O Magazine Luiza (MGLU3) lançou, na última quinta-feira (7), um novo serviço direcionado aos clientes que realizam compras por meio do aplicativo da varejista, que oferecerá entrega expressa em algumas cidades brasileiras. A apresentação da novidade aconteceu em um evento realizado com investidores e analistas do Magazine Luiza na sede da empresa, em São Paulo.

A partir de agora, os consumidores de das cidades de São Paulo, Guarulhos, Osasco, Santana de Parnaíba, São Caetano do Sul, Barueri, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema – todas em São Paulo – e Belo Horizonte (MG) que optarem por realizar suas compras via aplicativo do Magazine Luiza terão a oportunidade de receber suas entregas em até 2 dias, por meio do serviço “entrega expressa”.

A ideia da empresa é expandir em breve o serviço entrega expressa para outras cidades brasileiras.

Serviço gratuito

O principal diferencial do serviço em relação às principais concorrentes nacionais do Magazine Luiza é que ele será oferecido gratuitamente aos usuários do app da empresa, diferentemente de outras varejistas que comercializam produtos online, que cobram, normalmente, uma taxa extra para entregas expressas ou os chamados “serviços prime”.

O CEO da empresa, Frederico Trajano, explicou que as compras realizadas por meio do aplicativo da varejista já possuem frete grátis – para compras acima de R$ 99. Com o novo serviço de entrega rápida, o cliente agora pode receber suas encomendas em um tempo ainda menor e sem custo adicional. “Nosso prime é o nosso app”, disse Trajano, em alusão aos serviços prime oferecidos pelas concorrentes do Magazine Luiza.

Provocação à Amazon

Durante a apresentação do novo serviço, o CEO do Magazine Luiza aproveitou para provocar levemente a principal concorrente internacional da companhia: a Amazon, que cobra um plano de assinatura para serviços de entrega diferenciados, batizado de Amazon Prime. “A gente não precisa cobrar US$ 99 por ano para fazer este serviço extra”, cutucou Trajano.

Vale lembrar que a Amazon vem expandido suas operações no Brasil em 2017. Em outubro, a empresa norte-americana passou a comercializar produtos eletrônicos ao consumidor brasileiro e fez ações das concorrentes cederem – inclusive o Magazine Luiza, que perdeu 17% na bolsa na semana em que a concorrente dos Estados Unidos anunciou seus planos de expansão para o mercado brasileiro.

Ações em alta

No início da tarde desta sexta-feira (8), as ações do Magazine Luiza (MGLU3) avançavam cerca de 3,6% na B3, cotadas a R$ 66,80 cada. O crescimento dos papeis da varejista brasileira nos últimos 12 meses já chega a 406%, de acordo com informações do site Investing.com.

Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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