Muitas pessoas no Brasil não investem por falta de conhecimento e tempo. Acabam deixando sempre para depois e deixam de ter uma rentabilidade de seu patrimônio que poderia estar investido e rendendo juros. Porém, há algum tempo os robôs de investimento (ou robôs advisors) surgiram para dar uma mãozinha nesse processo.

Já imaginou não precisar ter o trabalho de pesquisar, analisar e escolher investir numa determinada ação ou fundo de investimento? Isso resultaria num tempo a mais para se dedicar ao que gosta.

Mas você deve estar se perguntando como isso funciona, não é mesmo? Ou mesmo questionando: ‘será que isso é seguro’?

Os robôs de investimento

Os robôs de investimento consistem num algoritmo que é executado por meio de uma plataforma, capaz de realizar investimentos automaticamente. Então traduzindo: esses sistemas escolhem o melhor tipo de investimento para você com base nas informações do investidor.

Aí, todo o processo de investimento é feito de forma automática. São os próprios robôs que fazem a compra e a venda de ativos, para assim resultar num rebalanceamento constante da sua carteira.

Dependendo do tipo de robô que você escolhe, portanto, as operações podem mais ou menos frequentes.

Vantagens

Os robôs de investimento trabalham para garantir bons rendimentos ao final do período investido. Atualmente, esse sistema soma R$ 1,130 bilhão sob custódia e tem mais de 160 mil contas abertas.

Esse número pode impressionar, mas ainda é baixo quando olhamos a situação dos Estados Unidos. Em solo americano, as duas maiores empresas desse segmento, a Wealthfront e a Betterment administram sozinhas US$ 26 bilhões de patrimônio. É muita grana!

Entre as vantagens do uso da tecnologia está o custo. Assim, as empresas pegam o perfil de risco do cliente e montam carteiras de investimento diversificadas cobrando uma taxa até que baixa.

Você deve se perguntar, mas qual o valor? Geralmente o preço fica em torno de 0,30% a 0,95% sobre o patrimônio investido. Isso varia muito de acordo com a empresa, mas é legal saber que já estão inclusos taxa de corretagem e de administração.

Vale lembrar que esse tipo de investimento não permite que o investidor mexa na carteira indicada ou aplique diretamente em fundos de terceiros. Tudo é feito por robôs. Assim, não adianta ver que uma ação subiu e querer mudar a realocação do seu investimento.

O trabalho de diversificação da carteira fica a cargo do algoritmo do sistema. E no caso dos robôs advisors, a escolha dos ativos que vão compor as carteiras ou fundos e a lógica por trás dos algoritmos é desenvolvida por pessoas.

Como investir

A abertura de conta é feita pela internet e o investidor precisa responder um questionário que traça a tolerância ao risco dos investidores. Ele é bem mais completo do que o tradicional ‘suitability’ das corretoras e bancos. É a partir dessa análise que será montada a carteira de investimentos.

Se o investidor é, digamos, mais arrojado, a sua carteira, consequentemente, terá uma proporção maior de ativos de renda variável do que de renda fixa.

Mas é legal esclarecer que nada impede que a pessoa escolha uma carteira diferente da recomendada, mas, neste caso, o investidor tem que justificar o porquê. Isso acontece porque a legislação obriga as corretoras alertarem sobre o risco.

Conheça algumas empresas que contam com robôs de investimento:

Magnetis

Com um investimento mínimo inicial de R$1 mil, a Magnetis é uma gestora de investimentos que conta com cinco opções de carteiras prontas, a depender do nível de risco do cliente.

Entre os ativos da carteiras estão títulos públicos, CDBs, LCIs e LCAs, fundos de crédito privado, ações multimercado, ações nos EUA, crédito privado e previdência privada. Por ano, há o custo de 0,6% sobre o valor investido.

Monetus

Com mais de 50 mil clientes, a Monetus surgiu em Belo Horizonte e traz cinco opções de carteira, a depender do nível de risco do cliente. Mas o consumidor também pode customizar a sua escolhendo entre os ativos: CDBs, LCIs, LCAs,títulos públicos por meio do fundo de renda fixa, fundo de ações, fundo multimercado e fundo de debêntures incentivadas.

A partir de setembro, inclusive, a Monetus também vai oferecer a possibilidade de aplicar em centenas de fundos de terceiros. O custo vai de 0,30% a 0,60% ao ano sobre o valor investido, a depender da carteira. É possível investir a partir de R$ 100.

Vérios

Na Vérios, o investimento inicial começa em R$ 12 mil, com taxas que variam entre 0,40% e 0,95% ao ano sobre o valor investido. O portfólio traz cinco opções de carteiras que podem abranger investimentos em ETFs de ações no Brasil e nos EUA e títulos públicos, como Tesouro Selic (juros pós-fixado), Tesouro IPCA+ (inflação) e Tesouro Prefixado (juros prefixados).

Warren

A partir de R$ 100, inclusive, dá para investir na Warren. Diferente das demais, a fintech oferece sete opções de carteiras de investimento. Entre os ativos estão Fundos de títulos públicos, ações, multimercado, ações nos EUA e crédito privado. Além de outros 250 produtos de renda fixa e multimercados de outras gestoras.

A taxa por esse serviço vai de 0,40% a 0,50% ao ano sobre o valor investido.

Riscos

E, no fim, não tem como fugir. Como qualquer tipo de investimento, há riscos. O robô de investimento não é um gênio da lâmpada e como ele é programado por humanos, há chances de ações erradas acontecerem.

Além disso, é de extrema importância preencher corretamente o perfil do investidor. É a partir dele que são montadas as carteiras para atender cada um dos investidores com as suas respectivas necessidades.

 

Autor

Robinson Dantas

Robinson Dantas é CEO do Gorila Invest e possui mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Além disso, é fundador da Iporanga Investimentos, onde era responsável pela gestão de risco e membro do conselho da holding FS2. Antes, passou pelo Morgan Stanley na área de Equity Derivatives Trading em Nova Iorque.

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