Investir é sempre uma ótima alternativa para aumentar a sua renda. Existem diversas opções de aplicações e elas variam em graus de risco, em duração e em lucratividade.

Porém, em algumas situações pode ser que você tenha pressa em obter lucro. Como sabemos que tempo é dinheiro, há grandes chances de que você queira escolher investimentos que tragam algum retorno a curto prazo. Se você deseja ter o retorno dos seus investimentos em pouco tempo, confira o artigo de hoje!

Aqui você verá como aproveitar melhor alguns investimentos rápidos como LCI, LCA e CDB. Boa leitura!

Como funcionam os investimentos de curto prazo?

Pode parecer simples, mas investimentos de curto prazo carecem de organização e planejamento tanto quanto os de longo prazo. Como para qualquer aplicação, é importante que o investidor esteja atento a algumas questões — é preciso, por exemplo, que ele tenha um bom domínio das suas finanças.

Isso significa saber bem quais são as suas despesas e o quanto de dinheiro ele dispõe para fazer esses investimentos. Outra questão é em relação ao significado de curto prazo.

É importante entender que as aplicações de curto prazo se referem a investimentos que começam a render entre seis meses e dois anos. Nesse contexto, procurar por aplicações de renda fixa é o ideal.

Também é interessante que o investidor saiba analisar as características da aplicação: sempre busque pelos que oferecem grande liquidez e baixo custo de operação — ou seja, com taxas ou tributos mais baratos.

Com essas informações em mente você já pode começar a investir nesse tipo de aplicação. Confira os tópicos a seguir e conheça os 5 principais tipos de investimentos de curto prazo.

5 tipos de investimentos de curto prazo

1. LCI

O LCI — Letras de Crédito Imobiliário — corresponde a um investimento que é convertido em créditos para o financiamento de imóveis. Esses créditos são oferecidos pelas instituições financeiras e o investimento é isento do imposto de renda  — ele é bastante seguro, já que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) se responsabiliza pelas eventuais perdas.

Os títulos LCI têm liquidez que variam entre 3 e 24 meses. Contudo, apesar de ser uma boa alternativa a curto prazo, eles rendem melhor quando há pouca liquidez — ou seja, a longo prazo. Nesse contexto, alguns LCI podem ter uma liquidez não tão imediata, fique atento.

2. CDB

Os Certificados de Depósitos Bancários são uma opção também a curto prazo. Eles são seguros e, se comparados com a poupança, rendem muito mais. Como os LCI, eles são garantidos pelo FGC no caso de investimentos de até R$ 250 mil.

Nesse caso, é interessante que o investidor escolha títulos que paguem o total do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Infelizmente, não é costume dos grandes bancos pagar o total antes dos 3 anos de aplicação. Para um bom aproveitamento, é melhor comprar títulos de instituições de menor porte.

Escolha CDBs cuja liquidez é diária ou que tenham pouca carência. Fique atento: é preciso pagar o IR e a variação depende do tempo de resgate da liquidez.

Se esta for menor que 180 dias, o desconto é de 22,5%, se forem feitos saques entre 181 e 360 dias, o desconto é de 20%. Caso você resgate valores entre 361 e 720 dias, a taxa é de 17,5% e, acima de 720 dias, 15%.

3. Fundos de Renda Fixa Referenciados DI

Os Fundos DI têm relação direta com o CDI e também com a taxa Selic. Nesse contexto, eles estão na categoria de pós-fixado, o que significa que eles aumentam ou diminuem a rentabilidade de acordo com o comportamento da Selic.

O mais importante é que a taxa de operação desse investimento não seja maior do que 0,5% ao ano — caso contrário, ele não é um título rentável. Sua remuneração também deve ser maior do que 100% do CDI.

Eles não são fundos com uma garantia de rentabilidade, o que exige do investidor uma atenção maior em relação a quanto o banco pagará sobre a CDI.

Porém, para contrapor essa imprecisão, eles são obrigados a garantir 95% de seus ativos com CDI, o que faz com que sua rentabilidade seja mais estável. O grande ponto desse investimento é que a sua liquidez é muito rápida, tanto que o resgate pode ser feito a qualquer momento.

4. Tesouro Selic

O famoso Tesouro LFT é mais um dos títulos cuja remuneração é ligada à taxa Selic — tanto que muitas vezes ele é denominado por ela. Por definição, o Tesouro Selic é um título oferecido pelo governo para quitar as suas despesas. O tesouro entra na categoria de investimento pós-fixado e o seu rendimento pode ser diário.

O IR também é cobrado nos títulos do tesouro direto e ainda é preciso pagar uma taxa de 0,3% ao ano. Todavia, eles valem muito mais a pena se comparados com a poupança. Especialmente se a intenção é investir mais de R$ 50 mil e resgatar os rendimentos seis meses depois.

5. Fundos de renda fixa atrelados ao CDI

Mais um do grupo de investimentos pós-fixados, esses fundos variam de acordo com o CDI e também com a taxa Selic. Aqui, o mais importante é que a taxa de administração não seja maior que 1% ao ano. Com essa condição, ele se torna muito mais rentável. A remuneração sempre deve ser maior que o total da CDI.

Além do CDB e do LCI que comentamos acima, você também encontra os títulos LCA, que estão ligados ao financiamento para o Agronegócio. Todos eles usam o CDI como referência para a sua rentabilidade, assim como os Debêntures e até alguns títulos do tesouro direto.

No entanto, vale destacar que você deve prestar atenção ao tamanho da carência desses investimentos, pois menos liquidez e maiores taxas de retorno garantem que eles valham a pena no curto prazo.

Bom, deu para perceber que há boas opções para investir em curto prazo, certo? Todavia, o ideal é que você esteja atento às possibilidades de liquidez desses fundos e também para as possíveis taxas e tributos cobrados. Cuide desses detalhes e você perderá menos tempo para aproveitar os rendimentos.

Como sabemos que tempo é dinheiro, quanto mais bem informado sobre os investimentos você estiver, melhor para o seu bolso.

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Autor

Redação Blog de Valor

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