Quem é que não quer fazer o próprio dinheiro render, não é mesmo? Contudo, é preciso ter alguns cuidados ao investir em bancos e corretoras de valores, para não cair em armadilhas em vez de obter a rentabilidade esperada.

Muitas vezes, seja por falta de educação financeira ou de planejamento, o investidor coloca dinheiro em aplicações que não se encaixam no perfil dele. Nesse tipo de situação, pode ocorrer de o indivíduo deixar de ganhar um rendimento maior, que seria possível em outro ativo mais adequado, ou até levar prejuízo, caso não entenda o funcionamento da aplicação.

Para saber tomar decisões conscientes e a evitar ciladas no mercado financeiro, veja a seguir quatro cuidados que você deve ter ao investir!

1. Bancos e corretoras trabalham com comissões

Se você vai a uma loja de departamento, é comum encontrar as mais variadas mercadorias, de roupas a eletrodomésticos. Nesse caso, a empresa ganha com a lucratividade dos produtos e, conforme a loja, os vendedores também podem ganhar comissões ao comercializarem certos itens.

No mercado financeiro, a lógica é um pouco semelhante, embora nem sempre os investidores tenham noção disso. As instituições bancárias e as corretoras vendem produtos, como CDBs, LCIs, LCAs etc., e ganham comissões sobre a comercialização das aplicações, as quais geralmente são emitidas por bancos, no caso da renda fixa.

Em princípio, não haveria problema nesse modelo de negócio de bancos e corretoras, a não ser pelo jogo de interesse que pode existir nas indicações para os clientes. Por exemplo, nem sempre a recomendação de compra do gerente do banco é a mais adequada para as necessidades do correntista, embora seja para o profissional, que ganha comissão ou cumpre meta interna, e para a instituição, que lucra com o negócio.

De forma parecida, a atuação de uma corretora pode esconder interesses da própria entidade. Nesse caso, quando os analistas recomendam a compra de determinado ativo, pode ocorrer de eles receberem comissões sobre a venda de tal produto. Além disso, eventuais taxas “zero” possivelmente estão embutidas; logo, pode haver um “desconto” na rentabilidade sem que o cliente final tenha consciência dessa tática.

Tanto em bancos quanto em corretoras, o investidor deve estar atento para não assumir riscos desnecessários e não adquirir ativos que não trarão benefícios para ele.

2. Publicidade pode distorcer análises

Um investimento moderno e complexo, feito para pessoas sofisticadas, com promessa de grande rentabilidade. Ao ser impactado por um produto assim, por vezes o investidor menos atento ou ganancioso demais pode cair no chamado “canto da sereia”.

Sem embasamento para tomar decisões e sem comparar os diferentes tipos de investimentos existentes no mercado, o indivíduo pode facilmente se deixar enganar por uma “embalagem” bem montada e, com isso, ter prejuízos financeiros.

Na hora de elaborar uma carteira de ativos, é indispensável que o investidor leve em conta a razão e não a emoção. Por vezes, ao desejar demais que certa condição seja possível, a pessoa passa a enxergar somente o que favorece a aplicação e, com isso, deixa de realizar um gerenciamento de risco eficiente.

3. Cuidados ao investir sem educação financeira

Não é à toa que, para grande parte da sociedade, a punição “no bolso” é uma das mais duras. Quando se trata da gestão do dinheiro, qualquer erro pode representar prejuízos enormes. Ainda assim, não fazer nada, como deixar uma quantia parada na conta-corrente, também pode levar a perdas devido ao efeito corrosivo da inflação.

Uma saída para aumentar o patrimônio, sem deixar de lado os cuidados ao investir, é obter conhecimentos específicos por meio da educação financeira. Quando a pessoa faz cursos, assiste a vídeos, participa de palestras, lê livros etc., ela passa a entender a dinâmica do mercado, conhece os tipos de investimentos e começa a ter condições de tomar decisões por conta própria.

Por exemplo, com um nível satisfatório de conhecimento financeiro, o investidor entende que não existe receita pronta quando se trata de recomendações de compra e de venda. Na verdade, o investimento ideal dependerá da realidade de vida de cada pessoa. Assim, o perfil de tolerância a risco do indivíduo, os objetivos e as necessidades dele é que vão determinar a escolha do melhor tipo de aplicação.

4. Atenção aos mecanismos de proteção

Bancos e corretoras são instituições que estão passíveis de falência e, por isso, é preciso ter cuidados ao investir neles. De nada vai adiantar ter a promessa de uma rentabilidade grandiosa se, na hora do resgate do valor aplicado, não houver dinheiro para sacar, não é mesmo?

Embora bancos e corretoras estejam sob fiscalização de entidades governamentais, como o Banco Central do Brasil (BCB) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o próprio investidor deve ficar atento a mecanismos de proteção dos ativos.

Por exemplo, quem aplica em instituições bancárias pode contar com uma espécie de seguro, proporcionado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que é uma associação civil, sem fins lucrativos, formada por várias instituições financeiras. Com esse fundo, há uma garantia de reembolso de até R$ 250 mil, por CPF, em caso de falência do banco.

Já em relação às corretoras, o investidor deve ter cuidado para não deixar dinheiro parado na conta existente nessa entidade, afinal, ela deve ser usada apenas para transações temporárias. Por exemplo, a pessoa transfere uma quantia de um banco para a conta da corretora e, em seguida, adquire um produto financeiro, como CDB ou títulos públicos.

Se a corretora vier a falir, mas o investidor já tiver comprado o ativo, as chances de conseguir o dinheiro de volta são maiores, dentro dos limites previamente estabelecidos para cada caso. Em uma situação assim, a pessoa só precisa transferir a custódia dos ativos para uma nova corretora. Contudo, se houver dinheiro parado em sua conta na corretora falida, há sim o risco de perda desse dinheiro.

Como você pôde perceber, uma parte importante dos rendimentos de uma aplicação não depende do banco ou da corretora, mas dos cuidados ao investir. Quando a pessoa busca primeiro educação financeira para depois procurar investimentos que se encaixem na realidade de vida dela, as chances de grandes retornos no longo prazo são maiores.

Se você deseja encontrar mais informações sobre educação financeira de qualidade ou mesmo obter assessoria de investimentos personalizada, entre em contato com a Valor Investimentos e tire suas dúvidas!

 

Um grande abraço,

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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