Muitas pessoas estão com medo da atual baixa da taxa Selic que já vem acontecendo desde outubro de 2016, e acabam migrando para a renda variável. Mas há investidores que seguem na renda fixa.

No artigo de hoje, vamos tratar de fundos de renda fixa que, embora seja considerado de renda variável, ainda constituem, em sua maioria, ativos de renda fixa.

Fundo de renda fixa é uma modalidade de investimento que, ao realizar aportes em um desses fundos, o investidor está comprando cotas e receberá a valorização do preço dessas cotas conforme o desenvolvimento do fundo.

O capital de todos os investidores desse fundo é administrado por um gestor, que escolhe o que vai fazer com o montante total dos cotistas. No caso dos fundos de renda fixa, o dinheiro dos investidores é aplicado em títulos de renda fixa, que podem ser públicos ou privados.

Em geral, investe-se em títulos do Tesouro Nacional, em CDBs, em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), em Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRIs), entre outros.

Como os Fundos de Renda Fixa funcionam?

Como todo fundo de investimento, o fundo de renda fixa é uma modalidade de investimento coletivo, que tem o papel semelhante à administração de um condomínio. Nestes fundos, os recursos de um conjunto de investidores, que são chamados de cotistas, são reunidos por um mesmo objetivo: diversificar sua carteira com investimentos de renda fixa.

Diferente de um investimento direto – no qual o investidor compra ativos por conta própria, no fundo de investimento o cotista aporta recursos no fundo do qual participa, enquanto o gestor compra os ativos para compor este fundo. Por conta desta dinâmica, os Fundos de Investimento são considerados um investimento coletivo.

Os fundos de renda fixa cobram taxa de administração do investidor e, muitas vezes, uma taxa de performance abatida da rentabilidade. O investidor deve ficar atento a estas taxas na hora de calcular a rentabilidade que terá com este investimento e ver se realmente vale a pena investir no fundo ou diretamente em renda fixa.

Rentabilidade dos fundos

A rentabilidade varia de fundo para fundo. Influenciam nesta rentabilidade o desempenho do gestor, as taxas de administração, e na própria rentabilidade dos produtos nos quais o fundo investe. Por possuir um patrimônio elevado, o fundo consegue buscar alternativas de investimentos em renda fixa com melhores rentabilidades.

Ele consegue ter CDBs de vários bancos, negociar melhores taxas, comprar debêntures de empresas e uma série de outras aplicações em renda fixa que envolvem um capital expressivo que muitos investidores não teriam acesso.

Por conta disso, muitos fundos oferecem ao investidor uma rentabilidade maior na comparação com muitos títulos de renda fixa acessíveis ao investidor não qualificado.

É preciso ter em mente, no entanto, que cada fundo possui um regulamento, e isso pode ser decisivo para a rentabilidade. Os fundos de renda fixa não são iguais e possuem desempenhos diferente, desta forma, o investidor deve sempre se atentar a isso e avaliar cada fundo individualmente.

Quais os riscos dos fundos de renda fixa?

Os fundos de investimentos não contam com a garantia do FGC. Isso não significa, no entanto, que sua estrutura seja extremamente arriscada.

A capacidade de diversificação de um fundo é superior ao investidor individual e é comum que fundos concentrem posições em ativos de renda fixa que sejam inferiores a 1% do mesmo emissor, diminuindo – e muito – o risco de crédito.

Tributação: Fundos de renda fixa e CDB

O Imposto de Renda para fundos de renda fixa segue as seguintes métricas por prazo do resgate:

  • Até 180 dias, por exemplo, a incidência de IR sobre a rentabilidade será de 22,5%.
  • Entre 181 e 360 dias, a incidência de IR é de 20%.
  • Resgates entre 361 dias e 720 dias, o IR descontado sobre a rentabilidade cai para 17,5%.
  • Resgates superiores a 721 dias, há incidência de 15% de IR.

A única desvantagem tributária dos fundos é a tributação conhecida como come-cotas, que reduz as cotas do investidor e interfere na rentabilidade no longo prazo.

Quando comparados com títulos de renda fixa, existem alguns que são isentos de imposto de renda como LCI, LCA, CRA e CRI e o pagamento do imposto é realizado somente no vencimento do título ou no resgate.

Agora que você já sabe como funcionam os fundos de renda fixa ficará muito mais fácil descobrir se vale a pena, para você, investir nestes fundos ou em outros produtos de renda fixa.

*Este artigo foi produzido pelo App Renda Fixa com exclusividade para o Portal André Bona.

 

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