As ações do programa de fidelidade Multiplus (MPLU3) avançaram 4,5% na sessão da última quarta-feira (5), depois que a TAM Linhas Aéreas – que detém mais de 70% da empresa – anunciou o fechamento de capital do programa de fidelidade e a saída da ação da Multiplus da bolsa de valores brasileiras, e informou que não dará continuidade à parceria com o programa. Em reação à notícia, as ações da Smiles (SMLS3) despencaram mais de 7,5%.

A TAM ofereceu R$ 27,22 por ação da Multiplus em uma eventual Oferta Pública de Aquisição (OPA) – o que representaria um prêmio de 11,6% sobre o valor de fechamento do dia anterior ao anúncio. O preço, segundo a aérea, foi calculado pela média ponderada pelo volume dos últimos 90 pregões, e ajustado pelos dividendos pagos pelo programa de milhas e pontos.

Acionista controlador em vantagem

O anúncio do fechamento do capital da empresa – acompanhado da intenção da subsidiária da LATAM em não da continuidade ao seu acordo com a Multiplus – cujo contrato segue até dezembro de 2024, no entanto, gerou ruídos no mercado, principalmente por conta de uma possível vantagem para o acionista controlador da Multiplus – a TAM Linhas Aéreas – neste negócio, prejudicando os acionistas minoritários.

Analistas do mercado afirmam que o anúncio da não renovação do contrato entre TAM e Smiles anos antes do seu vencimento – juntamente com a proposta de OPA – estabelecem uma vantagem para a TAM sobre os demais acionistas, que poderiam escolher apenas aceitar a oferta da aérea ou aguardar um provável recuo das ações da Multiplus, já que o acordo com a TAM é o que mantém a Multiplus em elevados patamares.

É importante ressaltar, ainda, que a ação da Multiplus vem recuando forte desde 2017, passando de R$ 40,00 em janeiro do ano passado para o patamar dos R$ 25,00 na primeira semana de setembro de 2018. Após o anúncio da TAM, as ações da Multiplus (MPLU3) avançaram 4,51%, encerrando o dia aos R$ 25,50.

Smiles em queda

A confirmação do fechamento de capital da Multiplus impactou negativamente outro programa de fidelidade: o Smiles (SMLS3), da Gol Linhas Aéreas, que recuou mais de 7,5% no pregão de quarta-feira (5), com investidores receosos sobre o futuro do programa. O temor dos acionistas é que a Gol siga os passos da sua concorrente e encerre o contrato estabelecido com a Smiles após o vencimento – previsto para o ano de 2032.

Em relatório enviado a clientes, a equipe do BTG Pactual reiterou esta possibilidade, afirmando que a notícia do fechamento de capital da Multiplus e o encerramento da parceria do programa com a TAM deve fazer o mercado questionar a renovação do contrato entre a Gol Linhas Aéreas e a Smiles.

No pregão de quarta-feira (5), as ações da Smiles encerraram em queda de 7,57%, sendo negociadas a R$ 47,60.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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