É inegável que a grande maioria dos brasileiros sequer cogita a possibilidade de investir no exterior. Não sabemos ao certo o porquê, mas desconfiamos que o principal motivo seja mesmo a falta de informação!

Até certo ponto, esse comportamento mais conservador é compreensível, já que parece ser mais seguro e mais confortável aplicar o dinheiro em algum investimento que familiares ou amigos próximos já investem e indicam. O problema é que, sem perceber, acabamos dando força a uma cultura que se fecha para novas oportunidades.

Como a nossa missão é disponibilizar conhecimento para que você possa transcender as barreiras do senso comum, vamos abordar no artigo de hoje um assunto muito importante para quem deseja viver de investimentos e também para quem gosta de viajar ou até pensa em morar fora no futuro, já que muitos países oferecem vistos permanentes para investidores, como é o caso, por exemplo, dos Estados Unidos.

Estamos falando, é claro, nos investimentos fora do país, tema que, infelizmente, ainda é alvo de muitos tabus no Brasil. Fique atento, pois vamos dar dicas e apontar os melhores caminhos para quem quer começar a dar os primeiros passos no mercado financeiro internacional. Confira a seguir!

É legal investir no exterior?

Os investimentos no exterior são tão incomuns no Brasil que algumas pessoas chegam a pensar que são ilegais. Na realidade, a possibilidade de investir fora é um direito fundamental protegido pela nossa Constituição, que dispõe o seguinte:

“É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”.

Assim, enviar remessas de dinheiro para o exterior não é apenas um direito, mas um direito fundamental e constitucional de todos os brasileiros! Mas qual é a diferença entre um direito previsto em lei e um direito previsto na Constituição Federal?

Explicamos: a diferença é que os direitos previstos em lei podem ser revogados a qualquer momento com relativa facilidade, bastando a aprovação de uma nova lei pelo Congresso Nacional com um conteúdo incompatível com a anterior.

Já os direitos fundamentais, previstos na Constituição, tais como: o direito à liberdade de expressão, à igualdade e à propriedade são irrevogáveis. Isso significa que não podem ser alterados nem mesmo por uma Emenda à Constituição. É preciso que haja um golpe de estado ou uma revolução que imponha uma nova Constituição para que esses direitos possam ser revogados.

De acordo com a ordem jurídica brasileira é plenamente lícito investir em outros países, já que a liberdade econômica é um dos valores fundantes do nosso Estado. Mas, atenção: qualquer operação de investimento ou comércio internacional também está submetida à lei do país destinatário dos recursos.

Por isso, é sempre uma boa ideia procurar se informar a respeito da legislação do país no qual você pretende investir o seu dinheiro. Dificilmente algum país criará entraves para a entrada de divisas em suas fronteiras, mas alguns Estados têm restrições políticas quanto à comprovação da origem dos recursos e também proíbem algumas atividades, como o jogo e a bebida alcoólica, por isso é sempre bom ficar atento.

Por fim, não podemos deixar passar desapercebido o fato de que a Constituição faz uma restrição à entrada e saída de pessoas e bens no território nacional ao dizer que isso tudo deve ser feito nos termos da lei.

Com isso, o Governo brasileiro não pode proibir que você tire o seu dinheiro do país, mas ele certamente pode dificultar o processo, e é exatamente isso o que ele faz!

Não é interessante para a balança comercial e para o desenvolvimento econômico do país que os brasileiros comecem a investir maciçamente e a comprar bens de consumo no exterior. Muito por conta disso, o governo brasileiro adota algumas barreiras fiscais e aduaneiras para evitar essa sangria.

Isso nos leva a outra indagação, que merece ser respondida: diante de tantos entraves tributários e burocráticos, vale a pena investir fora do país? É justamente esse o tema do nosso próximo capítulo, mas já podemos adiantar que sim! É vantajoso, desde que você saiba exatamente o que está fazendo!

É vantajoso o investimento fora?

Investir no exterior, como tudo na vida, tem um lado positivo e um lado negativo. Isso quer dizer que, a rigor, não podemos dar uma resposta definitiva e universal sobre o tema. Tudo depende do seu perfil e dos seus objetivos como investidor.

Por isso, ninguém melhor do que você mesmo para responder essa pergunta. Para lhe ajudar nessa tarefa, vamos expor os principais pontos positivos e negativos do investimento no estrangeiro.

Conheça os países em que pretende investir

Antes de qualquer outra coisa e independentemente da experiência que o investidor possa a ter no Brasil, temos que atentar para o fato de que é muito importante conhecer bem o país destinatário dos recursos antes de começar a investir pesado.

Podemos dividir os países que oferecem possibilidades de investimentos para brasileiros em dois grandes grupos. O primeiro é composto pelos chamados países de economia desenvolvida. É o caso, por exemplo, dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e a maioria dos países europeus.

