Em um mês no qual diversas agências de classificação de risco rebaixaram as notas de crédito de instituições financeiras brasileiras, como Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, o banco de investimento BTG Pactual teve seu rating elevado pela agência Moody’s nesta semana. Com a alteração, o rating do BTG pela escala global na Moody’s – uma das mais importantes agências de classificação do mundo – subiu um nível, passando de Ba3 para Ba2, com perspectiva estável.

Além da elevação do rating pela escala global – que levou a nota do Banco BTG Pactual ao nível do rating soberano brasileiro na agência de classificação de risco, a Moody’s também alterou para cima o rating em escala local – que avançou dois níveis, indo de A1.br para Aa2.br, e as notas de dívida sênior e de dívida subordinada do BTG Pactual, que passaram de Ba3 para Ba2 e de B3 para B2, respectivamente.

De acordo com a agência, o crescimento das áreas de Asset Management e Wealth Management foi determinante para a melhora no perfil de receitas do BTG Pactual. Como conseqüência, as notas da instituição foram revisadas para cima.

Bancos brasileiros têm notas rebaixadas

A revisão positiva da nota do banco de investimento pela Moody’s tem se mostrado uma exceção entre as instituições financeiras brasileiras em 2018. Na semana passada, a agência de classificação de risco Fitch anunciou o rebaixamento da nota de diversas instituições do país, em uma ação realizada após o corte da nota de crédito do Brasil no mês de fevereiro. O rating do BTG Pactual, por sua vez, permaneceu estável na Fitch, sendo reafirmado pela agência em BB-.

Foram rebaixadas pela Fitch neste mês de março as notas de longo prazo do Bradesco em moeda estrangeira (de BB+ para BB) e dos bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e BNDES. Todas estas instituições, com exceção do Bradesco, tiveram suas notas cortadas de BB para BB-.

Segundo a Fitch, “as principais métricas de crédito, capitalização, funding e liquidez do sistema bancário brasileiro, assim como a rentabilidade e qualidade dos ativos, vão continuar a se estabilizar em 2018″. Na visão da agência, no entanto, “o cenário político incerto ainda impede uma recuperação no sentimento do investidor”.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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