Já pensou na ideia de participar de um clube de investimentos? Ou melhor, já imaginou convidar uns amigos e criar um clube de investimentos para decidir onde investir os ativos? Tudo isso é possível e vamos explicar como funciona neste artigo.

Primeiramente é bom dizer que um clube de investimentos é um condomínio composto por investidores para a aplicação de capital em títulos e valores mobiliários. Geralmente, os clubes são criados por grupos de amigos, colegas, familiares ou pessoas com afinidades em comum, que se reúnem para aplicar suas economias no mercado de capitais.

Vale lembrar que há regras em relação ao número de participantes onde o grupo é composto por no mínimo 3 e no máximo 50 participantes.

Assim como funciona nos fundos de investimento, o patrimônio formado em um clube de investimento é dividido em cotas. Essas cotas são valores mobiliários, conforme estabelecido na lei 6384/76, estando assim, sujeitas à regulamentação e à fiscalização da comissão de valores mobiliários.

Dessa forma, quando o investidor aplica seu dindin no clube ele passa a ser um cotista.  Sendo que o retorno depende da valorização das cotas, o que, por sua vez, depende da valorização dos ativos que compõem a carteira do clube.

E por ser um investimento em renda variável, como ações ou moedas, a carteira sofre diretamente com as oscilações do mercado. A dica é antes de participar de algum clube  ficar de olho na política de investimento e o histórico do gestor para não ter grandes surpresas lá na frente. No site da B3 dá para conferir a  relação completa dos clubes ativos.

Tipos de aplicações

Em um clube de investimento, a maior parcela (67%) do patrimônio deve ser investida nos seguintes tipos de aplicações: ações, debêntures conversíveis em ações; bônus de subscrição (títulos emitidos por companhias abertas que dão direito de subscrever ações do capital social da companhia); recibos de subscrição (registros que confirmam que o direito de subscrever os ativos foi exercido pelo investidor); cotas de fundos de índices de ações (ETFs, na sigla em inglês); e certificados de depósitos de ações.

É importante destacar que nenhum investidor pode ser titular de mais de 40% do total das cotas do clube.

Vantagens

A vantagem de fazer parte de um clube é que a quantidade de grana aplicada passa a ser bem maior do que o investidor fizesse sozinho. Assim, é possível investir em diversos produtos financeiros, incluindo ações de empresas de diferentes setores.

O pequeno investidor também pode encontrar uma facilidade em participar de clubes de investimentos. Sabe por quê? Nessa modalidade dá para aprender como funciona o mercado e aprender com os outros investidores que já estão a mais tempo investindo.

Aí não tem desculpa para não querer investir. Seja por medo ou por falta de tempo para acompanhar suas aplicações. Dá até para investir em produtos, digamos mais avançados, como ações ou debêntures.

Gestão do clube

Você deve estar se perguntando quem é que, afinal, vai cuidar da gestão do clube de investimento, não é mesmo? Há duas possibilidades: os próprios cotistas podem cuidar dessa parte ou é possível contratar um gestor profissional certificado e credenciado à CVM. Se quiser saber como funciona a CVM é só clicar neste artigo.

Vale dizer que em ambas situações, o responsável pela gestão precisa ser eleito em uma assembleia geral. Além disso, anualmente, os participantes deverão se reunir em uma Assembleia Geral Ordinária, podendo ser de forma presencial ou não.

Já no quesito administração do clube ela deve ser feita por uma instituição financeira, podendo ser, por exemplo, corretora, distribuidora, banco de investimento ou banco múltiplo com carteira de investimento, que é responsável pelo conjunto de atividades e de serviços relacionados direta e indiretamente ao seu funcionamento e manutenção.

Na prática essa instituição responsável pela administração do clube atua como uma espécie de “fiscal” do gestor.

Custos

Já imaginou não pagar imposto em qualquer operação? Pois nos clubes de investimento isso é possível. Os investidores que participam do grupo pagam 15% de Imposto de Renda no momento do resgate, incidente sob o rendimento obtido com a valorização das cotas. Isso passa a ser um atrativo a mais para quem decide entrar em um clube.

Porém há outros custos que vamos explicar. Da mesma forma que acontece nos fundos, os clubes têm taxa de administração. Porém, esse percentual varia conforme o tipo de clube, sua estratégia e seu patrimônio.

Também pode ser cobrado taxa de performance se o grupo estipular uma meta de rentabilidade para os investimentos e o gestor consiga superar o determinado benchmark.

Conclusão

Outro aspecto interessante é que aplicando-se em clubes de investimento, pode-se criar o hábito de aplicar mensalmente. E como o volume é bem maior, por conta da soma dos recursos de cada integrante, é possível diversificar a aplicação e quem sabe conseguir uma rentabilidade maior. Só não deixe de ficar atento  à política de investimento que vai envolver as suas decisões.

*Este artigo foi produzido pelo Gorila com exclusividade para o Portal André Bona.

 

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Autor

Robinson Dantas

Robinson Dantas é CEO do Gorila Invest e possui mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Além disso, é fundador da Iporanga Investimentos, onde era responsável pela gestão de risco e membro do conselho da holding FS2. Antes, passou pelo Morgan Stanley na área de Equity Derivatives Trading em Nova Iorque.

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