Quem dera realizar viagens fosse só prazer! Infelizmente, para aproveitar das melhores experiências é preciso planejar os bastidores com sabedoria e cuidado.

Assim, para que tudo ocorra bem desde o primeiro momento, decidir pela moeda que mais se adequa a sua jornada é prioritário e fundamental.

Qual é a moeda mais indicada?

Nos tempos atuais, fazer uma viagem internacional requer muito preparo e conhecimento de causa. É crucial aproveitar as ocasiões e planejar passo a passo suas finanças, para que não se pegue de bolsos vazios bem longe de casa.

Saber a moeda ideal para ser usada em cada país é uma ótima estratégia de economia e adequação dos recursos. Porém, muitos viajantes ficam receoso de ter prejuízos na hora de adquirir moeda estrangeira.

Para lidar com as diferenças cambiais é recomendado comprar moeda de tempos em tempos, pois proporcionará ao comprador uma negociação na média, sem prejuízos nem rompantes.

Outra indicação importante é nunca levar todo o dinheiro da viagem em espécie, para mantê-lo seguro. Apesar da taxa de 6,38% em IOF com cartões de crédito e débito, alternar entre dinheiro e cartão é uma escolha plausível para se evitar incidentes de roubo, perda, entre outros problemas que serão mais graves sem o revezamento.

Países x moeda

Para os Estados Unidos, Zona do Euro e Inglaterra será preciso dólar, euro e libra, respectivamente. Reais não são indicados para locais com moedas fortes como esses, onde o dinheiro desvalorizado causará enorme prejuízo no bolso.

Também não é aconselhável levar dólar para a Inglaterra, nem euro para os Estados Unidos. Pois, ao comprar a moeda no Brasil, estará perdendo dinheiro na transação, além de ter de trocar pela moeda do país, sofrendo rombo pela segunda vez.

Isso só será possível em países em que as moedas se equivalem no valor. Já as moedas fracas, existem poucas opções de compra no país, encarecendo-as. Nesse caso, é melhor ir contra a maré, comprar dólares aqui e trocar pela moeda enfraquecida no país de origem.

Geralmente são países como Bolívia, México, Peru entre outros com moeda fraca, onde não costuma haver troca direta com reais. Isso vale também para o Sudeste Asiático, África Subsaariana e América Central.

Apesar de o dólar reinar, existem alguns países onde a conversão do euro é muito mais vantajosa do que com dólares. Essa é a situação de Cuba, onde o dólar é mais caro em até 10% do que o euro. O caso se repete em países como Hungria, República Tcheca e Polônia, além de locais no norte da África.

Em países vizinhos, onde o real é aceitável, pode ser compensatório viajar com reais e trocar no destino. Mas apenas em grandes capitais, pois nas pequenas o câmbio costuma encarecer. Se não houver alternativa, prefira levar diretamente dólares.

Convém pesquisar as cotações no país de destino. Mesmo não sendo igual ao do dia da pesquisa, dificilmente estará tão diferente.

Regra de Câmbio

Em conclusão a todo o conteúdo abordado, fica a ordem de que se as moedas se equivalerem, é preferível obter diretamente a moeda de destino. Depois o dólar, pelo poder e praticidade em muitos países, e por último, levar o real apenas nas situações citadas.

Transportando a moeda com segurança

Como dito antes, para que o viajante tenha uma experiência completa, não basta apenas viajar. É preciso planejar e preservar os recursos que financiarão a viagem.

Então, para que a locomoção seja segura e compensatória vale lembrar:

  • De pesquisar a melhor moeda para o local de destino; Avaliando as regras de câmbio que melhor se adequam para não sofrer prejuízo.
  • Comparar as casas de câmbio com boas cotações; No site do Banco Central é possível acompanhar o ranking de bancos e casas de câmbio com as melhores taxas.
  • Intercalar o montante entre dinheiro vivo e cartões de crédito; O cartão, apesar das taxas, dá segurança e comodidade e o dinheiro alivia para que os gastos não dobrem de valor com elas.

Os diferentes tipos de dólar

Muita gente não sabe, mas o Brasil possui três classificações para cotação do dólar. Ele se distingue em comercial, turismo e paralelo, onde cada um tem uma função no mercado econômico.

Embora desde 2005 o câmbio comercial seja unificado, a classificação dos dólares continua em vigor, para categorizar as diferentes taxas aplicadas pelo mercado.

O dólar comercial é usado por grandes corporações para importar e exportar mercadorias. Movimentações financeiras do governo fora do país e empréstimos de brasileiros no exterior, se registrados no Banco Central, também utilizam essa cotação.

O dólar turismo, por sua vez, é o mais importante para os viajantes internacionais. Ele é utilizado na compra de passagens aéreas, gastos em estabelecimento no exterior e principalmente usado na conversão de compras feitas no cartão de crédito em moeda estrangeira. Infelizmente, o dólar turismo tem cotação maior que o dólar comercial.

Já o dólar paralelo caracteriza-se como um mercado não oficial norte americano, muito usado anteriormente pelos brasileiros para se proteger dos desiquilíbrios da economia e ordens do governo.

Concluindo

Pudemos constatar que é possível realizar uma viagem aprazível, utilizando recursos e conhecimentos que levarão o viajante a economizar nos valores reservados com sabedoria. Outro ponto a ser considerado é que segurança também é fundamental numa longa jornada onde, às vezes, só podemos contar com nós mesmos.

Essas são algumas das principais medidas tomadas quando uma viagem internacional é planejada. É preciso pesquisa e percepção para saber enxergar os dois lados da moeda.

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Artigo publicado em 04/05/2017. Atualizado em 26/06/2019.

Autor

Equipe André Bona

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Comentários

  1. Tiago    

    Olá. Estou indo para a Croácia em Junho/2017. A moeda lá é o Kuna. Não há câmbio de Kuna no Brasil. Obviamente que o recomendado é levar Euro e trocar por Kuna, já que a Croácia está próxima à zona do Euro. Acontece que estou com dólares guardados. Será que perderei muito na troca? Alguém já visitou a Croácia?

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