Olá!

Uma dúvida que paira na cabeça de muitos investidores: Fundos de renda fixa x CDBs: Qual é o mais vantajoso?

Para responder a essa dúvida é necessário compreender o conceito dos dois tipos de investimentos.

CDB – Certificado de depósito bancário

Os CDBs são títulos nominativos emitidos pelos bancos e vendidos ao público como forma de captação de recursos. E o que é isso?

A função principal dos bancos é promover o encontro entre os poupadores e os tomadores de recursos na economia. Os poupadores são as pessoas e empresas que possuem excessos de caixa e os tomadores são as pessoas e empresas que possuem necessidades de caixa para cumprir suas obrigações ou financiar seus projetos. Dessa forma, o banco toma dinheiro emprestado dos poupadores e empresta aos tomadores. O lucro do banco vem justamente da diferença entre o valor cobrado de juros dos tomadores e o valor pago em remuneração aos poupadores. Por esse motivo dizemos que o CDB é uma das formas de captação de recursos para os bancos. Ao comprar um CDB, o investidor está emprestando dinheiro ao banco e por isso terá uma rentabilidade por esse empréstimo.

Qual é a rentabilidade do CDB?

Existem dois tipos básicos de CDBs:

  • CDBs pré-fixados – investidor e banco ajustam um valor de juros previamente e já se sabe, no momento da aplicação, qual será a rentabilidade ao final dela.
  • CDBs pós-fixados – investidor e banco ajustam uma rentabilidade vinculada a algum indicador (principalmente o CDI) que vai oscilar até a data final da aplicação.

CDI e SELIC

CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. É – como o CDB – um instrumento de captação de recursos, porém restrito ao mercado interbancário. É a taxa que um banco paga ao outro para tomar dinheiro emprestado. Em alguns momentos há excedentes de caixa em um banco e falta em outros, daí surge a necessidade de captação. Normalmente são operações curtíssimas, de um dia de duração.

A SELIC é a taxa de juros paga pelo Governo Federal na emissão dos títulos públicos (LFT). É chamada de taxa básica da economia. Os títulos públicos são a forma de investimento disponível de menor risco. Se um banco tem dinheiro em excesso, ele tem duas opções: emprestar ao Governo, comprando títulos públicos no menor risco possível, ou emprestar a outro banco, cobrando juros muito parecido. Dessa forma, podemos considerar o CDI um espelho da SELIC, pois caminham muito próximos.

Qual é o melhor CDB: pré-fixado ou pós-fixado?

Depende do cenário econômico.

Se estivermos vivendo um momento de pressão inflacionária e o grande desafio do Governo Federal é controlar a inflação, o instrumento natural para conter inflação é a elevação das taxas de juros (SELIC). Dessa forma, se estamos num cenário de aumento da SELIC, e conseqüentemente do CDI, um CDB pós-fixado atrelado ao CDI terá maior rentabilidade.

Por outro lado, se o cenário for de queda das taxas de juros, investir num CDB pré-fixado seria mais vantajoso, pois a conseqüente queda do CDI não impactaria na rentabilidade.

Por isso, o ideal seria investir em CDB pós-fixado em cenários de aumento de taxas de juros – e em CDB pré-fixado em cenários de queda de taxa de juros.

O CDB pós-fixado rende igual ao CDI?

Normalmente não. Um banco pode tomar dinheiro emprestado de outro banco, na taxa do CDI, e de um investidor individual, numa taxa um pouco menor (e sempre atrelada ao CDI).

A leitura da taxa de um CDB pós-fixado é a seguinte: um suposto CDB com rentabilidade de 100% do CDI seria uma aplicação que renderia exatamente a variação do CDI.

Se existe um determinado CDB pagando 95% do CDI, significa que ele está pagando um pouco menos que o CDI. Se num período de 12 meses o CDI der 10%, então a taxa obtida pelo CDB será de 9,5% no mesmo período.

Portanto, ao aplicar num CDB pós-fixado, o investidor deve buscar sempre a taxa mais elevada em relação ao CDI. Em alguns casos é possível conseguir taxas melhores que a do CDI. Isso depende do volume de dinheiro que o investidor dispõe e do prazo mínimo que ele pretende resgatar. Se um investidor pode deixar o dinheiro num CDB durante 360 dias, conseguirá uma taxa melhor do que a de um investidor que só poderá deixá-lo investido por 30 dias, por exemplo. Se o banco tiver mais tempo para utilizar o recurso, terá maior rentabilidade e poderá repassar melhores taxas.

