Quanto mais vamos nos informando sobre o mercado financeiro, mais percebemos que existe uma gama enorme de possibilidades. E quanto mais conhecemos, temos acesso a produtos mais rebuscados.

Dentre esses tantos produtos e mercados do sistema financeiro, existe um que causa muitas dúvidas sobre o que é e sobre o seu funcionamento: o  Mercado de Derivativos.

Vamos falar sobre ele no artigo de hoje, tentando sempre tornar o entendimento sobre o assunto! Vamos lá?

O que são os Derivativos?

Derivativos são, em termos simples, uma categoria de ativos financeiros, que existe a partir da celebração de um contrato mútuo. Para entender o mercado de derivativos, no entanto, é preciso compreender melhor sua essência.

Você já deve saber que os mercados apresentam oscilações de preços, certo? E, como o risco é representado exatamente por incertezas e volatilidade, uma forma encontrada para suprimir esses riscos foi a celebração, no presente, de contratos com compromissos futuros – determinando preços, que são considerados interessantes para as partes (compra e venda).

Em uma operação com derivativos, temos uma parte que escolher vender o risco que enxerga no negócio, enquanto a outra parte acredita que pode ganhar assumindo esse risco.

Os preços de ativos podem aumentar ou diminuir, e o hedge fornece a segurança necessária ao investidor, produtor, empresas – exercendo, assim, a prática de negociar preços antes da entrega efetiva de mercadorias.

Logo, os derivativos se apresentam como grande instrumento de proteção no mercado, o chamado Hedge.

Mas o que seria o Hedge?

O Hedge é realizado no mercado quando falamos que o agente faz uma operação de segurança, proteção. Quem faz um Hedge escolhe garantir uma segurança, mas abre mão de um eventual ganho futuro. Por outro lado, tem a garantia de não ter maiores prejuízos com as oscilações de preços.

E claro, se há alguém querendo se proteger, existe alguém do outro lado que pretende ganhar com essas operações especulando, não é verdade? No mercado, falamos que a pessoa está apostando contra ou a favor a determinada situação.

Agora que entendemos o papel dos Derivativos na estratégia de Hedge, podemos começar a entender que ele pode proteger uma empresa por exemplo, da variação cambial, quando o negócio dela é voltado para importações ou exportações, e essa oscilação representar prejuízos nos negócios da empresa.

Ele pode proteger também um produtor, que consegue com os derivativos, garantir um determinado preço para a sua produção quando for vende-la.

Os derivativos iniciaram exatamente nas operações com os produtos – as commodities.

Como curiosidade interessante: você sabia que a maioria dos contratos não é liquidado exatamente com a entrega dos produtos e compra e venda de ativos, e sim com a diferença (lucro/prejuízo) financeiro?

Isso faz com que, para entrar no mercado de derivativos, não seja necessário que você produza algo. Nesse caso, o investidor assumirá o papel de especulador.

Os produtos mais envolvidos nesse mercado são: Taxa de câmbio, Taxa de Juros, Ouro, Preço de mercadorias como Café, Boi, Soja, e outros.

Definindo mais uma vez então, o Derivativo é um Instrumento financeiro, no qual o preço deriva do preço outro bem – do valor de mercado de um outro ativo.

Quais são os principais tipos de operações com derivativos?

Se por um lado temos as operações no mercado financeiro que são liquidadas no momento em que são feitas – o chamado Mercado à vista, temos também as que acordam preços para datas futuras. É o caso do Mercado de Derivativos.

E essas operações no mercado de derivativos se estruturam nos principais produtos:

Mercado de Opções

Nesse mercado, são negociados direitos de compra e venda em uma data futura. Na compra do direito, já há o desembolso de valor por quem está comprando o direito de compra futura no momento do fechamento do negócio – o chamado prêmio.

O contrato de opção então engloba o que é definido já no momento da celebração do contrato. O objeto da opção, o valor da compra do direito, o prazo para exercer o direito e o valor definido para liquidar a operação na data futura definida.

– Opções de Compra – CALL, o que são?

O vendedor (chamado lançador) da opção recebe o valor do prêmio mais o valor da liquidação da operação se ela for exercida.

O comprador que pagou o prêmio, vai decidir se executará a opção ou não. E, caso o comprador, no vencimento do contrato, queira executar a opção (pagando o valor acordado), o lançador tem a obrigação de fechamento.

Assim, o titular tem o direito de comprar, enquanto o vendedor tem a obrigação de vender.

O comprador assumiu o risco, com o valor pago pelo prêmio. E, caso ele não exerça a opção no vencimento, o valor já foi pago e não tem retorno.

– Opções de Venda – PUT, o que são?

Temos também, com a lógica contrária, a PUT – que é a opção de venda.

Nesse caso, a obrigação é de comprar e quem tem o direito da opção (o titular) decidirá se venderá ou não. Lembre-se que foi ele quem pagou o prêmio. Ou seja, pagou pelo direito de decidir.

– Entendendo Direito, Opção e o Prêmio:

Nessas duas opções percebemos que quem paga o Prêmio, está pagando pelo direito de exercer a opção ou não, enquanto quem recebe o prêmio, recebe para ter a obrigação de executá-lo caso a outra parte assim decida. Esse direito pode ser transferido a terceiros.

Vale destacar também que, no mercado de opções, os contratos são padronizados.

Mercado a Termo

O Mercado a Terno é um mercado que também representa o compromisso de comprar ou vender determinado ativo, em determinado prazo, por determinado valor. São determinados: Ativo, Quantidade, Valor unitário, Data de Vencimento para liquidação da operação.

Diferente das Opções, no mercado a termo, esse compromisso de compra e venda não pode ser transferido.

No mercado a Termo os contratos são customizados, de acordo com demanda de vendedor e comprados e não há desembolso de valor na celebração, somente na liquidação. Os contratos podem ser negociados na Bolsa ou no Mercado de Balcão.

Mercado Futuro

Assim como no mercado a termo, no Mercado Futuro existe o compromisso de compra e venda com parâmetros pré-definidos. Porém, no mercado futuro, o compromisso admite transferência a terceiros e os contratos são negociados somente na Bolsa.

Existe, nesse caso, um ajuste diário do preço dos contratos. As posições são ajustadas diariamente o que ajuda no controle de riscos da operação.

Mercado de Swap

No mercado de Swap, a principal troca é a de rentabilidade de ativos. Também existe a definição de um valor e um vencimento.

Assim como no mercado a termo, há a liquidação total no vencimento da operação e o compromisso não pode ser transferido.

Vantagens e Desvantagens do mercado de derivativos

Nesse mercado, ao mesmo tempo que você consegue começar a operar com valores pequenos, você tem também grandes chances de perda. Afinal, existe a possibilidade de alavancagem nestas operações. Não existem garantias de rentabilidade.

Importante observar também sobre a liquidez no mercado de derivativos no Brasil, que pode não ser tão liquido como podemos observar em outros lugares do mundo. Isso faz com que o cuidado com os prazos seja essencial.

Apesar de muito controverso, há quem ame e há quem odeie o mercado de derivativos. Afinal, caráter volátil deste mercado faz necessário manter muito cuidado ao operá-lo.

Seja qual for sua opinião, não é possível desvincular a importância dele para o mercado – já que ajuda na formação de valores e preços futuros e permite a proteção de carteiras, produção e empresas.

Se você se interessou pelo mercado de derivativos, entenda que o próximo passo é estudar mais sobre os mercados e operações. Lembre-se sempre que um dos grandes riscos desse mercado é justamente entrar nele sem conhecê-lo!

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Autor

Equipe André Bona

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