* Este artigo é fruto de uma parceria entre Blog de Valor e Júlia Mendonça.

 

Falar de dinheiro com a família talvez seja um dos temas mais delicados que existem. Inúmeras brigas já surgiram quando dinheiro foi misturado com a relação familiar. Como então falar de finanças junto a nossos familiares sem causar discórdia e discussões?

Talvez seja impossível evitar o desconforto entre os membros da família sobre dinheiro, porém existem diversas dicas que podem te auxiliar e evitar que esse assunto se torne o motivo de separação dentro de uma família.

Vamos começar examinando o porque cada vez que falamos de dinheiro e família as brigas surgem e também vou te passar ponto a ponto a forma mais fácil de introduzir esse assunto.Acompanhe!

Dinheiro e família carregam muita emoção!

A família é a base para a construção de pessoas melhores. Nossos familiares nos trazem segurança nos momentos mais difíceis, motivação para criarmos nossos projetos e temos um amor incondicional pelos membros que a compõe.

Nossa família tem prioridade sobre todos outros aspectos da nossa vida. Criamos a expectativa de que tudo o que for feito para a nossa família e pela nossa família será sempre com a melhor intenção e sempre teremos recompensa das nossas ações.

O grande problema ocorre que esses mesmos sentimentos que temos com a família, temos com o dinheiro. Confiamos no dinheiro a nossa segurança, nos apoiamos no dinheiro para a construção de projetos, temos extremo zelo pelo dinheiro ganho através do nosso trabalho. Infelizmente, esses sentimentos em relação ao dinheiro são tão fortes que muitas pessoas dão mais valor ao dinheiro do que a família.

Além do fato desses dois assuntos carregarem muita emoção, ainda existe o tabu em nossa cultura de falar sobre dinheiro. Evita-se ao máximo comentar o quanto ganhamos no trabalho, cobrar de outras pessoas o dinheiro emprestado, temos vergonha de expor o quanto pagamos por produtos e serviços.

Junte esses três componentes e temos uma receita para o desastre! Amamos nossa família, gostamos muito de dinheiro e quando precisamos misturar um com o outro entramos em um campo cheio de armadilhas e tabus.

A família rica e a família pobre

Dentro de uma família, temos diversos núcleos. Temos o primo rebelde, o tio festeiro, a sobrinha bem-sucedida. Em muitos casos a única coisa que une essas pessoas é o sobrenome.

Dentro dessa grande família que divide o mesmo sobrenome, mas nem sempre divide os mesmos valores pessoais, encontramos a família que cuida muito bem do dinheiro e a outra que nunca ligou muito para as finanças.

Normalmente a família que nunca cuidou do dinheiro, quando passa por apertos recorre a família educada financeiramente. É o famoso: “Meu tio rico pode nos ajudar”. O pedido de socorro feito pela família pobre é carregado de esperança: “Eu tenho certeza que o tio vai nos ajudar, afinal ele é da família! ”

O pedido é recebido pela parte da família com maior educação financeira com uma sensação de obrigação: “O que eu vou dizer para o meu irmão se eu não ajudar o filho dele? ”.

Este pedido de socorro normalmente é atendido e aí que começa o grande problema. Quem pediu o dinheiro muitas vezes não se sente na obrigação de honrar sua parte do acordo, ou seja, pagar o empréstimo.

Do outro lado, quem cedeu o dinheiro espera receber ele o mais rápido possível, pois afinal foi um empréstimo feito para alguém de confiança.

Muitas vezes, o empréstimo não é honrado e uma situação muito complicada surge. O devedor não se sente na obrigação de pagar de volta pois é um membro da família que emprestou e o credor teme criar um conflito se trazer o assunto à tona. Inevitavelmente o assunto vem à tona e carregado de emoção.

Os dois lados se acusam de serem infiéis a suas famílias, acusações são trocadas e a separação desse núcleo familiar acontece.

