Antes de fazer qualquer investimento, é importante estar bem-informado sobre as características do produto no qual você aplicará o seu dinheiro. Por isso, é recomendada a leitura da lâmina de fundos antes de investir nesta modalidade

Esse documento apresenta informações fundamentais para o cotista. Ele resume a estratégia, as regras e os objetivos do fundo. Dessa forma, é possível analisar se vale a pena ou não fazer o investimento, de acordo com os seus objetivos.

Neste artigo, você entenderá o que é e como funciona uma lâmina de fundos. Confira!

O que é uma lâmina de fundos?

A lâmina de fundos de investimento é um documento que resume as principais características operacionais da aplicação e os principais indicadores da carteira. Ela reúne os objetivos, as taxas, a política de investimentos, a rentabilidade acumulada, o valor mínimo para aplicação, entre outras informações.

No histórico de desempenho você poderá encontrar os indicadores de rentabilidade e de risco, além de índices que medem a relação entre a variação das cotas e o retorno do investimento. Assim, você pode acessar as informações mais importantes antes de ingressar no fundo.

Como o documento é simples e organizado, é possível ter um bom entendimento do fundo. A lâmina pode apresentar, ainda, uma lista com os principais fatores que podem prejudicar a rentabilidade da carteira.

Para que serve a lâmina de fundos?

Antes de investir em fundos de investimento é importante conhecer os seus direitos e deveres. O acesso à informação de toda a política de investimentos, por exemplo, é um direito de todo cotista.

Ao se tornar cotista de um fundo, é possível ter acesso aos dados a partir de documentos como:

  • regulamento e prospecto;
  • formulários de informações complementares;
  • carta aos cotistas;
  • lâminas de informações essenciais.

Todo gestor de fundos de investimento abertos deve emitir a lâmina e deixá-la disponível para os futuros cotistas. Assim, é possível fazer a consulta e comparar os documentos, o que ajuda na hora de decidir sobre seus investimentos.

Como é a estrutura da lâmina de fundos?

A lâmina de fundos tem uma estrutura simples, reduzida e segue um padrão e uma sequência pré-definidos.

Ela costuma apresentar os seguintes dados:

  • público-alvo;
  • restrições de investimentos;
  • descrição resumida da política de investimentos (limites de aplicação em crédito privado, em ativos no exterior, de alavancagem e se utiliza derivativos para proteção da carteira);
  • investimento mínimo, critérios de resgate e carência;
  • taxas cobradas;
  • composição da carteira, incluindo patrimônio líquido e tipos de ativos em que concentra os investimentos;
  • classificação de risco de acordo com a estratégia adotada (sendo 1 para menor risco e 5 para maior risco);
  • histórico de rentabilidade;
  • comparativo e simulação de despesa;
  • resumo da política de distribuição do fundo;
  • funcionamento do serviço de atendimento ao cotista.

É possível encontrar as lâminas de fundos nos pontos de distribuição, como corretoras e agências bancárias, inclusive pelo site das instituições. Além de consultar esse documento, também é importante ler o regulamento e o formulário de informações complementares.

Como ler uma lâmina de fundos?

Agora que você já conhece a estrutura do documento, deve estar se perguntando como analisar uma lâmina de fundo. Para quem tem pouca familiaridade com o mercado financeiro, essa tarefa pode parecer difícil.

Mas a lâmina de fundos visa apresentar os dados de forma simples e estruturada, o que facilita a compreensão. Para fazer a leitura do documento, busque as seguintes informações:

  • para qual tipo de investidor o fundo se destina;
  • especificações do indicador de referência (benchmark), da rentabilidade pretendida e qual estratégia será utilizada para alcançá-la;
  • rentabilidade dos últimos 12 meses;
  • liquidez do fundo;
  • valor que o fundo tem sob gestão;
  • em qual tipo de fundo você aplicará o seu dinheiro (renda fixa, fundos de ações, fundo multimercado, entre outros);
  • se há a utilização ou não de alavancagem — ou seja, de recursos e oportunidades externas para aumentar os resultado, pois isso costuma aumentar a exposição a riscos.

4 Dicas para investir em fundos de investimento

Agora que você já sabe como ler uma lâmina de fundos, é preciso entender o que avaliar antes de escolher a melhor opção para os seus objetivos e necessidades. Veja o que analisar antes de ingressar no fundo de investimento:

Conheça seu objetivo

Primeiro, é necessário pensar em qual é o seu objetivo com a aplicação. Avalie o valor que você investirá regularmente, em quanto tempo você planeja atingir a meta e qual é o risco que está disposto a assumir em busca de maior rentabilidade.

Quanto melhor você define os seus objetivos, mais adequada será a escolha de um fundo de investimento.

Analise seu perfil de investidor

O quanto você está disposto a arriscar em busca de rendimentos maiores? Em geral, o risco de um fundo está associado com a volatilidade, que está relacionada com a rentabilidade das cotas. Normalmente, a imprevisibilidade dos fundos mais voláteis faz com que eles tenham maior risco.

Mas isso não pode ser entendido como uma regra, pois fundos de renda fixa que aplicam em dívidas de empresas têm baixa volatilidade, no entanto, correm risco de calote. Dessa forma, a melhor maneira de se proteger é aplicar em fundos que estejam de acordo com o seu perfil de investidor.

Conheça bem o gestor

Uma das grandes vantagens de aplicar seus recursos em um fundo de investimento é contar com a gestão profissional dos ativos. Por isso, é importante que o seu gestor seja capaz de percorrer diferentes cenários e ativos.

Além disso, tanto o gestor quanto a equipe dele devem estar alinhados com os seus objetivos.

Confira as taxas

Como os fundos de investimentos são administrados por um gestor, esse trabalho precisa ser remunerado. Por isso, entre as principais taxas cobradas, estão a taxa de administração, a taxa de performance e o Imposto de Renda

O IR é obrigatório e segue a tabela regressiva. Mas há exceções: fundos de ações, por exemplo, têm alíquota fixada em 15%. Já as outras taxas variam de acordo com as características do fundo de investimento.

É preciso ter atenção nestes aspectos, pois cobranças elevadas podem prejudicar a rentabilidade do fundo, especialmente daqueles com baixo risco e alta liquidez. Também vale a pena considerar o valor mínimo para investir e o valor mínimo para cada novo aporte.

Como você pôde perceber, a lâmina de fundos apresenta informações fundamentais para você analisar e ter como referência antes de investir em um fundo de investimento. É a partir dela, portanto, que você conhece as características de cada fundo e pode escolher o melhor para os seus objetivos.

Ficou com alguma dúvida? Então,deixe o seu comentário e conte se você já investe em fundos de investimento!

Autor

Equipe André Bona

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