Tônica da Semana: A odisseia dos 100 mil pontos…

Apesar do título, não vou usar a grande obra de Homero para falar do mercado essa semana … na verdade não sou tão “literado” assim … cresci vendo show da Xuxa e pra mim odisseia é Caverna do Dragão….kkk

Postei no twitter, mas vale replicar aqui a foto dos investidores brasileiros em busca dos 100 mil pontos (kkk):

Poisé nessa odisseia encontramos uma pedra…

 

No meio do caminho tinha uma VALE….tinha uma VALE no meio do caminho.

VALE3 representa 8,59% do índice…desde Brumadinho acumulou queda de 23,1%…com isso seu impacto no IBOV foi de -1,98%. Fora isso o incidente VALE ajuda a deixar o investidor receoso e obviamente isso retroalimentou a realização recente. Um dia antes do incidente o IBOV estava em 97677… hoje nos 95343…se adicionamos os 1,98% de volta estaríamos nos 97 mil a 3% do famigerado 100k!

 

Mas você que me acompanha sabe que eu comentei a respeito, na tentativa de alertar o investidor.

 

Retrospectiva das minhas tônicas…

No dia 14/01 comentei que tinha receio de receber um “pombo sem asa”…aquele soco que vem e ninguém sabe de onde. (LINK)

No dia 21/01 falei que uma realização seria possível e até plausível, dado que a nossa bolsa tinha subido muito na expectativa de mudanças que não haviam se materializado. (LINK)

Semana passada dia 04/02, falei da “esquiva” necessária aos investidores. Falei que a curva de juros de 10 anos brasileira precificava um BrasilDinamarca e que o dólar estava barato. (LINK)

Por que estou falando isso? Porque penso que a leitura foi correta! Bolsa realizou, dólar subiu e os juros abriram. Da uma olhada…

Ok legal Will…mas o que interessa é daqui para frente!

Sim…e como sempre faço aqui na Tônica tento passar uma visão prospectiva do mercado.

Sinceramente penso que pode ir até um pouco mais…puro feeling/achismo que não vale de nada, mas enfim…penso que sim o dólar pode subir mais, os juros abrirem mais e a bolsa seguir num mood menos favorável.

Veja bem, semana passada escrevi 3 ventos que poderiam sofrer e ajudar a nossa bolsa. Sigo acreditando ser possível, mas caso eles não “soprem” a realidade se mostra mais desafiadora e é isso que vem sendo colocado nos preços.

Que realidade? Vou resumir em 4 pontos em ordem de importância na minha opinião.

1. EUA 

A desaceleração americana é um fator que parece cada vez mais concreto e de extrema importância para os mercados. Abaixo um gráfico da Pantheon Economics que mostra isso:

E penso que isso só poderá ser alterado com uma definição favorável a respeito da Tax War entre EUA e China…sem isso, fica difícil ver alguma melhora. Não estou dizendo que vai ter uma grande crise nos EUA ou a tal recessão que muitos acreditam….mas a simples desaceleração do maior motor da economia não é uma coisa boa.

2. Brasil 

Em termos econômicos me parece claro que mais e mais o mercado vai caindo na real que o crescimento esperado para o Brasil fica na casa dos 2% mesmo. Os dados de produção industrial e exportações de carros pela Anfavea não foram nada bons…

Os níveis de confiança ainda não foram atingidos, mas certamente no campo macro as news não tem sido muito boas.

Eaí tu junto o retorno do congresso e senado, com um monte de gente falando coisas mais diversas sobre a reforma da previdência…e isso não ajuda em nada…alimenta incerteza que faz pesar no mercado.

3. China 

A briga com EUA tem levado muitos analistas não só a estimar um crescimento menor para China, mas em aumentar as dúvidas ante os dados divulgados e dados reais. O Barclays calcula um índice alternativo de crescimento chinês…segundo ele a China já estaria rodando num crescimento de 5% e não 6% como as estatísticas oficiais sugerem….

E é visível a retaliação que eles aplicaram nos produtos americanos…isso não tem como…[…]

 

Leia o texto na íntegra no blog BUGG – Análises Econômicas e de Investimentos, de William Castro Alves.

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Autor

William Castro Alves

Economista pela UFRGS, iniciou sua carreira em 2004 na Solidus Corretora, tendo passado pelo Koliver Merchant Bank e Banco Alfa. Atuou como analista de Investimento na XP e responsável pelas gestão das Carteiras Recomendadas.

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