O banco de investimentos BTG Pactual recomendou a compra de ações da Movida (MOVI3) aos seus clientes, após a empresa de aluguel de carros anunciar, inesperadamente, um aumento de capital de até R$ 312,6 milhões. O preço-alvo, no entanto, foi reduzido.

No documento, os analistas Renato Mimica e Samuel Alves informaram que a acionista controladora da Movida – a JSL – se comprometeu a subscrever – ou lançar – um montante de 32 milhões de ações no mercado – cerca de R$ 200 milhões, correspondente à, aproximadamente, sua participação proporcional na companhia. A diluição dos papéis da Movida, de acordo com o BTG Pactual, pode chegar a 23%.

A decisão da Movida garantirá um aumento de capital entre R$ 200 milhões a R$ 312,6 milhões. Aos acionistas, segundo o BTG Pactual, “será concedido prazo de 60 dias para o exercício do direito de preferência, com início em 4 de julho de 2018, e término em 2 de setembro de 2018”.

Fortalecendo a estrutura da empresa

Em comunicado, a Movida afirmou que “o aumento de capital visa fortalecer a estrutura de capital da Movida em um momento de instabilidade política e econômica no país”. Para os analistas do BTG, “o aumento de capital foi inesperado, já que a companhia possui atualmente uma posição de caixa de aproximadamente R $ 600 milhões (no 1º trimestre) com amortização programada de aproximadamente R $ 420 milhões no curto prazo, além de emissões recentes que devem reforçar a liquidez”.

A alavancagem financeira líquida da Movida – atualmente em 3,2x a dívida líquida – também deve ser reduzida para uma faixa entre 0,6x a 0,9x.

Dificuldades com seminovos

Após o anúncio de aumento de capital inesperado, o BTG Pactual informou que mantém-se cauteloso com a Movida por conta das dificuldades da empresa em “reverter suas operações cruciais de Seminovos”, com volumes mais fracos do que esperado e menor rentabilidade.

“Apesar do mau desempenho e da avaliação pouco exigente (motivo da nossa classificação de compra),as notícias devem pesar nas ações”, disseram os analistas ao justificar o corte do preço-alvo dos papéis da Movida.

Rating de compra e preço-alvo

Em resposta às mudanças repentinas na Movida, o BTG Pactual reiterou o rating de compra para as ações da empresa. O preço-alvo dos papéis, no entanto, foi reduzido de R$ 11,00 para R$ 8,00 devido ao impacto do lançamento de novos papéis nas ações da companhia.

Na tarde desta quarta-feira (27), as ações da Movida (MOVI3) eram negociadas a R$ 5,58, em uma alta de 1,45% na B3 em relação ao fechamento da sessão anterior.

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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