Você não é o banco da sua família

Bancos foram feitos para emprestar dinheiro, você não, mesmo que seja para a sua família. Se algum dia um membro da sua família precisar de dinheiro emprestado, dê esse dinheiro, mas não empreste.

É simples: a partir do momento em que você dá esse dinheiro, você não espera receber nada em troca, que é o que acontece normalmente quando emprestamos. Se resolverem te devolver o dinheiro você está no lucro. Se não, você fez uma boa ação.

Você não precisa dar todo o dinheiro que o familiar pediu emprestado, pode dar somente uma parte e dizer que foi um presente. Também não é necessário dar o dinheiro em todas as situações que forem requisitadas. Você pode criar um filtro e só vai ajudar nas seguintes situações:

-Saúde: dar o dinheiro necessário para custear um exame, consulta, tratamento;

-Educação: pagar algum curso profissionalizante, ajudar em uma pós-graduação;

-Empreendedorismo: ajudar a custear um negócio novo (desde que bem planejado).

Agindo desta forma você vai evitar diversos conflitos com seus familiares e não vai deixar de ajudar nos momentos de maior necessidade.

Dizer não pode evitar muitos conflitos com sua família

É importante aprender a dizer não para algumas situações. Muitos conflitos surgem quando o dinheiro emprestado não é usado para o fim que foi solicitado.

Por exemplo: um familiar pede dinheiro emprestado para poder pagar algumas contas que estão em atraso. Você empresta o dinheiro e descobre que um mês após o empréstimo o familiar não pagou as contas com o dinheiro e utilizou ele para financiar uma viagem. Isso é mais comum do que se imagina e em muitos casos é um comportamento que se repete.

Se você já emprestou dinheiro e percebeu que ele não foi bem utilizado, não empreste de novo. Você só estará alimentando ainda mais esse comportamento irresponsável.

Dizer não é muito difícil, porém irá te livrar de uma situação que com certeza vai gerar atrito e não vai estimular que esse comportamento aconteça novamente. A primeira vez que você vai precisar dizer não com certeza será muito difícil, porém lembre dos acontecimentos passado e também pense em tudo o que você precisou fazer para economizar o dinheiro emprestado.

Dessa forma será mais fácil negar esse empréstimo que só trara problemas!

Resumindo: evite misturar dinheiro e família!

Como já foi dito anteriormente, dinheiro e família são assuntos que carregam muita emoção. Quase sempre o resultado da mistura dos dois pode ser desastrosa.

Evitar conflitos sabendo dizer não e dando o dinheiro nas situações necessárias pode ser uma boa solução para manter o bom relacionamento entre os familiares.

Não alimente comportamentos irresponsáveis com o dinheiro emprestando para familiares que não tem controle de suas finanças. Emprestar dinheiro para essas pessoas na maioria dos casos irá trazer mais malefícios do que benefícios para a educação financeira delas.

 

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Artigo publicado em 14/07/2017. Atualizado em 28/03/2019.

Autor

Júlia Mendonça

Consultora e planejadora financeira com foco em finanças pessoais. Formada em comércio exterior, life coaching, coaching financeiro e com especialização e experiência em orientação financeira pessoal. Visite o Canal no Youtube: Júlia Mendonça

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Comentários

  1. Cleiton Oliveira    

    Ótimo artigo. Dizer Não é fundamental para manter o orçamento e o relacionamento familiar em ordem.

    Um grande abraço!

  2. Vagner    

    Bona e Júlia, parceria de sucesso. O público do blog agradece.

  3. Eestart Invest    

    Muito boa a sua colocação sobre o dinheiro e família… Mas nem sempre somos o quê você diz ai rsrs. É difícil dizer um não mas devemos falar quando necessário. Valeu pelas dicas. Um grande abraço.

  4. João Müller    

    Ótima colocação, eu já me comporto assim e digo sempre: Tenha certeza que, filhos e netos, sempre vão encontrar alguma forma de gastar seu dinheiro. Se você der mole fica sem nada. Abraço!

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