Qual é o risco do CDB?

O CDB é um empréstimo que o investidor faz ao banco. Dessa forma, o risco que existe é do investidor ficar sem seu dinheiro, caso o banco quebre. É o chamado risco de crédito.

Existe um ponto importante que interfere na avaliação de rentabilidade do CDB, que é o risco associado a cada banco. Quanto maior e mais sólido for o banco, menor será a rentabilidade que ele pagará, pois o investidor o enxerga com menor nível de risco. Assim, bancos menores normalmente pagam melhores taxas, pois o risco associado a eles é também mais elevado. Por que um investidor aceitaria receber a mesma rentabilidade de um CDB de um banco pequeno com relação ao de um banco grande? Não faz sentido. Por isso, quanto menor o banco, maior será a rentabilidade de seu CDB, porém maior será o seu risco. O banco menor tem que pagar um prêmio por esse risco adicional.

Em tese, portanto, seria mais seguro aplicar em CDBs dos principais bancos do país: Caixa, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú.

O FGC – Fundo Garantidor de Crédito

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma entidade privada criada no governo FHC (1995) para ser um mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores. Através do FGC, os pequenos investidores ficam protegidos em até R$ 250 mil em caso de quebra dos bancos. A garantia é por CPF e por instituição. Dessa forma, se um investidor possuir R$ 500 mil em CDBs de 2 bancos diferentes, estará integralmente protegido.

O pulo do gato

Por conta do FGC, é correto afirmar que contratar um CDB do Banco do Brasil ou do Banco “da esquina”, até o valor de R$ 250 mil, representa EXATAMENTE o mesmo risco, ou seja, nenhum.

Dessa forma, é possível ao investidor ousar nas aplicações de CDB, dentro dos limites do FGC, obtendo rentabilidade superior a dos bancos maiores, sem risco adicional.

E qual seria a vantagem – ou diferença – entre investir em fundos de renda fixa em vez de CDBs?

A primeira coisa que se deve ter em mente é que o CDB é um ATIVO de renda fixa. Os fundos não são ativos de renda fixa, mas sim VEÍCULOS de investimento.

Assim, quando um investidor aquire um ATIVO, ele faz a compra direta do ativo e está sujeito ao risco de crédito direto do emissor daquele ativo (no caso do CDB, o banco emissor).

Quando um investidor investe por meio de um fundo, ele não está comprando um ativo. Ele está integralizando um determinado capital, dentro de uma espécie de condomínio em que vários investidores investem seus recursos para que um gestor profissional decida, dentro das regras estabelecidas do fundo, o que fazer com aquele montante total.

Os fundos de renda fixa, portanto, aplicam o dinheiro dos investidores em títulos de renda fixa. Esses títulos podem ser públicos ou privados.

  • Titulos públicos (emitidos pelo Governo): LFT, LTN, NTN-B, etc.
  • Títulos privados: CDBs de bancos, LCIs, CRIs, DPGE, LCA, debêntures de empresas, etc.

A primeira diferença entre a aplicação em fundos de renda fixa e CDBs de bancos, é a diversificação da carteira de renda fixa, ou seja, DIVERSIFICAÇÃO DO RISCO DE CRÉDITO.

Um fundo, por possuir um patrimônio elevado, consegue buscar alternativas de investimentos em renda fixa com melhores rentabilidades, consegue ter CDBs de vários bancos, negociar melhores taxas, comprar debêntures de empresas e uma série de outras aplicações em renda fixa.

Os fundos de renda fixa podem, em algumas situações, gerar melhores resultados, dependendo é claro do desempenho do gestor e das taxas cobradas dos investidores (taxa de administração).

Por outro lado, deve-se sempre ter em mente que cada fundo possui um regulamento. E isso pode ser decisivo. Os fundos de renda fixa não são iguais e possuem desempenhos completamente diferentes. Por isso cada fundo deve ser avaliado de maneira diferente. Existem fundos de renda fixa com objetivos diferentes (seguir o CDI ou seguir o IMA-B – índice de inflação). Se a escolha dos fundos de renda fixa for bem feita, a possibilidade de superar o CDI é maior do que no CDB. Se a escolha for mal feita, pode ser muito pior.

