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Como começar a investir!

Olá, como vai?

É muito comum que a maioria das pessoas vá acumulando recursos ao longo da vida sem, no entanto, possuir uma estratégia para montar sua carteira de investimentos. Por isso falarei agora: Como começar a investir!

Falarei como as pessoas que já possuem reservas financeiras, assim como as que ainda estão começando a formar seu patrimônio devem fazer para investir com qualidade, montando uma carteira de investimentos que seja adequada às suas reais necessidades pessoais.

Primeiro passos

Os primeiros passos de investimentos são de suma importância, pois existem uma série de cuidados que precisam ser tomados para que o investidor não escolha mal os seus investimentos. Escolher mal não significa necessariamente escolher investimentos pouco rentáveis, mas sim investimentos que não levem ao alcance dos seus objetivos.

O primeiro passo é entender o seguinte: em que fase da vida financeira o investidor está?

A vida financeira é dividida em 3 etapas: acumulação, consolidação e usufruto do patrimônio. Esse é um entendimento importante, pois a partir da identificação desse momento de vida, o investidor pode entender onde devem estar concentrados os seus esforços.

Ciclo de vida financeiro

Livro “Investimentos” – Mauro Halfeld

 

Definição do objetivo

Todo investimento possui um objetivo. Investimentos não são um fim, mas sim um meio pelo qual um investidor quer realizar seus sonhos. Investimento é uma ponte que leva ao alcance de determinado objetivo.

Todos possuímos necessidades de curto, médio e longo prazo e, da mesma forma, devemos estruturar nossa carteira de investimentos, escolhendo alternativas que nos levem a alcançar cada um dos objetivos nos respectivos prazos.

Manter um conforto financeiro totalmente livre de imprevistos financeiros é uma necessidade de curto prazo e, para isso, é importante que existam investimentos para essa finalidade. Acumular um determinado valor para a aposentadoria é um outro objetivo que, dependendo da faixa etária do investidor, pode ser de longo prazo. Um investidor que já esteja aposentado terá que usar seus investimentos como se fossem de curto prazo, de maneira conservadora, pois sua necessidades pessoais precisam ser atendidas sem qualquer imprevisto.

Então é importante que o investidor construa objetivos de curto, médio e longo prazo, pois assim será estruturada a sua carteira de investimentos.

Tipos de investimentos

Existem investimentos voltados para o curto prazo, para o médio prazo e para o longo prazo. Assim como existem investimentos conservadores, moderados e agressivos. Os investimentos para prazos mais curtos são sempre mais conservadores que os investimentos para prazos mais longos, logo a diferença entre os perfis de investidor se dará certamente na escolha dos investimentos de longo prazo.

Um investidor agressivo que tenha um objetivo de curto prazo para um determinado capital, necessariamente será conservador, pois caso não seja, poderá não alcançar o seu objetivo, fazendo com que o risco que pretende correr não seja sustentável para sua necessidade. Nesse caso, embora seu perfil seja arrojado, sua necessidade é conservadora.

Já um investidor que tenha recursos para montar uma carteira com objetivos de curto, médio e longo prazos poderá optar, no longo prazo, se quer investir em alternativas mais arrojadas, como as ações, por exemplo, ou em alternativas mais conservadoras, como títulos do tesouro atrelados ao IPCA. Poderá também escolher fundos imobiliários ou fundos multimercados de alta volatilidade.

Investimentos adequados para objetivos de curto prazo/reserva de emergência (até 1 ano):

> Poupança

> CDBs de liquidez imediata ou pequena carência

> Fundos DI

> Fundos de renda fixa com bencharking CDI

> Letras financeiras do tesouro (LFT)

Investimentos adequados para médio prazo (1 a 4 anos):

> CDBs com carência pré ou pós-fixados

> Letra de crédito imobiliario (LCI) com carência pré ou pós-fixados

> Letra de crédito do agronegócio (LCA) com carência pré ou pós-fixados

> Letra de câmbio (LC) com carência pré ou pós-fixados

> Letras do tesouro nacional (LTN) pré-fixadas

> Fundos multimercados de baixa volatilidade

Investimentos para o longo prazo (acima de 5 anos):

> Notas do tesouro nacional séries B e F (NTN-B, NTN-B Principal e NTN-F)

> Debêntures

> Certificados de recebíveis imobiliários (CRI)

> Certificados de recebíveis do agronegócio (CRA)

> Fundos multimercados de média e alta volatilidade

> Fundos imobiliários

> Ações (carteira própria, fundos de ações ou ETFs)

Como você pode perceber, há diversas alternativas de investimentos para cada prazo de investimento. E a escolha desses investimentos dentro de cada categoria é feita considerando 2 aspectos: o montante disponível e também o perfil do investidor.

Descubra o seu perfil de investidor

A identificação do perfil do investidor é imprescindível. Ele diz respeito a que grau de risco um investidor pode se expor sem se sentir desconfortável. Ou seja: não adianta nada um investidor escolher investimentos somente pela expectativa de rentabilidade se ele não tolera as oscilações características desse produto.

Muitas pessoas acham que o formulário de perfil é algo sem importância. Mas isso é um erro sem tamanho. Primeiramente que essa é uma obrigação de qualquer instituição financeira.

Volta e meia saem matérias na mídia especializada informando de investidores que tiveram perdas com seus investimentos sem ciência dos riscos a que estavam expostos. Por isso, a utilização do formulário de perfil torna-se obrigatório para que não sejam ofertados produtos inadequados ao investidor. Essa é, portanto, uma medida de proteção ao próprio investidor.

Um investidor de perfil conservador certamente escolherá, para o longo prazo, um investimento diferente de um investidor de perfil arrojado/agressivo.

