Viver de renda é o sonho de grande parte das pessoas. Deixar de trabalhar e ter uma quantia mensal para suprir as necessidades e os desejos, com tranquilidade, é a meta de realização de vida de muita gente.

É possível comparar essa condição com a colheita de frutos de uma árvore. Contudo, para que isso aconteça, antes é necessário plantar a semente, regar a muda, evitar ervas daninhas e parasitas para, só depois de certo tempo, receber a recompensa de tanto esforço.

Na formação de patrimônio, também ocorre um movimento semelhante. Para se viver dos resultados do acúmulo de recursos financeiros, antes, é preciso praticar uma série de ações voltadas para a geração de riqueza. Veja, em seguida, seis passos para trilhar esse caminho.

1. Não tenha dívidas

Um dos erros de quem quer viver de renda, mas não se preparou adequadamente para essa realidade, é fazer aplicações financeiras antes de ter quitado dívidas. O ideal é que, primeiro, você pague as contas em aberto, para só depois pensar em investir.

Muitas vezes, os juros e as multas pagos pelos atrasos no pagamento de determinados débitos são superiores aos rendimentos de certas aplicações. Se a pessoa não tem uma capacidade financeira suficiente para deixar as dívidas em dia, como fatura do cartão de crédito ou limite do cheque especial estourado, fica difícil pensar em uma estratégia eficiente de geração de riqueza.

Para se preparar com eficiência para a sua jornada de enriquecimento, você deve, antes, fazer um diagnóstico da sua situação financeira. É importante que você tenha em mente os valores e os prazos das suas dívidas e que se esforce para quitá-los. Da mesma forma que não é possível construir uma casa pelo telhado, mas sim pelo alicerce, você não poderá começar a investir para viver de renda sem ter pago as suas contas.

2. Crie o hábito de poupar

Nenhum acúmulo de riqueza é possível se não houver sobra no orçamento doméstico. Uma maneira de fazer isso acontecer é por meio do controle dos gastos para permitir que haja excedente no final do mês. Para tanto, você deve analisar as suas contas fixas e variáveis e, assim, definir o que é essencial e o que pode ser descartado ou diminuído.

Lembre-se de que ações repetidas rotineiramente tornam-se hábitos. Nesse sentido, não basta fazer economias em alguns meses e gastar além da conta em outros. Desse jeito, você não sai do zero a zero no longo prazo. Se a sua meta é viver de renda, você precisa ter o hábito de poupar mensalmente, para reservar uma quantia para a formação do seu patrimônio e, no futuro, poder viver dos juros desse capital acumulado.

3. Busque sempre ganhar mais dinheiro

Muita gente vê muito distante a possibilidade de não precisar mais trabalhar no futuro. Ainda assim, é preciso ressaltar que o poder dos juros compostos se acentua depois de certo tempo de poupança. Sabe por quê? Como a taxa é aplicada sobre o montante acumulado, a pessoa faz a máxima “juros sobre juros”: trabalhar para favorecer o enriquecimento.

Por exemplo, 10% ao ano sobre R$ 1000,00 resulta num montante de R$ 1.100,00. Contudo, no segundo ano, os juros seriam aplicados sobre a quantia acumulada de R$ 1.100,00. Nesse caso, o valor juntado ao final do período seria de R$ 1.210,00. À medida que o tempo passa, o efeito dos juros compostos faz a curva de crescimento do patrimônio acentuar-se e quase tornar-se vertical.

Para acelerar esse processo, você pode buscar formas alternativas de renda. Logo, não basta gastar pouco, mas também é necessário ganhar mais para formar patrimônio mais rápido e poder viver de renda no futuro com tranquilidade. Você pode, desde transformar um hobby em trabalho, até vender algum produto ou serviço. Use a criatividade para descobrir uma maneira alternativa de gerar mais dinheiro.