E o custo para o investidor?

Os fundos cobram taxa de administração anual (e às vezes taxas de performance), que é abatida diariamente da rentabilidade. Deve-se ter muita atenção nesse custo. Uma taxa adequada para fundos de renda fixa deve chegar no máximo a algo em torno de 1% ao ano, mas não quer dizer que uma taxa menor seja garantia de maior rentabilidade. Por isso, a avaliação de desempenho dos fundos deve ser feita pela sua rentabilidade líquida (já deduzida a taxa de administração) e não somente pelo custo.

Eficiência tributária dos fundos

Muitas vezes as taxas pactuadas com os bancos em CDBs podem flutuar. Se num dado momento um investidor tiver um CDB e encontrar um outro CDB com uma taxa melhor, ao se desfazer do primeiro, terá que recolher o IR. No caso dos fundos isso não ocorre, pois as trocas de ativos dentro do fundo não são tributadas.

Se as trocas de posições forem em prazos menores (até 12 meses, por exemplo), a rentabilidade do investidor será penalizada.

Nos fundos de investimentos, as trocas de posições dentro do fundo NÃO SÃO TRIBUTADAS. Dessa forma, se ganha em eficiência tributária e em rentabilidade. O investidor só recolherá os impostos quando resgatar seu dinheiro e nunca nas trocas de posições feitas pelo gestor dentro do fundo.

A tabela de IR tanto para CDBs quanto para fundos de renda fixa

O IR tanto para CDBs quanto para fundos de renda fixa segue a seguinte tabela por prazo do resgate:

> Resgates em até 180 dias: 22,5% de IR sobre a rentabilidade

> Resgates entre 180 e 360 dias: 20,0% de IR sobre a rentabilidade

> Resgates entre 360 e 720 dias: 17,5% de IR sobre a rentabilidade

> Resgates acima de 720 dias: 15,0% de IR sobre a rentabilidade

Uma desvantagem tributária dos fundos

Por outro lado, os fundos de investimentos de renda fixa possuem uma forma de tributação chamada de come-cotas, que ocorre em maio e novembro. Essa tributação já apropria diretamente do fundo, o IR do período a uma alíquota de 15%. No momento do resgate, haverá a cobrança da diferença, caso o IR da aplicação esteja em outra faixa de tributação.

O imposto come-cotas reduz as cotas do investidor no fundo e isso, no longo prazo, interfere na rentabilidade.

Importante observar que entre um FUNDO que oferece uma rentabilidade de 100% do CDI e um CDB que ofereça a mesma remuneração, a tributação será mais favorável no CDB, já que somente será cobrada no resgate.

Um atenuante ao come-cotas é que o prazo médio dos CDBs emitidos no Brasil beira os 2 anos. Assim, não é também correto projetar uma grande diferença entre o fundo e o CDB, caso rendam a mesma coisa, para prazos longos, pois a cada 2 anos, fatalmente a tributação acontecerá no CDB, pois será resgatado e reaplicado.

Meta do investidor em renda fixa

O investidor que aplica em renda fixa deve ter em mente que o seu objetivo é o de superar o CDI. Esse é o alvo a ser alcançado. CDBs com taxas inferiores a 100% do CDI devem ser reavaliados com urgência, pois o mercado financeiro disponibiliza oportunidades melhores por meio de fundos.

Cuidados adicionais

Fundos de renda fixa em bancos de varejo normalmente cobram taxas de administração muito elevadas. Por isso a escolha do fundo deve ser feita com critério. A taxa é um dos componentes a ser avaliado.

Riscos dos fundos de investimentos

Os fundos de investimentos não contam com a garantia do FGC. Porém isso não significa que sua estrutura seja mais arriscada. Muito pelo contrário. A capacidade de diversificação de um fundo é tão superior ao investidor individual que é comum que fundos concentrem posições em ativos de renda fixa que sejam inferiores a 1% do mesmo emissor. Somente esse fato já traz o risco de crédito do fundo a um nível baixíssimo.

