Algum dia você já imaginou como a política influencia sua vida? Podemos concordar ou não, mas o fato é que ela está presente no nosso dia a dia e vai afetar você direta e indiretamente.

E isso inclui, principalmente, a sua vida financeira.

Política Econômica influencia setores da economia

Muitas pessoas não sabem, mas existem alguns setores que são muito mais afetados do que outros. E, dependendo de como você estiver ligados a eles, sentirá ainda mais os efeitos da Política Econômica realizada aqui no Brasil.

essas estratégias utilizadas pelo nosso Governo ditam, portanto, o caminho para o funcionamento geral do país.

Hoje, vivemos em um cenário de baixa da taxa básica de juros, a Selic. O que deixa muitos rentistas preocupados com a sua rentabilidade.

Chamamos de rentistas aqueles que investem em renda fixa, emprestam seu dinheiro ao governo no caso de Títulos Públicos ou a bancos, financeiras e empresas no caso dos títulos privados.

Quando falamos do empréstimos ao governo, não na ótica de quem investe e sim na de quem emite este título, o investimento se torna uma dívida, na verdade. É simplesmente o Governo adquirindo dinheiro da população através da emissão de títulos públicos. E quanto maior a taxa oferecida aos rentistas, maior será a dívida do governo com os seus investidores.

É exatamente por isso que o nosso atual Ministro da Economia visa baixar ainda mais a taxa Selic. Trata-se de uma maneira de diminuir os gastos do governo com o pagamento da taxa aos rentistas.

Outro grande motivo é a relação entre taxa básica de juros e consumo, quanto menor a taxa maior o consumo. Isso acontece exatamente porque os empréstimos e financiamentos de bancos e financeiras definem a taxa que cobrarão dos seus clientes a partir da taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), a cada quarenta e cinco dias.

Os setores mais afetado pela Política Econômica

Como os empréstimos e financiamentos se tornam mais baratos, o povo começa a contrair essa dívida – aumentando então o seu poder de compra. São vários são os setores beneficiados pelo aumento no poder de compra que está sendo intensificado a partir da redução da taxa selic, como o setor de energia – já que as empresas no geral passarão a produzir mais devido ao aumento na demanda, que exigirá um aumento na produção e tomará uma quantidade maior de energia.

O setor de infraestrutura também é afetado  uma vez que com a economia se reaquecendo as construções voltam a ganhar destaque ocasionando em uma procura muito maior por trabalhadores para integrarem a mão de obra. O setor de turismo também evolui bastante – já que com a economia voltando o país começa a ter mais destaque.

O setor varejista é diretamente afetado pelo aumento do consumo, sua receita se expande e os negócios se ampliam.

Mas existe um setor em especial que é afetado antes que os outros – é como se fosse um espelho do que, de fato, está acontecendo com a economia de um país. É o setor imobiliário, que transparece exatamente o momento atual da economia.

Os efeitos na prática

Você se lembra de andar pelas ruas em meados de 2014? Eu me lembro que a cada dia que eu passava pela cidade acabava vendo mais casas para alugar ou vender, comerciantes passando o ponto, nem todas as lojas dos shoppings estavam ocupadas e muitos imóveis estavam vazios sendo então uma geração contínua de despesas.

Já quando falamos sobre investimentos, existe uma modalidade dentro da renda variável que possui um grau de risco moderado e é composta justamente por ativos imobiliários.

Fundo imobiliário

Os fundos imobiliários sofrem diretamente com mudança na economia conforme a sua composição.  Nem sempre todo fundo imobiliário é composto por imóveis físicos, pois os FIIs podem investir, por exemplo, em ativos de renda fixa com propósitos imobiliários como letras e recibos de crédito imobiliário, letras hipotecárias, tesouro direto, cotas de outros fundos imobiliários, fundos de renda fixa, LIG, etc.

Além disso, os FIIs também podem investir em ações, desde que o objeto social dessas companhias sejam atividades permitidas aos fundos imobiliários, como administradoras de shoppings, incorporadoras e corretoras de imóveis e outras empresas que têm como o principal objetivo o investimento no mercado imobiliário.

Outra característica importante dessa classe de ativos é que ela é composta como um fundo fechado. Ou seja, não é possível resgatar suas cotas, apenas vendê-las para outros compradores.

Daí a importância de serem negociadas em bolsa, pois isso aumenta sua liquidez devido à facilidade de acesso pelos investidores comuns. Os FIIs são regulados e fiscalizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia.

Podemos notar então que, dentre os setores que mais são afetados pela economia, é o setor imobiliário que vai refletir exatamente os movimentos causados pela política econômica.

E considerando que os fundos de investimento imobiliário levam em si ativos deste mesmo setor, também acabam sendo diretamente afetados, afetando o valor da cota e os dividendos pagos, que pode se valorizar em um cenário de alta ou podem desvalorizar em um cenário de baixa.

 

*Este artigo foi produzido pelo App Renda Fixa com exclusividade para o Portal André Bona.

 

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