O BTG Pactual decidiu manter o rating neutro para as ações da Marfrig (MRFG3) após a empresa de alimentos e processadora de carnes divulgar um prejuízo de R$ 7,5 milhões no último trimestre de 2017. Para o banco de investimentos, a alavancagem da companhia preocupa.

Em relatório divulgado a clientes na última quarta-feira (28), o BTG Pactual destacou os resultados negativos da companhia no quarto trimestre de 2017 e o prejuízo registrado no ano passado, de R$ 460,7 milhões. Em 2016, a Marfrig havia amargado um prejuízo ainda mais alto: R$ 688 milhões.

Para os analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira, os resultados do frigorífico são fracos – com margens em linha com as estimativas, mas com vendas e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) abaixo do esperado. Segundo eles, a alavancagem da companhia de alimentos  também traz preocupações.

“No momento, continuamos preocupados com a alavancagem da empresa e continuamos a ver o IPO da Keystone como um passo necessário para a empresa abordar esse problema (embora a Marfrig não forneça mais detalhes sobre isso)”, destacaram.

A alavancagem da Marfrig – medida pela relação entre a dívida líquida da empresa e o Ebtida (dos últimos 12 meses) das operações continuadas – ficou em 4,55 vezes, confirmando um aumento de 0,19 vezes em relação ao trimestre anterior.

Projeções e preço-alvo para ações da Marfrig

A equipe de análise do BTG Pactual acredita que o ambiente positivo para o gado no Brasil deverá ajudar a Marfrig a entregar resultados melhores no futuro e gerar caixa, uma vez que existe, atualmente, uma maior capacidade de abate. De acordo com os analistas, no entanto, este cenário promissor não será suficiente para trazer números positivos à empresa se a alavancagem não for reduzida.

“Continuamos céticos quanto à sustentabilidade dos resultados positivos para os acionistas caso a Marfrig não consiga reduzir a sua alavancagem”, ponderaram.

A recomendação do BTG Pactual para as ações da Marfrig (MRFG3) foi mantida em neutra, com preço-alvo estimado em R$ 9,00. Na manhã desta quinta-feira (29), os papéis da empresa eram negociadas a R$ 5,86 na B3 (antiga BM&FBovespa), em uma leve alta de 0,51%.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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