O segundo grupo é o dos países em desenvolvimento, que, assim como o Brasil, ainda têm muito espaço para o crescimento econômico. É o caso dos nossos vizinhos na América Latina, como Chile, Argentina e Uruguai e também dos chamados BRICs: China, Índia e Rússia.

O que o investidor precisa entender é que a oferta de produtos e serviços em países desenvolvidos é bem mais compactada e otimizada do que no Brasil. Isso significa dizer que a concorrência nesses mercados é maior.

Isso gera dois tipos de consequências: a primeira é que a expectativa de rendimentos obtidos por juros, dividendos ou debentures em setores mais tradicionais seja mais baixa. É difícil alcançar patamares de rentabilidade como o que conseguimos no Brasil com os títulos públicos, que podem chegar ao pagamento de inflação + 6% em 20 anos.

A segunda consequência está diretamente ligada à primeira. Como não conseguimos uma rentabilidade mais alta em setores tradicionais e como a taxa de juros é bem menor, a tendência é que haja uma pressão muito grande sobre aqueles setores que trabalham com a inovação, notadamente a tecnologia. Geralmente oferecem opções de investimento mais arrojadas.

Do ponto de vista do investidor, qual seria a diferença entre um e outro? Bem, ao investir em setores tradicionais nas economias desenvolvidas, como automobilístico, bancário ou securitário, por exemplo, o investidor pode até não contar com uma rentabilidade expressiva, mas é recompensado com a segurança de uma economia mais estável e uma moeda forte.

Já se o seu perfil for mais arrojado, as opções no mercado internacional também proporcionam oportunidades únicas. Imagine, por exemplo, quem tinha papéis da Apple no momento do lançamento do iPod ou quem acreditou na Microsoft antes do lançamento do Windows!

Balanceamento entre despesas e receitas

Quando o investidor aplica todo o seu dinheiro no mercado brasileiro, como acontece quando compra imóveis, títulos públicos e ações de empresas brasileiras, seus rendimentos estão, todos eles, atrelados ao comportamento do Real.

Paralelamente a isso, boa parte dos gastos de uma família brasileira moderna está atrelada à moeda forte. Pense quanto do seu orçamento você acaba gastando com produtos eletrônicos, viagens internacionais, entretenimento e gasolina, por exemplo.

Assim, se o que você ganha está atrelado ao Real e o que você gasta está atrelado ao Dólar, existe um descompasso nas suas contas. Toda vez que o Real se desvaloriza, o investidor brasileiro acaba sendo prejudicado duas vezes, na medida em que seu dinheiro vale menos e os produtos que consome também ficam mais caros.

Diversificação da carteira de investimentos

Se você já nos acompanha há algum tempo, sabe que defendemos a tese de que a diversificação é um conceito importante dentro do mundo dos investimentos. Lamentavelmente , temos visto que o tema vem tendo a sua importância esvaziada na internet, quando reduzimos o assunto a jargões, como “não coloque todos os ovos dentro da mesma cesta”.

No entanto, como nosso objetivo aqui não é aprofundar o tema, basta dizer que diversificar investimentos reduz a volatilidade — e consequentemente o risco — de uma carteira de investimentos.

Apenas para exemplificar, vamos supor que determinado investidor aplique todos os seus ativos em ações de empresas brasileiras e, no dia seguinte, o preço do Dólar simplesmente despenque.

Nesse caso, se ele tivesse investido tudo no setor de petróleo, certamente iria perder dinheiro, já que os barris são negociados na moeda estrangeira.

Mas, se, por outro lado, tivesse investido tudo no setor de transporte aéreo, teria ganho muito dinheiro, uma vez que o preço do combustível das aeronaves está atrelado à cotação do dólar.

Provavelmente você já sabe onde quero chegar com isso, não é mesmo? A diversificação permite ao investidor apostar em todos os cavalos do páreo. Isto é: se o investidor tivesse aplicado nos dois setores, ganharia em ambos os cenários, fazendo com que os ganhos compensassem as perdas.

Assim como é importante diversificar com relação aos setores da economia em que investimos, também podemos dividir os investimentos em aplicações de renda fixa e variável, de longo e curto prazo e, por que não, entre investimentos dentro e fora do país.

Diversificar os investimentos no mercado financeiro internacional pode fazer com que as suas aplicações fiquem menos sujeitas à (des)valorização de moedas locais e também a fatores políticos, crises econômicas internas e bolhas financeiras.

Exposição maior ao mercado mundial

A economia brasileira cresceu muito ao longo dos últimos anos, mas, ainda assim, representa apenas 3% da economia mundial. Será que existe algum motivo capaz de justificar o fato de você investir 100% do seu dinheiro em apenas 3% das opções disponíveis, sem nem olhar o resto?

