O termo “investimento”, embora esteja cada vez mais popularizado, ainda é superficialmente debatido e quase sempre superestimado entre os brasileiros. A ausência de orientações relacionadas à educação financeira nos intitula mundialmente como uma nação consumista, uma vez que tais comportamentos irregulares tomaram proporções culturais enraizadas, em termos de equilíbrio das finanças pessoais.

Uma pesquisa realizada ao final de 2015 aponta que o Brasil se encontra na septuagésima quarta posição no ranking global de educação financeira, estando abaixo, ainda, de países com baixíssimo IDH, como Zimbábue, Togo e Madagascar. Tais números se tornam cada vez mais legítimos se associarmos ao grau de inadimplência brasileiro que, segundo dados fornecidos pelo Serasa, atinge mais de 60 milhões de adultos por todo o território.

Apesar do visível estímulo institucional desempenhado nos últimos anos para a disseminação de temas relacionados ao mundo dos investimentos, é perceptível que a mudança de comportamento só será possível ao pôr em prática determinados sacrifícios à curto prazo para a fruição de rendimentos futuros.

O que é preciso ser feito?

O primeiro passo para se tornar um investidor é desconstruir a imagem intuitivamente desenvolvida em nossas mentes quanto ao preparo intelectual necessário para iniciar suas operações no mercado, isto é, deixar de lado a visão errônea sobre o grau de complexidade superestimado em relação à Economia e como ela nos afeta.

Além do mais, se familiarizar com princípios correlatos a como ministrar e render os próprios proventos mensais, já inclui o indivíduo num nível superior de gerenciamento financeiro. Para acelerar este processo de desconstrução, podemos entender que o investimento nada mais é do que o aluguel de seu próprio dinheiro, e como recompensa, o credor receberá um acréscimo mensal/anual por esta locação – formalmente definido como “juros”.

São inúmeras as maneiras de engrenar o próprio dinheiro e estas se adequam ao perfil e objetivo pré-estabelecidos de cada um que pretende fazer isto através dos investimentos.  Muitos ainda hoje acreditam que utilizar a caderneta de poupança para a obtenção de rendimentos é uma boa opção, uma vez que garante baixo risco e baixa taxação operacional, mas não sabem que existem outras modalidades que são tão seguras quanto.

Como os investimentos funcionam?

É importante ressaltar que os juros pagos através desta modalidade são regulados pelo Banco Central e por isso, acompanham o nível de inflação do período (IPCA). Com isso, num cenário de alta inflação, a taxa de juros se reduz, diminuindo os vencimentos sobre o valor aplicado e se tornando menos lucrativo.

Por este motivo, a caderneta de poupança tem perdido seu espaço para outras modalidades de investimento como os de renda fixa, que garante semelhante segurança de retorno e taxas de juros mais atrativas.

Esclarecendo: esta modalidade é dividida em dois tipos – prefixada e pós-fixada. A primeira, conta com uma taxa de juros que não se altera ao decorrer da vigência da aplicação, portanto, ao ter em mãos este percentual e também sua data de liquidação, será possível calcular o montante recebível.

Quanto à segunda classificação, as taxas de juros são regidas por índices variáveis como IPCA e CDI, lembrando que sua escolha deve ser feita levando em consideração fatores como o cenário econômico atual e o prazo da aplicação.

Particularidades dos investimentos de renda fixa

Os exemplos mais populares de investimento em renda fixa são: CDB, Tesouro Direto, LCI, LCA, e sua escolha deve ser feita de acordo com as perspectivas de cada investidor, pois cada um deles pode seguir ou não a tabela regressiva do imposto de renda e IOF. Os títulos que são direcionados para o setor imobiliário como a LCI, e para o setor do agronegócio como a LCA, são isentos de imposto de renda.

Outra particularidade dos investimentos em renda fixa é a existência de valores mínimos de aplicação e carência de resgate dos valores em determinadas modalidades, entretanto o Tesouro Direto oferece condições diferenciadas quanto ao fator valor mínimo pois seu valor mínimo de aplicação é de trinta reais no caso de Prefixado ou IPCA+.

Estes são, portanto, o investimento indicado àqueles que visam por: segurança de retorno, porque se trata da compra de títulos de dívida do governo federal; possibilidade de resgate imediato, uma vez que for utilizado como fundo monetário emergencial; tributação regressiva do IR incidente sobre as aplicações, isto é, a alíquota se reduz ao decorrer do prazo de aplicação do valor.

Conclusão

Em suma, uma tática bem vinda em todos os momentos de atuação nas condições oferecidas pela renda fixa proporciona a possibilidade de investir a qualquer tipo de pessoa, não é a classe social que deve ser levada em conta e sim as regras básicas dos investimentos. Órgãos como a ENEF, B3, Banco Central e Anbima fornecem conteúdos gratuitos e acessíveis àqueles que desejam conhecer e/ou aprofundar seus conhecimentos na área.

A internet também é uma forte aliada quando se trata de aprendizado de qualquer espécie, verificando sempre se sua origem é legítima e se seus dirigentes são idôneos e capacitados. Para se tornar um investidor bem sucedido basta atuar com paciência, bom-senso e conhecimento, a fim de alçar horizontes cada vez maiores.

 

*Este artigo foi produzido pelo App Renda Fixa com exclusividade para o Portal André Bona.

 

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