Você sabia que ainda é possível tirar cerca de dois dígitos de taxa em renda fixa e que nem ao menos precisa correr um risco absurdo para isso? São taxas superiores a 10% ao ano e o prazo desse investimentos nem sequer duram uma eternidade.

Vamos tratar de 3 tipos de investimentos que são enquadrados como renda fixa e que pagam as melhores taxas do mercado privado.

A primeira é responsável por mais de 10% ao ano ou 150% do CDI no caso dos pós fixados. Seu nome técnico é Cédula de Crédito Bancário que representa um título de crédito.

Na prática, significa que existe um documento (cédula), no qual o investidor dispõe seus recursos, geralmente, mas não exclusivamente, à uma Instituição financeira, com o direito de receber o seu pagamento com juros na data acordada.

Primeiro investimento: CCB

A Cédula de Crédito Bancário trata-se de uma modalidade de investimento em renda fixa que conta com três pontas: O emissor da cédula, o tomador do financiamento e o investidor. Sendo então um título de crédito, ou seja, uma obrigação de pagamento de uma determinada quantia e tem como contraparte a instituição financeira.

O emissor da CCB deve por obrigação oferecer para o investidor uma garantia como, por exemplo, imóveis. Que serão executados no caso do banco emissor entrar em colapso a ponto de não conseguir fazer o pagamento do título.

Isso destaca que a possível inadimplência quanto ao pagamento da dívida que gerou o CCB fica para o banco e não para o investidor. Neste exemplo foram destacadas apenas as cédulas hipotecárias.

Outro ponto importante é que o banco ao emitir uma cédula é obrigado por lei a alocar diariamente toda quantia recebida dos investimentos em Tesouro Selic (LFT). Fazendo com que o Estado seja uma das garantias.

Principais características

A cédula de crédito bancário possui taxas muito atrativas dentro da renda fixa variando em média de 4 a 6 pontos percentuais acima da Selic, por exemplo, com a Selic a 6% ao ano, conseguimos encontrar CCBs com taxa de 12% a 14% se tratando de pré-fixados.

Sendo o setor bancário um dos mais lucrativos no Brasil, a probabilidade de falência se torna mais improvável. E pelo fato da concorrência ter aumentado ao longo dos anos entre os bancos, a eficiência também aumenta, gerando mais lucros e os tornando cada vez mais sólidos.

Este investimento não conta com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) originalmente criado para determinados ativos de renda fixa para aplicações de até R$250 mil que serão protegidos em caso de falência de bancos.

Uma vez que o valor está investido em Tesouro Selic (LFT) a garantia passa ser o Estado juntamente com a garantia adicional fornecida pela instituição que também pode ser uma excelente gestão de seu patrimônio e análise de crédito inteligente para evitar inadimplência.

De acordo com a ANBIMA este tipo de investimento foi classificado como risco 3 em uma escala que varia de 1 a 5. Logo, esta aplicação faz mais sentido para investidores com perfil moderado que gostam de segurança, mas aceitam alguma oscilação para ter taxas mais atrativas.

Este investimento pode ter liquidez apenas no vencimento ou em alguns casos (menos recorrentes) a liquidez pode ser diária, o que possibilita que o investidor retire o valor aplicado antes do vencimento da aplicação. A tributação também segue a tabela regressiva do imposto de renda que começa em 22% e vai até 15% após dois anos.

Segundo investimento: Precatório

Precatório é um título que se origina após uma ação judicial onde o Município, Estado ou União perde e passa a ter a obrigação de pagar o valor exigido pela contraparte mais as correções monetárias do período.

Este título é destinado principalmente para investidores qualificados, ou seja, para aqueles que possuem pelo menos um milhão de reais para investir ou investidos, sendo assim, este título é muito encontrado dentro de fundos de investimentos como FIDCs.

Por se tratar de um título judicial que costuma demorar muito para se tornar um precatório, a correção monetária faz com que ele se torne extremamente atrativo, pagando até 22% ao ano. Essa taxa também se deve a não ter tantos intermediários no meio do caminho como aconteceria em um fundo de investimento, a taxa é repassada para os investidores que decidirem aplicar neles.

Outro ponto importante é que como é o governo que o emite, a garantia é semelhante aos títulos públicos quando falamos de risco de emissor. Para investir em precatórios, só terá que pagar imposto de renda aqueles que receberem rendimentos maiores que trinta e cinco mil reais dentro de um mesmo mês e a alíquota é de 15% em cima somente dos rendimentos.

Caso o investidor receba menos que trinta e cinco mil de rendimentos dentro de um mês então ele não será tributado. Existem correções monetárias sobre o valor da indenização em formato de juros compostos, que variam de título para título.

Mas como é possível, afinal de contas, investir nessas causas ganhas?

Algumas empresas que compram o precatório do interessado garantem para ele um percentual do valor, como por exemplo 50% do valor total da dívida a vista. E, por sua vez, fica com toda a diferença mais as correções feitas em função da demora de pagamento da causa.

E é dessa forma que se torna possível remunerar consideravelmente o investidor que capitaliza a empresa, permitindo com que essa compre outros precatórios e assim sucessivamente.

Terceiro investimento – Ativo Real

Para finalizar o top 3 de renda fixa que separamos para você, temos o ativo real no qual o investidor passa a investir em ativos que de fato existem fisicamente, como por exemplo, na construção de imóveis que estão na planta ou até mesmo na fase final já com as suas unidades vendidas.

Mas por que isso se tornou um investimento?

É extremamente mais baratos para as construtoras adquirirem crédito com investidores do que com grandes bancos e muitas vezes o projeto já está todo vendido mas precisa de empréstimos para financiar parte de suas obras, então o investidor está aplicando o seu dinheiro com esta finalidade.

Existem diversos tipos de ativos reais e as taxas costumam ser extremamente atraentes como 14% ao ano e não apresentem muita liquidez. Isso porque os prazos também são curtos, em sua maioria de até dois anos para o recebimento do valor investido mais a rentabilidade do período.

Conclusão

Todos estes três tipos de investimentos apresentam risco moderado e cabe para parte do patrimônio do investidor, sendo destinado para uma alavancagem dentro de renda fixa e não para a reserva de emergência ou para um valor que vai precisar ser utilizado em uma data específica.

Espero que você tenha gostado deste artigo e se ficou com alguma dúvida, é só deixar seu comentário!

 

*Este artigo foi produzido pelo App Renda Fixa com exclusividade para o Portal André Bona.

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