Descubra AGORA o seu perfil de investidor fazendo o formulário de perfil do nosso blog: https://andrebona.com.br/site/perfil-do-investidor/

Onde investir

A primeira resposta que vem a mente das pessoas é: no banco. Sim, o banco te dá alternativas de investimentos, porém, ele restringe às possibilidades aos produtos dele próprio, não sendo possível ao investidor comparar os produtos de um banco com o outro, comparar taxas e desempenhos e ter assim uma carteira de investimentos realmente bem estruturada. Ou seja: investindo somente no banco fatalmente o investidor terá altos custos!

Seguindo a trilha de várias corretoras de países desenvolvidos, especialmente a Charles Schwab e a Fidelity, ambas dos EUA, as corretoras brasileiras iniciarem, no final da década passada um movimento para se tornarem shoppings financeiros de investimentos.

O conceito é o seguinte: as corretoras de valores firmam contratos com vários bancos comerciais, bancos de investimentos, gestoras de recursos e etc para distribuir seus investimentos por meio de sua plataforma. Assim, os clientes de uma corretora acessam investimentos de diversos bancos com apenas uma conta e podem fazer suas escolhas e investir nos melhores produtos para si próprios, comparando custos e desempenho.

Aqui no Brasil diversas corretoras de valores já trabalham dessa maneira, permitindo acesso a todos os investidores a produtos excelentes que, nos bancos, só eram disponibilizados para os maiores investidores.

Por isso, atualmente, as corretoras não passam de intermediárias na distribuição de investimentos, sendo praticamente idêntico o serviço prestado por todas elas ao investidor. Nâo há diferenciais significativos. São meramente plataformas de negociação sem valor agregado, onde o investidor investe online. São todas essencialmente a mesma coisa. Umas com alguns recursos a mais em sua plataforma, outras com custos menores e etc.

Veja meu artigo: Como escolher uma corretora para investir!

Como ser bem assessorado em suas decisões de investimentos

Ao investir num banco, você estará restrito aos produtos dos bancos e dos custos que o banco cobrar. Ao investir numa corretora, seu leque de opções aumenta, pois você possui produtos de vários bancos para comparar e investir.

Porém, em ambos os casos, caso você seja atendido diretamente pelo banco ou pela corretora, estará exposto a um grave conflito de interesses, onde os funcionários dessas instituições possuem metas para alcançar e ofertam produtos conforme suas metas, sendo a real necessidade do investidor, um item secundário.

Por isso, apesar da vantagem de investir por meio de uma corretora, o investidor não deve se enganar: a corretora é uma instituição financera, tal qual um banco e, apesar de possuir a diversidade de investimentos como seu grande diferencial, seus funcionários também possuem metas a serem batidas, fazendo com que ofertem produtos que mais lhes paguem comissões. É o mesmo caso do banco com os gerentes. Existe portanto, o conflito de interesses.

Por isso é vital que o investidor possua um serviço de assessoria independente, ou seja, empresas de assessoria que podem auxiliá-lo de maneira independente a escolher, dentro daqueles produtos disponíveis na corretora, aqueles que são mais adequados às suas necessidades.

Esses profissionais são chamados de agentes autônomos de investimentos, devidamente registrados e fiscalizados pela CVM (comissão de valores mobiliários) e não geram custos ao investidor.

Entenda em detalhes o serviço de assessoria de investimentos da Valor Investimentos no link: https://andrebona.com.br/site/assessoria-de-investimentos/

Para investidores que possuam investimentos acima de 1 milhão de reais, é importante contar ainda, além do serviço de assessoria, com um consultor financeiro pessoal independente, que será pago pelo próprio investidor e auxiliará na tomada de decisões para toda sua vida financeira, incluindo gestão financeira, gestão de ativos, planejamento sucessório, independência financeira, além da gestão do risco pessoal, patrimonial e profissional.

Aprendizado constante

Investimentos via de regra é um assunto chatinho! Estranho um blog que aborda o assunto falar disso, mas a verdade é diversas pesquisas apontam que de uma maneira geral, as pessoas não gostam do assunto. Não se interessam em saber detalhes e querem apenas ter a segurança de que o patrimônio que estão construindo ao longo da vida está bem cuidado e estruturado de uma forma segura, para o seu perfil, e honesta. Querem cuidar de suas vidas, trabalhar, se divertir e ter seu patrimônio seguro.

Dentro do possível, é recomendável também ao investidor que reserve algum tempo em sua vida para aprender um pouco mais sobre o assunto. Não é preciso ser um expert, mas informações essenciais que facilitem sua tomada de decisão com segurança e que permitam se retirar da condição de refém dos bancos, das corretoras e demais instituições financeiras que focam apenas na venda de produtos. Aprender ao menos a criticar as ofertas que lhe são feitas.

Ter um bom serviço de assessoria de investimentos é essencial para quem realmente quer saber como começar a investir.

Um grande abraço,

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Rodrigo    

    André, sensacional sua sinceridade e domínio técnico do assunto!

  2. Jonathan    

    André estou adorando suas dicas. Gostaria de saber sobre seu curso .

  3. Andre Lima Satana    

    Andre me inclua logo neste curso , maravilhosas suas explicaçoes , uma clareza era o que eu estava precisando

  4. Enzo de Rosso Thaddeu    

    Boa noite André, estou acompanhando seus vídeos a algum tempo, gostaria de saber sobre está acessória financeira, pois quero iniciar meus investimentos e focar no objetivo futuro. E claro adquirir conhecimento e começar a conhecer muito bem os produtos que irei investir.
    Grato!

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