Uma das perguntas mais frequentes dos investidores para analistas de mercado ou assessores de investimentos é: “Qual sua indicação para minhas aplicações?”. Para apoiar seus clientes a obter uma resposta para essa dúvida e facilitar suas aplicações, as corretoras criaram a carteira recomendada.

Neste post você descobrirá o que é uma carteira recomendada, quais são seus principais tipos e vantagens, onde elas podem ser encontradas, além de saber quais cuidados são necessários na hora de seguir as recomendações. Confira!

O que é uma carteira recomendada?

A carteira recomendada foi criada por corretoras e empresas de análise independente para facilitar o acesso de investidores a títulos com potencial de valorização. Elas visam informar quais empresas devem ter uma melhor performance dentro de determinado prazo ou em algumas condições políticas, econômicas ou operacionais.

Quase sempre a carteira recomendada é acompanhada de um relatório, no qual os analistas informam as razões para indicar uma empresa, qual o preço justo da ação, qual participação dela naquele portfólio e como ela deve performar.

Resumidamente, a carteira recomendada ajuda o investidor a entender a análise feita por profissionais, avaliar se a análise tem fundamentos e se ele concorda com os analistas, além de ajudar a aplicar seu capital com estratégias diversificadas e riscos mais conhecidos.

Quais são os principais tipos de carteiras e suas estratégias?

A maioria das carteiras possuem recomendações mensais de ações. Elas fazem indicações para um mês e a cada semana reavaliam se os fundamentos ou o cenário mudou. Conforme as mudanças, elas emitem recomendações de substituição, venda ou manutenção de um título na carteira.

Outras carteiras são baseadas na estratégia de pagamento de dividendos. Os analistas buscam empresas que distribuam parte de seus lucros para os acionistas. Nessas carteiras costumam aparecer as ações com os melhores dividend yield, ou seja, com os melhores rendimentos por preço pago pela ação.

Há ainda as carteiras formadas por empresas com menor liquidez na compra e vende de suas ações, mas maior potencial de alta em seus títulos. São as carteiras de Small Caps. A lógica dessas recomendações segue uma estratégia de ter prejuízos controlados (no máximo o investidor perderá o valor da aquisição das ações) e ganhos potenciais ilimitados, afinal, o cenário internacional ou a conjuntura devem indicar que aquelas empresas podem se valorizar no curto ou médio prazo.

Por fim, já existem algumas carteiras recomendadas de renda fixa. Nelas os analistas buscam combinar CDBs, Letras de Crédito, Títulos do Tesouro Direto, Debêntures ou outros, com o objetivo de potencializar os ganhos dos investidores sobre o índice CDI.

Onde encontrar as carteiras recomendadas?

Existem 3 tipos de recomendações: a das corretoras, a dos analistas independentes e a dos assessores de investimento.

As corretoras:

Ao oferecer uma ou várias carteiras recomendadas, as corretoras favorecem que seus clientes realizem mais operações em seus Home Brokers e mantenham mais investimentos sob sua custódia.

No fundo é uma relação benéfica para todos: o investidor recebe recomendações, fica mais seguro sobre suas estratégias e segue as indicações que estiverem de acordo com seus objetivos; já a corretora ganha com taxa de corretagem e de custódia.

Analistas independentes

Existem empresas e profissionais especializados em analisar o mercado e fazer recomendações a seus clientes. Eles são considerados analistas independentes, pois não possuem vínculos com outras instituições, nem possuem interesses em fazer o cliente movimentar mais a sua conta.

A diferença entre estes analistas e os ligados a corretoras é que quanto mais seus clientes obtiverem bons resultados, mais relatórios ou serviços são vendidos. Ou seja, sua fonte de renda vem das análises e não das operações realizadas pelos clientes.

Assessores de investimento

Os assessores de investimento prestam um serviço personalizado visando indicar a carteira com a melhor estratégia baseada no perfil do investidor.

Sua grande vantagem é alinhar as recomendações com os objetivos pessoais de cada cliente.

Logo, as carteiras recomendadas podem ser encontradas na área de assinantes de empresas de análise independente, na área de clientes das corretoras ou em reuniões e troca de e-mails com os assessores de investimento. Também são encontrados na internet em sites como o Infomoney ou Valor Econômico.

Quais os cuidados você precisa ter?

O primeiro cuidado é entender os riscos e volatilidade que cada indicação pode conter. O mais comum é o investidor se encantar com os lucros passados das recomendações e não avaliar se elas possuem fundamentos para garantir uma boa performance no futuro.

Alguns investidores seguem uma indicação pelo simples fato de ter sido feita por um grande banco ou por uma corretora em que confia. O cuidado aqui é saber quem faz as indicações e em quais tipos de estratégia aquela equipe ou analista possui maior taxa de assertividade nas recomendações.

Além disso, é sempre importante lembrar que corretoras e bancos ganham com corretagem. Por isso, muitas vezes elas irão lhe recomendar investimentos que ofereçam maiores corretagens às empresas – e não, necessariamente, as melhores opções para os clientes. Se atentar a esta questão é fundamental e um dos principais cuidados que você deve ter em se tratando de carteiras recomendadas.

O terceiro ponto a considerar é sobre a adequação das recomendações ao seu perfil de investidor, objetivos no curto médio e longo prazo e exposição a riscos que está disposto a encarar.

O quarto cuidado é analisar se seu patrimônio consegue acompanhar todas as recomendações feitas ou quais devem ser priorizadas, sem aumentar os riscos em acompanhar aquelas indicações. Imagine como seria escolher 3 ações de uma carteira com 10 recomendações, ter prejuízo nessa operação e ver o rendimento de todas as outras superar o Ibovespa? Seria traumático, não é mesmo?

Avalie se algumas recomendações já não estão com os preços adequados para as situações indicadas pelos analistas. Isso pode retirar o potencial de ganho das ações. Ou seja, você pagaria por uma operação que já não faz sentido para a valorização de seu capital.

O último cuidado é considerar se há detalhes suficientes nos relatórios para tomar alguma decisão no presente e no futuro. Por exemplo, as recomendações são acompanhadas de relatórios explicativos? A empresa faz revisões de suas recomendações com certa frequência?

Usar uma carteira recomendada é um excelente meio para verificar se suas análises individuais estão corretas, encontrar oportunidades que podem passar despercebidas ao investidor ou até facilitar o acesso a informações que estão divulgadas, mas que não são de conhecimento do investidor.

Ao mesmo tempo, ao seguir as indicações de uma carteira recomendada é importante tomar alguns cuidados para manter sua estratégia de investimento alinhada aos seus objetivos e perfil.

E você, investiria nas ações que compõem a carteira recomendada pelos analistas de grandes bancos e corretoras? Já usou alguma carteira recomendada para melhorar a performance de suas aplicações? Deixe um comentário neste artigo e compartilhe sua opinião, ideias e experiência sobre este tema!

Autor

Equipe André Bona

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