O banco de investimentos BTG Pactual revisou seu portfólio de investimentos para América Latina e optou por adicionar três ações brasileiras à lista de oportunidades para a região. O país conta com 5 ações brasileiras na lista, composta por 11 papéis latino-americanos.

Em relatório enviado a clientes nesta quarta-feira (28) – assinado por seis analistas do BTG Pactual , o banco informou as alterações realizadas no portfólio para América Latina. Entre as ações brasileiras, saíram os papéis do Bradesco (BBDC4) BB Seguridade (BBSE3), IRB Brasil (IRBR3) e CCR (CCRO3), que foram substituídos pelas ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Rumo (RAIL3) e B3 (B3SA3).

A principal novidade entre as ações brasileiras que compõem a lista, no entanto, ficou por conta da entrada dos papéis da Localiza (RENT3) e da MRV (MRVE3), que completaram a participação do país na lista definida pelos analistas do banco de investimento. Com as alterações, o Brasil perde uma vaga no portfólio que, até então, era composto por 6 papéis canarinhos.

Os destaques da América Latina

Os analistas do BTG Pactual ressaltaram o otimismo da instituição em relação ao México, Peru e Colômbia. Segundo eles, foi justamente por conta da necessidade de “acomodar” suas posturas “mais otimistas” sobre estes países que se fez necessária a redução do número de opções de ações brasileiras no portfólio.

No campo político, o relatório destaca o Chile e Argentina como as nações que deverão oferecer um ambiente político estável em 2018. Segundo os analistas do BTG Pactual, esses dois países “são liderados por políticos de centro-direita comprometidos com políticas econômicas liberais e pró-mercado, capazes de estimular o crescimento econômico nos próximos anos”.

Eleições brasileiras

As eleições presidenciais de outubro para o Brasil também foram destaque no relatório do BTG Pactual. A equipe estratégica da instituição ponderou que qualquer projeção sobre o futuro do país seria “prematura” neste momento, mas afirmou que uma provável saída de Lula da disputa presidencial poderia aumentar – e muito – as chances de vitória de um candidato de centro.

“Neste momento, além do congressista Jair Bolsonaro (extrema-direita), a ex-senadora Marina Silva (centro-esquerda), ex-governador do Ceará Ciro Gomes (à esquerda), há vários potenciais candidatos ao centro, incluindo o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente Michel Temer, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o Presidente da Câmara Rodrigo Maia”, destacaram.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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Comentários

  1. Alan Marcos    

    Muito bom o artigo Luana, bem esclarecedor! Obrigado!

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