A relação entre criptomoedas e grandes espaços publicitários digitais, como Google, Bing e Facebook, tem se mostrado conturbada no último ano. As três plataformas de anúncios online estão entre as maiores do mundo – o Google e o Facebook juntos representam quase 60% do mercado de publicidade digital. As criptomoedas certamente têm muito a ganhar com o uso desses espaços. E muito a perder sem eles.

O que aconteceu em 2018 comprovou isso. A proibição de anúncios de criptomoedas em plataformas online provocou mudanças nos preços das moedas digitais. Ao mesmo tempo, o subsequente cancelamento dessa proibição, alguns meses depois, mostrou que os gigantes da publicidade digital não querem abrir mão da renda envolvida nos anúncios de criptomoedas.

A proibição dos gigantes

A desonestidade de muitos anunciantes de criptomoedas e o fato de plataformas digitais quererem proteger não apenas os seus usuários, mas também a relevância de anúncios honestos, levou à proibição da publicidade de criptomoedas em alguns espaços online.

O Facebook foi o primeiro a tomar essa decisão, em janeiro de 2018, levando o Bitcoin a uma queda de mais de 10%. Logo que o Google anunciou a proibição de anúncios de criptomoedas, em março do mesmo ano, o valor do Bitcoin voltou a cair, dessa vez em 9%. Altcoins como Ethereum e Ripple apresentaram quedas semelhantes.

Em maio, foi a vez do Bing, motor de busca da Microsoft e terceiro maior do mundo, depois do Google e do YouTube decidirem seguir o mesmo caminho. O anúncio levou os preços do Bitcoin para baixo, mais uma vez. De acordo com uma postagem de 2019 da própria Microsoft, o Bing teria removido mais de 5 milhões de anúncios de criptomoedas da sua plataforma em 2018.

Geradora de controvérsias, de insatisfação em muitos investidores e de otimismo em alguns analistas, a proibição completa de anúncios de criptomoedas não durou muito tempo.

Mudança de planos

Em junho de 2018, o Facebook voltou a aceitar anúncios relacionados a criptomoedas, embora tenha mantido a proibição a ICOs (oferta inicial de moedas) e restringido a publicidade a anunciantes pré-aprovados. A maior rede social do mundo não só voltou atrás em sua interdição como começou a desenvolver a sua própria criptomoeda, para usuários do WhatsApp. O Google também alterou a sua proibição, em setembro de 2018, permitindo anúncios de criptomoedas feitos por empresas regularizadas.

Ao analisar o ano de 2018 do Bitcoin, de grandes altcoins e, principalmente, de criptomoedas menos consolidadas, é possível ver que a mudança de planos das grandes plataformas de publicidade digital teve pouco impacto sobre o panorama geral de crescente desvalorização das moedas digitais. A queda constante dos seus valores em 2018 é um fenômeno explicado de diversas formas, desde o estouro da bolha especulativa até os conflitos gerados após a bifurcação do Bitcoin, com a criação do Bitcoin Cash.

Contudo, ainda há muitos analistas que veem essa queda de forma positiva, como uma correção dos valores exagerados do início de 2018, uma oportunidade para a moeda digital se tornar cada vez mais uma forma de pagamento – em vez de meramente um investimento especulativo – e uma evolução rumo à consolidação de algumas criptomoedas. Seja qual for o futuro dessas moedas, certamente é importante ter grandes plataformas digitais, como o Facebook e o Google, do seu lado.

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Autor

Equipe André Bona

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