É claro que o fato de residir no país, e por aqui realizar grande parte dos gastos, deve pesar no momento de escolher onde queremos aplicar nosso dinheiro. No entanto, esse não pode ser o único critério aplicável.

Quais os tipos de investimentos que podem ser realizados?

Corretora

A forma clássica de ter acesso ao mercado de ações fora do país é mesmo através de uma corretora ou banco de investimentos. Você abre uma conta, transfere recursos e pronto: já está preparado para realizar investimentos em empresas estrangeiras.

Esse tipo de investimento, no entanto, é um pouco burocrático e custoso. O investidor brasileiro que tem mais de 100 mil dólares fora do país deve fazer um comunicado uma vez ao ano ao Banco Central do Brasil.

Todos os ativos devem também ser declarados à Receita Federal no momento da declaração anual de imposto de renda e passam a compor a base de cálculo sobre a qual é tirada a alíquota do imposto.

Uma dica importante, aqui é procurar investir em países com os quais o Brasil tenha tratados internacionais no sentido de evitar a dupla tributação. Um bom exemplo é o acordo que o Brasil tem com os Estados Unidos, fazendo com que o investidor seja ressarcido do imposto sobre a renda que pagou no estrangeiro na oportunidade da declaração anual.

Imóveis

Para quem gosta de investir em imóveis, as aplicações internacionais podem ser uma boa alternativa de diversificação aos fundos de investimentos imobiliários brasileiros.

Os imóveis podem ser ativos valiosos. Você pode alugá-los a outros brasileiros que desejam fazer turismo no exterior. Hoje em dia existem, inclusive, aplicativos que ligam interessados em alugar por temporada e os proprietários.

Outra opção é contratar uma administradora de imóveis fora do país e alugar o imóvel por períodos maiores. Vale a pena consultar as regras de cada país antes de fazer esse tipo de investimento, sobretudo as regras tributárias locais. No Brasil, o imóvel tem que ser declarado à Receita Federal e, se você resolver vender, vai pagar 15% do valor em imposto de renda.

FOREX

Um mercado que acabou ganhando bastante notoriedade ao longo dos últimos anos é o FOREX, um acrônimo da expressão inglesa “Foreign Exchange”, ou mercado de cambio, em português.

O FOREX é o maior mercado do mundo, movimentando cerca de 4 trilhões de dólares americanos todos os dias. Trata-se de um mercado descentralizado voltado às operações de câmbio. Isto é: compra e venda de moeda estrangeira, como o Dólar americano, Euro e as Libras Esterlinas.

Pessoas físicas são uma parte pequena do mercado, mas podem participar indiretamente através de bancos e corretoras. O que o investidor brasileiro precisa entender é que o FOREX não é regulamentado no Brasil, o que significa dizer que a sua prática é ilegal e não permitida nas corretoras brasileiras.

No entanto, a própria Comissão de Valores Mobiliários, já deixou claro que não há ilicitude alguma na conduta do brasileiro que abre uma conta no exterior e participa do FOREX através dela.

Esta é uma conduta equiparável ao brasileiro que vai a Las Vegas e aposta em um cassino. Por mais que a conduta seja proibida no Brasil, não há violação nenhuma às leis quando a conduta é praticada no exterior com amparo da legislação do local.

Fundos de investimentos

É, certamente, a modalidade mais cômoda para o investidor que nunca aplicou recursos no exterior, já que não exige a abertura de uma conta de investimentos fora do país. O investimento é feito a partir de uma conta de investimentos em uma instituição financeira brasileira, mas também pode ser feito em uma corretora no exterior.

No caso das corretoras brasileiras, uma parte dos recursos do investidor, nesta situação, é aplicada no Brasil e outra parte é aplicada no exterior. Esses fundos mesclam diversos tipos de ativos, como títulos públicos, privados, ações e certificados de commodities, por exemplo.

Normalmente estão disponíveis para o investidor que deseja investir a partir de R$ 25 mil. São aplicações que têm dado bons resultados e os retornos chegam a 60% ao ano. Motivo deste resultado é a recente alta do dólar, e também devido à estabilidade das economias estrangeiras.

COE

O Certificado de Operações Estruturadas é uma modalidade de investimento que combina elementos de renda fixa e variável. Assim como nos fundos multimercado, aqui o investidor também não precisa ter conta ou empresa aberta no exterior. Há uma mescla de ativos brasileiros e estrangeiros e geralmente há também a proteção ao capital investido.