Fundos de renda fixa x CDBs

Principais vantagens do CDB

> Não possuem come-cotas

> Possuem garantia do FGC

Principais vantagens dos fundos

> A possibilidade de obter taxas maiores que o CDB (o que pode compensar o come-cotas)

> A diversificação do risco de crédito (o que pode substituir a garantia do FGC como segurança)

Enfim, é o caso de analisar cada caso.

Grande abraço!

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Bruno Cunha    

    Olá André!

    Muito interessante essa comparação entre fundos de renda fixa e os CDBs, mas também existem outros tipos de investimentos interessantes como LCI, LCA e Tesouro Direto que devem estar sempre no radar dos investidores.

    Tenho certeza que já sabe disso e este post ficaria muito grande se contemplasse todas as opções.

    Abs!

    Bruno Cunha

    1. André Bona    

      Fala Bruno!

      Obrigado pela participação. Porém, a não inclusão das outras alternativas é proposital nesse artigo, já que elas são realmente outra coisa diferentes que não faz sentido comparar com essas outras.

      Comparar LCIs e LCAs com fundos DI, renda fixa ou CDBs com liquidez, pra mim é um erro grosseiro de entendimento de investimentos, embora portais diversos adorem fazer esse tipo de comparação leviana com intuito único de vender produtos.

      Os investimentos devem ser escolhidos pelo investidor não pela rentabilidade. Mas o processo é inverso. Primeiro tem-se a clareza do perfil de risco, montante e principalmente prazo do investidor. E por fim, parte-se para escolha dos produtos.

      Eu divido os ativos de renda fixa da seguinte forma:

      > Horizonte curto – CDBs com liquidez, LFTs, Fundos DI e Fundos RF
      > Horizonte médio – CDBs com carência de 2 a 3 anos, LCIs e LCAs com carência de 2 e 3 anos e LTNs
      > Horizonte longo – NTN-B, NTN-B Principal e debêntures

      Logo, eu entendo que LCIs e LCAs possuem funções diferentes numa carteira do que os os fundos de renda fixa ou CDBs líquidos. Por isso eu não faço essa comparação direta, pois considero um erro grosseiro. Sim, é certo que aqui no blog falamos de todas elas. Porém compará-las aqui seria de uma falta de experiência prática sem precedentes.

      Essa é minha forma de entender investimentos.

      Abs,

      A.B.

      1. Bruno Cunha    

        Olá André!

        Não acho que o seu pensamento esteja errado. Achei até muito interessante como você divide o prazo do investimento em curto, médio e longo de acordo com o tipo de investimento, mas em alguns casos um mesmo tipo acaba ocupando duas categorias né?

        Se vou investir X reais por dois anos, será que um CDB que paga 100% do CDI é melhor que uma LCA que paga 95%? Essa pergunta a planilha pode ajudar a responder, mas somente o investidor poderá definir quanto e por qual prazo pretende manter o dinheiro investido.

        No fim, acredito que o estudo leva o investidor a definir qual o melhor investimento para alcançar seus objetivos e o seu site contribui para isso.

        Abs!
        Bruno Cunha

        1. André Bona    

          Não Bruno. Seu raciocínio tá errado. Se o cara vai investir por 2 anos, ele deve tirar da frente os fundos DI e de renda fixa. Vai comparar CDBs com carência, com LCIs, com carência, com LCAs com carência. E não com fundos DI, RF ou CDBs com liquidez. Esses estarão fora.
          Porém quando você erradamente coloca tudo no mesmo bolo, você tá sugerindo que uma LCI de 2 anos é a mesma coisa que um fundo DI. O que não é e nem tem a mesma finalidade.
          Abs,
          A.B.

  2. Dema    

    Boa noite André. Uma alternativa de turbinar a rentabilidade em produtos de R.Fixa, como voce muito bem escreveu em um artigo, é aplicar em bancos menores(CDB, LCI, LCA, LH) e financeiras(L.Cambio).
    Mesmo escolhendo as instituições a partir de rating BBB e ficando no limite de aplicação abaixo do FGC, pois com a rentabilidade vai chegar nos R$ 250 mil, mesmo assim dá receio, sei que é o risco maior x rentabilidade maior.
    Gerentes de bancos grandes são completamente contra em aplicar nessas instituições menores, claro conheço os motivos deles. Mas, eles podem ter alguma razão nesse argumento?
    Você tem algum ponto de vista sobre como se comportará essas instituições financeiras menores com o atual panorama econômico do país? A atual crise propicia maior dificuldade para elas que para os grandes bancos? Existe risco maior de alguma quebra? Obrigado.

