01/11/2017

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) começa a cobrar, a partir desta quarta-feira (1), o patamar 2 da bandeira vermelha na conta de luz, já com valores reajustados. A taxa extra – que subiu de R$ 3,50 para R$ 5,00 por cada 100kWh consumidos no final do mês passado – pode pesar no bolso do consumidor e aumentar a conta de luz em até 10%.

O reajuste de cerca de 43% na bandeira vermelha foi confirmado pela Aneel na semana passada. A agência decidiu manter o valor de R$ 3,00 para o patamar 1 da bandeira vermelha e reduziu a taxa da bandeira amarela, que passou de R$ 2 para R$ 1 a cada 100 kWh consumidos.

Apesar da redução na taxa da bandeira amarela, a Aneel alterou os gatilhos de acionamento de todas as bandeiras. Esta decisão fará com que a bandeira amarela seja acionada mais cedo do que costuma ocorrer – aumentando a conta para consumidor mais cedo que o previsto.

De acordo com o diretor da agência, Tiago Correia, o aumento no valor da taxa da bandeira vermelha tem como objetivo evitar um déficit ainda maior na conta que arrecada os recursos das bandeiras tarifárias – que já registrava prejuízo em outubro.

As cobranças extras são usadas pela Aneel para cobrir o aumento no custo da geração de energia no Brasil, que acontece em caso de necessidade de acionamento de mais termoelétricas para abastecer o país – principalmente quando o nível de água dos reservatórios das hidrelétricas está mais baixo.

Impacto na conta de luz

O aumento de 43% na taxa da bandeira vermelha patamar 2 deverá pesar no bolso do consumidor. Isso porque, com a incidência de tributos (PIS, Cofins e ICMS), a taxa extra para cada 100 KWh consumidos chega a R$ 6,42 para os consumidores do Rio de Janeiro, por exemplo, e a R$ 5,96 para consumidores de São Paulo, de acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor  (Proteste).

Uma simulação realizada pela Proteste mostra que uma família que consome 500 KWh por mês deverá pagar cerca de R$ 34,45 pela bandeira vermelha patamar 2, já incluídos os impostos. Para quem mora no Rio de Janeiro, o custo extra será de R$ 38,50.

De acordo com o jornal O Povo, o aumento nas contas residenciais e empresariais no estado do Ceará a partir de novembro deverá ser de 10%.

Novos reajustes em 2018

E os reajustes nas contas de luz não devem parar por aí. Na última segunda-feira (30), o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que  o governo está avaliando o acionamento de térmicas para geração de energia – que custam mais caro e são mais poluentes – no ano que vem, o que poderia resultar em um novo aumento nas contas de luz.

Além disso, representantes do setor já se manifestaram a favor do aumento no preço cobrado pela distribuição de energia no país. Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, a conta de luz deve subir ao menos 3% no próximo ano – isso sem contar possíveis acionamentos de térmicas pelo Governo em 2018.

Como economizar

Para tentar diminuir o impacto do aumento das contas de luz residenciais, é importante recorrer à economia de energia. Pequenas mudanças diárias podem ajudar o consumidor a reduzir o consumo e sofrer um pouco menos com as contas de luz mais altas.

Tomar banhos mais curtos, evitar o uso do ar condicionado na temperatura mínima, desligar equipamentos que não estão em uso da tomada e desligar luzes ligadas desnecessariamente são hábitos que podem ajudar a economizar dinheiro e a desafogar o bolso em tempos de contas de luz cada vez mais caras.

E qual é a sua opinião sobre o novo aumento nas contas de luz? O que você faz para tentar economizar na sua casa? Compartilhe conosco suas opiniões e experiências!

Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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