BDR

Os Brazilan Depositary Receipts (BDRs) são uma forma de comprar ações na bolsa de valores americana sem a necessidade de abrir conta no exterior ou realizar qualquer outra operação de câmbio, sobre a qual possa incidir tributação extrafiscal. São oferecidos na bolsa brasileira a investidores que possuem mais de um milhão para aplicar.

Como realizar as transações para investir?

Abertura de uma conta fora do Brasil

Assim como no Brasil, muitas modalidades de aplicações financeiras também exigem que seus correntistas tenham uma conta de investimentos para começar a aplicar o seu dinheiro. Assim, o primeiro passo para começar a investir no exterior é abrir uma conta de investimentos em uma corretora ou banco fora do país.

Em geral, o processo costuma ser bem menos burocrático do que no Brasil e muitas instituições possuem até uma estrutura presencial e online aparelhada para receber estrangeiros. É possível, por exemplo, encontrar muitas informações em língua estrangeira, como Inglês, Espanhol, e também em Português.

Além disso, temos que buscar informações a respeito da solidez da instituição financeira e também da praça em que atua. Os destinos preferidos por pequenos investidores brasileiros são Londres e Nova Iorque, devido ao cumprimento irrepreensível das regras e à fiscalização implacável das autoridades públicas, dando credibilidade às operações.

Transferências internacionais

Aberta a conta no estrangeiro, o passo seguinte é realizar as transferências de recursos para a conta. Isso pode ser feito de várias formas. As mais comuns são através do cartão de crédito e também de transferências bancárias.

Abastecer sua conta de investimentos no estrangeiro com o cartão de crédito internacional é bem simples. O procedimento funciona como uma compra internacional comum. Você ganha em praticidade, mas paga o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na alíquota de 6,38% e paga a cotação da moeda no dia do fechamento da fatura e não no dia da compra.

A transferência bancária é um pouco mais burocrática e, portanto, indicada para operações de valor mais elevado. Pode ser realizada tanto por bancos, como por casas de câmbio. Esta segunda opção costuma oferecer mais comodidade e menos burocracia para o investidor.

Ordens de compra e venda em investimentos internacionais

Bancos e corretoras estrangeiros costumam oferecer ferramentas tecnológicas que permitem que o investidor administre 100% de suas aplicações através da internet. Além disso, é possível automatizar boa parte das operações, adquirindo a licença para utilização de robôs!

Há opções a partir de 60 Dólares americanos. O correntista paga uma única vez e pode utilizar quantas vezes quiser, para sempre. Esses robôs são configurados de acordo com o perfil e os objetivos do investidor para nunca perderem uma boa oportunidade. Além de poupar tempo, você também elimina o desgaste emocional envolvido em cada decisão.  Trata-se de uma boa opção para o investidor iniciante, que ainda não têm prática no mercado financeiro internacional.

Além dos robôs, o iniciante que vai investir em FOREX, por exemplo, pode contar também com o auxílio da plataforma Metatrader, na qual pode criar uma conta demonstrativa, com dinheiro virtual, sem custo algum, e emitir ordens de compra e venda a partir do smartphone. Uma ótima ferramenta de aprendizagem, por meio da qual você pode avaliar o seu desempenho sem precisar correr riscos.

Quanto é preciso para investir no exterior?

A grande verdade, como vimos, é que o mercado internacional disponibiliza uma enorme variedade de tipos de investimento, que podem contemplar os mais diversos apetites e bolsos. Portanto, é falsa a ideia de que precisamos abrir empresas offshore e fazer remessas vultuosas de valores para investir no exterior.

Em conclusão, podemos dizer que o maior obstáculo que impede os brasileiros de investirem no exterior não são os tributos, o idioma e nem a burocracia, mas a falta de informação!

A questão tributária pode ser contornada com investimentos que não exigem a remessa internacional de valores, como acontece no caso dos fundos de investimentos, COE e BDR.

O idioma também não é uma barreira intransponível, já que muitas instituições financeiras disponibilizam muitas informações em português ou inglês. E a burocracia, por sua vez, só inviabiliza as operações para quem não conhece os procedimentos e tem medo de cometer alguma irregularidade ou cair na malha fina.

Não estamos querendo dizer com isso que todos os investidores brasileiros devem aplicar todo o seu dinheiro fora do país o tempo todo, mas apenas que os investimentos internacionais são uma opção e não podem ser desconsiderados apenas pela falta de conhecimento ou pelo mero costume.

Afinal, podem ser uma opção interessante para diversificar e reduzir os riscos da carteira de investimentos e também para buscar aplicações um pouco mais arrojadas em mercados mais estáveis do que o brasileiro.

Temos boas opções em renda fixa por aqui, devido à alta taxa de juros, mas o mercado internacional pode oferecer opções únicas em renda variável, portanto, comece a se planejar para investir no exterior agora mesmo!

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Autor

Redação Blog de Valor

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