    1. André Bona    

      É uma relação de risco x retorno. Eu já passei por 2 casos de quebra de dois bancos e digo: o investidor que opta por esse tipo de ativo de crédito, ao longo do tempo, mesmo quando há quebra, possui rentabilidade muito maior. Investidores mais sofisticados optam por esse tipo de crédito com mais frequência. O medo é um aliado da desinformação. Essa é a minha visão. Porém, volto a dizer: é uma questão de risco x retorno. Cada um escolhe o que quer correr. Mas a garantia do FGC é efetiva e funciona.
      A única razão que leva os gerentes de grandes bancos a ser contra é simplesmente o argumento de venda. Já trabalhei em banco grande. É assim. Não é o terror que se pinta não. Sempre pode ter algum tipo de problema. Mas o capital não está em risco e a taxa adicional é justamente por esse risco adicional.
      Abs,
      A.B.

  3. Ricardo    

    Olá André!
    Qual o problema de ter um fundo DI/RF para médio prazo ou mesmo longo prazo (considerando que o sujeito também vai ter seu dinheiro vinculado à inflação em um, digamos, IPCA+)? Ele ficaria segurado com a taxa de juros e inflação, não? Além disso, um fundo me dá a chance de tirar dinheiro a qualquer momento, ao passo que CDBs, LCIs etc não. Ademais, como vou ficar fazendo aportes mensais em CDB ou LCI, sendo que eles têm valor mínimo? Grato.

  4. Leandro B Rodrigues    

    Caro André.

    – EU ADORO GERENTE DE CONTA DE BANCÃO!!!
    Explico.
    Com o passar do tempo e a aquisição de experiência+informações, alterei o meu modo de encarar os gerentes de conta dos grandes bancos (eu “tenho” uma gerente no “meu” bancão também), de vilões, passei a adorá-los.
    Por causa de diversos fatores (que não vêm ao caso agora), esses profissionais criam monstros sobre investimentos em “banquinhos”, tornando-os opções de “altíssimo risco”, mesmo quando garantidos pelo FGC; por conseguinte, instigam na mente do investidor pouco informado (a enorme maioria) um risco inexistente mas que, em concreto, gera um efeito no mercado: o temor do investidor obriga os bancos menores ofertarem juros maiores de modo a superar a “falsa” percepção de risco. Deste modo, ganham aqueles que sabendo que não há nenhum acréscimo real do risco (dentro de certos limites: cobertura do FGC), também recebem juros maiores nos “banquinhos”. Eu acho que este é o único caso no mercado financeiro onde se ganha dinheiro de graça!
    Então, tomara que os gerentes de conta do BB, CEF, Bradesco, Itaú e Santander continuem a espalhar fantasmas de modo a assegurar ganhos “desproporcionais” àqueles que sabem que almas penadas são fantasias.
    Um abraço.
    P.S.: o seu Blog é ótimo!

  5. Aline    

    Olá! Não entendo muito desses lances todos aí (rs).. O fato é que estou com 38mil no Santander e estou tentando decidir se coloco no CDB ou Fundos (longo prazo).. Pelo seu estudo, sou mais CDB pela consistência e as duas vantagens que você citou e também porque o Santander anualmente cobra 1,5% de “taxa de administração” se eu optar pela modalidade Fundos.. Lá tem também o LCI, que é mais rentável pelo que me explicaram, mas é preciso subir o status da minha conta e isso implica em mensalidade e “benefícios” de que não posso usufruir, pois estou morando fora do Brasil. Acredito que, com este cenário e o meu perfil, o CDB é minha melhor escolha. E daqui um pouco vou passar os 15mil da poupança no Itaú para Fundos (porque agora minha conta foi bloqueada por inatividade e estou sem cartão pelo mesmo motivo -rs). Wish me luck! Se tiver algum parecer que acrescentar, eu agradeço… Obrigada 🙂

