*Este artigo foi produzido pelo Gorila com exclusividade para o Blog de Valor.

 

Caro leitor, você já deve ter se deparado várias vezes com o termo fintech. Mas o que realmente significa? O termo fintech vem da junção de finanças e tecnologia. E porquê existe essa distinção entre as empresas tradicionais e as fintechs, se todos usam tecnologia hoje em dia?

Em fintechs, e empresas tech em geral, a tecnologia é parte fundamental do modelo de negócios. É um serviço que nasce baseado na tecnologia para ajudar as pessoas em diversas tarefas.

Nas empresas tradicionais a tecnologia é uma forma de diminuir custo, melhorar processos, mas não necessariamente uma maneira inovadora e disruptiva de fazer negócio.

E por que as fintechs são importantes?

Atualmente, as fintechs possuem um papel fundamental na sociedade pois estão sempre inovando e proporcionando serviços melhores, mais fáceis de consumir e muito mais baratos, trazendo portanto impacto real na vida das pessoas. Seja conseguindo um crédito, facilitando um pagamento, transferindo recursos entre contas, comprando moeda estrangeira, controlando seus investimentos, entre outros.

Como anda o mercado de fintechs?

Os investimentos em fintech mais que dobraram em 2018 comparado com 2017, principalmente nos Estados Unidos.

No Brasil, a perspectiva de melhoras do cenário econômico e a demanda por serviços diferenciados, abriu caminho para alguns negócios  relevantes, com o NuBank levantando 180 milhões de dólares em outubro do ano passado junto à uma das maiores investidoras do mundo, a chinesa Tencent Holdings!

Tivemos também o sucesso no IPO, que é a colocação de ações no mercado acionário, da PagSeguro e Stone Pagamentos, fintechs de meio de pagamento que atingiram status de unicórnio, ou seja, que valem bilhões em Bolsa de Valores.

Fora esses grandes casos de sucesso,  o mercado de fintech no Brasil tem acelerado muito em um segmento chamado Corporate Ventures, no qual uma empresa grande e estabelecida compra uma participação relevante ou a totalidade de uma fintech e incorpora a funcionalidade em seu negócio.

Contextualizando um pouco mais, no primeiro semestre de 2018, o número de fintechs chegou a 453, de acordo com Radar FintechLab, sendo mais da metade com sede em São Paulo. Um grande crescimento se compararmos que em 2011 havia apenas 28 startups financeiras, segundo levantamento da ABFintechs.

E quais são os segmentos e empresas de fintechs ?

Pagamentos,  controle financeiro, crédito,  e,  claro, investimentos!

As fintech de pagamentos são focadas em facilitar abertura de conta, pagamentos e transferências de recursos. O PicPay é uma empresa bem legal e que viabiliza o pagamento P2P.

Gostamos do trabalho do pessoal do NuBank, que é um banco digital com serviço irado e do RemessaOnline, que permite compra de moeda estrangeira por preços realmente justos.

Em crédito e empréstimos é onde vemos grande ganho para o usuário final, tanto para quem empresta, quanto para quem toma o crédito. Essas plataformas P2P colocam o investidor em pé de igualdade com o bancos, pois antes era um negócio  exclusivo de bancos e ao mesmo tempo dá acesso ao crédito para pessoas que não são público-alvo dos bancos. Isso tudo com custo mais baixo para ambos os lados! Gostamos bastante do trabalho da Mutual.

Há também as plataformas de crédito consignado, aquele que é descontado direto em folha. Esse é um filão muito interessante do mercado e que permite acesso ao crédito com taxas interessantes. Gostamos do trabalho da BxBlue, que além de fazer um trabalho super bacana é bem parceiro!

Existem os robôs de investimentos, tanto os de alocação como os de operação em bolsa. Dentre os robôs de alocação gostamos de destacar a Magnetis que  aloca o dinheiro do investidor de acordo com o perfil de risco e prazo predeterminados e os mineiros do SmarttBot que possuí um marketplace com dezenas de estratégias de alta e baixa frequência, desde caixa-preta até robôs totalmente configuráveis pelo usuário para operar ações e futuros na B3.

Ultimamente temos visto bastante plataformas de investimentos surgindo com uma grande oferta de produtos. Essas plataforma, por nascerem digitais, se preocupam com usabilidade, experiência do usuário, suporte ao cliente e, claro, custo baixo. Está cada vez mais fácil abrir conta nas plataformas e a quantidade de produtos disponível pode inicialmente assustar o cliente. E aí que entram os consolidadores de investimentos, que além de mostrar tudo atualizado em um único lugar, consegue exibir de forma simples e direta como está a saúde financeira dos investimentos.

É neste contexto que o Gorila Invest está inserido.  Atualizando automaticamente a rentabilidade, cotações, preços e os eventos corporativos de todas suas aplicações para que você possa acompanhar tudo com facilidade e clareza.

E você, como faz para organizar e acompanhar os seus investimentos?

Autor

Robinson Dantas

Robinson Dantas é CEO do Gorila Invest e possui mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Além disso, é fundador da Iporanga Investimentos, onde era responsável pela gestão de risco e membro do conselho da holding FS2. Antes, passou pelo Morgan Stanley na área de Equity Derivatives Trading em Nova Iorque.

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