Os analistas do banco de investimentos BTG Pactual recomendaram, em relatório enviado a clientes, a compra de ações da Suzano Papel e Celulose (SUZB3) e dos papéis da Fibria (FIBR3) poucos dias após as companhias anunciarem fusão. Para o BTG, o negócio entre as empresas trará “um resultado fantástico para a indústria”.

As empresas do setor de celulose têm vivido momentos bastante distintos na B3 (antiga BM&FBovespa) após o anúncio do negócio, que ocorreu na noite da última quinta-feira (15). Enquanto as ações da Suzano (SUZB3) dispararam mais de 20% na sessão de sexta-feira (16) e continuaram avançando acima de 12% no pregão da última segunda-feira (19), os papéis da Fibria (FIBR3) despencaram mais de 10% no dia seguinte ao anúncio das companhias ao mercado –  recuando também na sessão de ontem.

O negócio

De acordo com o comunicado divulgado pelas companhias do setor de celulose, os acionistas controladores da brasileira Fibria Celulose concordaram em fundir a empresa com sua maior rival, a Suzano Papel e Celulose – criando a maior produtora mundial de celulose de mercado, com produção estimada em 11 milhões de toneladas. Os acionistas da Fibria receberão cerca de 80% do valor dos quais têm direito em dinheiro e os demais 20% em ações da Suzano.

A união entre as duas compahias cria a quinta maior empresa em valor de mercado do país, avaliada em R$ 84 bilhões, ficando atrás apenas de Telefônica, Vale, Ambev e Petrobras em capitalização.

A transação já era aguardada pelo mercado, porém as expectativas eram de que o negócio ocorresse mais à frente. Para que o acordo seja selado, no entanto, é preciso que as autoridades antirustre aprovem a fusão – o que ainda não tem data para ocorrer.

O “melhor cenário possível” para o setor

Para os analistas do BTG Pactual, Gerard Roure e Leonardo Correa, o cenário é positivo para o setor de papel e celulose. Segundo eles, a fusão entre Fibria e Suzano configuram o “melhor cenário possível” com a consolidação do negócio, sendo “um resultado fantástico para a indústria”.

Por conta das perspectivas positivas, os analistas do banco recomendaram aos clientes a compra das ações da Suzano e também dos papéis da Fibria, a partir de comunicados distintos, divulgados na última segunda-feira (19).  “Haverá mais controle sobre o crescimento da oferta. Em outras palavras, uma gigante da celulose pode resultar em um ajustador de preços na indústria, o que poderia, em última instância, levar a um novo normal nos preços da celulose (ainda não precificado pelo mercado)”, disseram os analistas do BTG.

Preço-alvo e negociação na bolsa

De acordo com o BTG Pactual, o preço-alvo dos papéis da Fibria (FIBR3) se mantém no patamar de R$ 71,00, enquanto as ações da Suzano (SUZB3) têm preço-alvo definido em R$ 27,00. Para os analistas do banco de investimentos, o preço de negociação das ações da Fibria está cerca de 3,8% abaixo do seu valor teórico e, por isso, “parece haver uma oportunidade (para compra)”.

Na tarde desta terça-feira (20), as ações da Suzano (SUZB3) caíam 1,96%, sendo negociadas a R$ 30,00, enquanto os papéis da Fibria (FIBR3) apresentavam leve queda de 0,45%, aos R$ 63,82.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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