4 coisas sobre seguro

Fazer um seguro é algo que causa muita dúvida na vida das pessoas. Os custos muitas vezes são maiores do que a disponibilidade financeira para a aquisição de uma franquia e faz com que muitas pessoas desistam de ter um seguro de qualquer tipo.

Outro problema comum é a quantidade de tipos de seguros disponíveis. Por vezes são tantas opções que o usuário fica confuso sobre qual a melhor delas para o seu tipo de problema. A diferença de um seguro patrimonial ou habitacional poucas vezes é respondida de prontidão pelos potenciais clientes.

Essa dúvida é normal, mas gera certo desconforto na hora de negociar ou não um seguro, fazendo com que o patrimônio ou a vida dessas pessoas tornem-se mais abertas aos riscos e a um eventual prejuízo sem a proteção de uma seguradora.

Nesse universo confuso e cheio de alternativas, veja a seguir 4 coisas que você deveria saber sobre seguros, mas que não necessariamente sabe.

A tranquilidade não tem preço

Em qualquer roda de amigos que a conversa tenha como assunto o uso de seguros sempre surge o defensor de que ter um seguro é jogar dinheiro fora. “A gente paga para não usar” é uma das frases favoritas desse tipo de pessoa e você certamente já ouviu em algum lugar qualquer.

O fato é que existe certa aversão ao seguro, principalmente por conta do valor necessário para mantê-lo vigente. Se por um lado realmente o objetivo é não utilizar esse seguro (evidentemente que ninguém quer ter o carro roubado ou a casa incendiada para poder acioná-lo), por outro ele é essencial na hora que algo sai do controle, prevenindo grandes danos e perdas ao proprietário.

A grande questão é o “se” do dia-a-dia. E se o carro for roubado? E se sofrer um acidente? E se viajar para o exterior e pegar alguma doença local? Para cada “se” desses, surge um “se” oposto, isto é, e se nada acontecer? Para as primeiras perguntas, claro, ter um seguro é uma grande ajuda. No segundo caso, passa a ser visto como dinheiro perdido.

É preciso ampliar a visão e entender que a tranquilidade não tem preço. Para cada uma das perguntas anteriores, um cliente que possui seguro pode dormir sem preocupação sabendo que se algo acontecer de diferente terá como acionar sua seguradora e reduzir seus riscos e perdas.

Já aqueles que são contra o uso do seguro irão sempre ter o risco de algo acontecer e causar sérios prejuízos ao proprietário. Imagine ficar doente e precisar de um hospital sem seguro de saúde? Os custos certamente serão muito maiores do que foi gasto com o seguro por outro tempo muito maior.

Por essa razão, os seguros podem estar nas listas de arrependimento das mais diversas pessoas já que eles só serão lembrados quando realmente forem importantes – e neste caso talvez seja tarde demais.

Não é apenas o objeto segurado que definirá o valor

As seguradoras possuem como base o cálculo de valores dos seguros em cima do montando equivalente à propriedade protegida (seja imóvel, automóvel, navio ou qualquer outra coisa). Isso significa que um seguro de um carro de luxo será muito mais caro do que para um carro popular.

Todavia, não é apenas o objetivo segurado que as corretoras analisam na hora de definir o custo daquela franquia – e muitas pessoas pensam que é única e exclusivamente o seu bem material que irá determinar o valor.

Um dos pontos principais para análise é a idade do segurado. Por exemplo, um motorista recém-habilitado, em tese, possui maiores riscos de envolvimento em um acidente do que alguém na faixa dos trinta anos e que não tem qualquer histórico de batidas ou ralados no seu veículo. Essa característica também é levada em consideração na hora da precificação.

O mesmo vale para outros tipos de seguros. Seguro de saúde ou de vida, por exemplo, é mais caro para um idoso do que para um jovem já que a possibilidade de necessidade do uso daquele seguro deve ser muito maior para uma pessoa de idade avançada do que para alguém que ainda está iniciando a vida.

Portanto, ao realizar cotações para um seguro, o proprietário deverá pensar nos mais diversos motivos que poderão realizar a precificação e tomar cuidado para que isso seja levado em conta.

Para cada tipo de seguro existem diversos tipos de planos

Um pensamento muito comum é de que ao contratar um seguro, o bem daquela pessoa estará protegido de todo e qualquer problema a que for exposto – o que é um grande erro. Cada franquia da seguradora possui alguns benefícios e isso deve ser analisado antes de decidir pela contratação do serviço.

Por exemplo: alguns planos de saúde são excelentes e permite acesso aos melhores hospitais do Estado, o que também reflete em um custo maior. Outros são mais barato, mas restringem reembolsos ou mesmo a frequência de hospitais.

Para evitar dores de cabeça adicionais (o seguro é contratado justamente para evitá-las), o ideal é que o segurado esteja ciente de tudo que for possível sobre a franquia contratada e para o que ele poderá usar ou não aquele serviço na cobertura dos seus prejuízos.

Seguros apresentam benefícios adicionais

Lembra-se daquele personagem que dizia que o “seguro é perda de dinheiro”? Pois ele talvez não saiba que algumas seguradoras oferecem bons benefícios para aqueles que não utilizarem da franquia como uma espécie de bônus especial. Geralmente esse bônus se reflete em um desconto na renovação do serviço contratado.

É ainda possível aproveitar-se ainda mais dos benefícios apresentados pelas seguradoras. Muitas delas permitem a extensão para clientes adicionais, podendo ser útil para quem tem filhos, permitindo que eles participem daquele seguro e tenham acesso a diversas vantagens com valores menores do que em pacotes individuais.

Mesmo para objetos, os benefícios não são pura e simplesmente sobre aquilo que é definido como principal. Um seguro para o imóvel, por exemplo, pode abranger também móveis ou eletrodomésticos na sua cobertura. Por isso a importância de ter pleno conhecimento de tudo que envolve o seguro e aproveitar ao máximo aquilo que ele oferece.

Autor

Redação Blog de Valor

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