    1. André Bona    

      Aline, sua escolha me parece que será ruim de toda forma. O que faz um CDB é a taxa que o banco lhe paga e não a aplicação por si só.
      Veja a assessoria: https://andrebona.com.br/assessoria-de-investimentos/

      1. Aline    

        Então, ficou claro também que outras instituições possuam opções melhores, porém como estou fora, abrir/fechar contas está muito difícil agora e também estou sem o tempo e energia para correr atrás da alternativa ideal.. :\

        1. André Bona    

          Então, no seu caso, que não vai priorizar a rentabilidade, melhor no seu banco mesmo. tanto faz. Peça pra sua gerente a lamina de rentabilidade do fundo e compare com o CDB. Abs,

        2. Aline    

          OK, mto obrigada pelos esclarecimentos! 😀 Agora bora resolver uma coisa de cada vez.. Rs >.<

  6. Jeferson    

    Olá André. Parabéns pelo site. Muito explicativo.

    Possuo alguns investimentos em prazo médio (LCA com vencimento em um ano) e estou procurando um investimento em prazo mais curto, onde eu possa resgatá-lo no momento em que bem entender, apenas para não deixar o dinheiro na poupança.

    Você acha que vale a pena investir, em torno de, R$30.000,00 em um fundo DI com taxa administrativa de 0,40% a.a, com liquidez diária e uma performance de rendimento anual de 14,53% ?

    Ou é mais vantajoso um CDB (não sei se ele é pré ou pós fixado) que está pagando 101% do CDI e também possui liquidez diária?

    Sempre achei que, nesta situação, o Fundo DI seria o mais indicado, mas com este come-cotas já não tenho certeza. A ideia é sempre que precisar ir lá e resgatar um pouco do valor para ir pagando as contas, etc.. então provavelmente sempre pagarei a alíquota mais alta do IR.

    1. André Bona    

      Jeferson, orientação invidual, pelo serviço de assessoria. Dá uma olhada: https://andrebona.com.br/assessoria-de-investimentos/
      Abs,

  7. Luciano    

    André, Parabens pelo material!

    Fiquei com duas duvidas e gostaria de saber se voce tem algum material para me aprofundar no tema abaixo:

    Um atenuante ao come-cotas é que o prazo médio dos CDBs emitidos no Brasil beira os 2 anos. Assim, não é também correto projetar uma grande diferença entre o fundo e o CDB, caso rendam a mesma coisa, para prazos longos, pois a cada 2 anos, fatalmente a tributação acontecerá no CDB, pois será resgatado e reaplicado.

    Fico na duvida de quanto vale a pena aplicar no tesouro SELIC ou em um CDB 105% por exemplo que a cada vencimento terá tributação. Em algum momento (dependendo do prazo de vencimento do CDB e da sua remuneração) essa rentabilidade maior do CDB pode gerar uma rentabilidade liquida menor que o Tesouro Selic correto?

  8. eder    

    Ola, estou em duvida, vale a pena investir num capital de 30.000,00 reais em um ano no cdb ou Selic. Mesmo que a taxa Selic reduz para 11,25 %, hoje é 14,00 %

  9. Victor    

    Bom dia André. No cenário atual, a inflação e taxa Selic estão tendendo a diminuir ou aumentar, na sua opinião, e porque?
    Outra coisa, para investir em tesouro selic é melhor que a taxa selic esteja com tendência de aumento ou diminuição, pra eu ter mais lucro? E pro tesouro IPCA?

    Abraços,

  10. Rafael Santos    

    Olá André,

    Estou super indeciso quanto a minha nova aplicação.

    Atualmente tenho um pouco de dinheiro em dois fundos multimercados, e gostaria de tirar a minha reserva de segurança da poupança e colocá-la em algo mais rentável.
    As minhas duas opções são:

    – Fundo de Renda Fixa com rendimento de 104% do CDI, sem taxa de performance, administração a 0,30% ao ano, movimentação mínima de R$100 e resgate D+0;
    – CDB liquidez diária do Banco Sofisa com rendimento de 100% do CDI, sem taxas e movimentação mínima de R$1.

    Qual valeria mais a pena? Tem um outro fundo (multimercados) que rende um pouco mais também (112%), mas a taxa de administração sobe um pouquinho: 0,60%, e eu acho que já arrisquei bastante nos multimercados.

    Muito obrigado!

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