração diferente. Estes certificados podem incluir investimentos de renda fixa, derivativos, renda variável, etc, e variam de acordo com o objetivo de cada certificado. A emissão dos COEs pode ser feita através de valor nominal protegido, com garantia do valor principal investido – impedindo que o investidor perca o valor que foi aplicado, ou através do valor nominal em risco, no qual existe a possibilidade de perda até o limite do capital investido.
Valor nominal protegido
Por exemplo, você investiu em um COE de valor nominal protegido com o dólar a R$ 3. Caso a cotação da moeda norte-americana alcance R$ 3,20, você ganhará com esta valorização; caso o dólar opere abaixo dos R$ 3, você não receberá qualquer rendimento, mas terá de volta seu valor inicial aplicado, sem prejuízos, arcando somente com o “custo de oportunidade” – que é o quanto você poderia ter ganho caso tivesse aplicado seu capital em outro investimento.
Valor nominal em risco
Um COE com valor nominal em risco oferece maiores chances de ganhos, mas também oferece riscos de perdas. Por exemplo, você investe em um COE cuja estrutura permite que o investidor perca até 10% do capital investido e, em contrapartida, oferece ganhos de 80% do Ibovespa no período, enquanto um COE com capital protegido permitiria ganhos menores, mas sem prejuízos.
A vantagem do COE é justamente oferecer este pacote de aplicações em renda fixa e variável ao investidor, aumentando a proteção do capital contra a alta do dólar ou da inflação, por exemplo – característico da renda fixa, enquanto permite a obtenção de retornos melhores, que é uma característica da renda variável. Já a maior desvantagem do COE é que, diferente de um investimento em Títulos Públicos ou em CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo, ele não garante que o investidor obtenha rendimentos.
Por isso, a recomendação é que os COEs sejam sempre utilizados para incremento da carteira de investimentos – e não sua única opção. Nestes casos, os COEs podem se tornar uma boa escolha para quem busca compor uma parte mais agressiva da carteira de investimentos.
E você, já investiu em COEs? Tem interesse em investir nestes Certificados? Deixe seu comentário aqui no post!