4. Tenha metas financeiras

Poupar sem ter “um norte” ou uma meta financeira fica difícil — com o tempo, tende-se a perder o foco e a disciplina. Se você quer viver de renda, precisa estipular quanto vai querer receber por mês quando deixar de trabalhar definitivamente.

A partir dessa avaliação, você terá uma ideia de quanto precisará poupar para formar um patrimônio capaz de gerar frutos suficientes para atender à meta estipulada. Por exemplo, quem quer receber R$ 5.000,00 por mês teria que juntar R$ 500.000,00 e ter, ao menos, 1% de rendimento mensal.

Os valores aqui são arredondados, apenas para dar uma noção de como seria o mecanismo de cálculo. Em um caso assim, não se pode esquecer de considerar a inflação do período, que diminui o poder de compra do dinheiro. Logo, R$ 5.000,00 no futuro possivelmente valerão menos do que valem hoje. Por isso, é importante contar investir um pouco de tempo em aprendizado, pois isso vai te ajudar a traçar sua rota e servirá para sua vida toda.

5. Invista para viver de renda

Não basta você trabalhar sozinho para criar excedente mensal e, no final da vida, poder viver de renda. Na verdade, você tem que fazer com que a “sobra financeira” de cada mês seja “outro trabalhador”, para contribuir com a formação do seu patrimônio. Para tanto, você não pode deixar de investir o excedente do seu orçamento. Só dessa forma você terá condições de usufruir dos frutos do seu trabalho.

Além de fazer o seu dinheiro render, os investimentos contribuem para corrigir as perdas da inflação. Caso contrário, mesmo com uma poupança considerável, a quantia pode ser pouca para gerar rendimento com base em determinada taxa de juros.

6. Considere o patrimônio líquido

Qual a hora certa de parar de trabalhar e de só viver de renda? Essa dúvida existe na vida de muita gente que economiza dinheiro por bastante tempo, para poder usufruir dos rendimentos na aposentadoria ou a partir de um período pré-definido. Nesse sentido, o erro de muitos indivíduos é não fazer os cálculos corretos para saber o momento certo para se deixar o trabalho.

Lembra do valor total que você deve juntar para poder usufruir dos juros sobre essa quantia? Nesse caso, é importante você considerar o montante do patrimônio líquido, ou seja, já com descontos de eventuais obrigações, como dívidas de empréstimos ou financiamentos. Além disso, você deve considerar o capital financeiro líquido, de preferência, pois bens como imóveis e carros não são “conversíveis” em dinheiro em espécie tão facilmente.

Quais desses fatores ainda falta para que você consiga viver de renda? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais e ajude os seus amigos a seguirem o mesmo objetivo que você!

Grande abraço,

André Bona

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André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Marcos morais    

    Olá boa tarde gostei muito da sua autoridade pra falar de independência financeira e baseado nisso estou focado em me capitalizar tenho como separar mensalmente e já tenho um valor aplicado mais não tenho acessória pra montar uma carteira correta.

  2. Well    

    Sou leigo no assunto e tenho uma dúvida. Digamos que tenho R$ 500.000,00, para ter uma renda de R$ 5.000,00 mensair preciso de rendimentos em torno de 1%.

    Mas na prática, como eu terei essa renda mensal? Como sacarei mensalmente esta quantia? Por exemplo, tenho que sempre esperar o vencimento, resgatar e aí usufruir do rendimento?

    Não sei se consegui ser claro na pergunta.

    Obrigado!

    1. walisson    

      Well, você poderá por exemplo investir em um RDC em uma cooperativa de crédito. E solicitar para que o rendimento mensal seja resgatado automaticamente.

  3. micileide    

    o grande erro é não ter paciência e querer viver de renda nos primeiros meses de investimentos. Na minha opinião é preciso saber esperar sem se cansar.

  4. Rosa eunice Silva    

    Olá achei muito interessante este seu exemplo de rendimento $5000mensal .vou começar este ano quitar minhas dividas

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