Todo mundo que abre uma empresa ou precisa contratar funcionários quer que seu negócio tenha bons lucros. Não podemos desprezar que um dos fatores que mais contribuem para o sucesso de uma empresa são as pessoas.

Nessas horas, pode bater a seguinte dúvida: é melhor pagar pela produtividade ou com base no salário mínimo? Todos sabem que o salário pode ser um dos fatores que mais pesam na satisfação e, consequentemente, no trabalho dos funcionários. Cada modalidade tem seus prós e contras e o empreendedor deve levar em conta as duas na hora da contratação.

Afinal, é melhor pagar um salário fixo ou remunerar pela produtividade? Descubra lendo o artigo e saiba definir o que será mais vantajoso para sua empresa!

Pagar pela produtividade: o que é isso?

Antes de entender o que é remuneração por produtividade, vamos relembrar um pouco sobre o salário mínimo. O salário mínimo  é o menor valor que alguém pode pagar a um funcionário. Ou seja, sempre que for contratar um empregado, o mínimo que você deve pagar  é o valor definido no ano como salário mínimo.

Pagar pela produtividade de um empregado é diferente. Você paga pelo quanto seu funcionário produziu. Ou seja, vamos supor que você tem uma empresa que produz garrafas personalizadas. Você paga R$1,00 por cada garrafa produzida.

Se seu funcionário produzir mil garrafas, ele receberá R$1000,00. Você pode também combinar com esse funcionário para ele produzir até 3 mil garrafas todo mês, ele saberá que todos os meses pode receber 3 mil reais como contraprestação, se mantiver uma boa produtividade.

Dessa forma, não importa se a pessoa trabalha 8 horas diárias ou de segunda a sexta. O que importa é quanto ela produziu para você no mês.

Algumas pessoas trabalham dessa maneira, como profissionais autônomos, freelancers, pessoas que trabalham como PJ ou definem um contrato de trabalho diferente de prestação de serviços.

Inclusive, se você tem dúvidas se deve contratar funcionários pela CLT ou como PJ, este artigo pode lhe ajudar: Contratação PJ ou CLT: qual a melhor opção?

Diferença entre pagar pela produtividade e pelo salário mínimo

Na prática, há grandes diferenças entre um funcionário que recebe salário fixo e um funcionário que recebe pelo que produziu. O trabalhador que recebe um salário definido todo mês é aquele que provavelmente foi contratado pelo regime CLT e, consequentemente, sua remuneração deve sempre respeitar as regras do salário mínimo.

O funcionário remunerado pelo que produziu, na realidade, é aquele contratado por meio de um contrato de prestação de serviços ou de forma mais informal, como um freelancer. Esses profissionais, quanto mais produtivos, mais bem remunerados são. Logo, se não trabalham, também não recebem.

Os trabalhadores brasileiros, de forma geral, preferem trabalhar com carteira assinada e um salário fixo. Dessa forma, fica um tanto quanto difícil medir a produtividade média.

Contudo, diversos outros profissionais trabalham conforme a demanda e recebem todo mês um valor que pode variar muito, como é o caso eletricistas, cabeleireiros, pintores, entre outros.

Vantagens e desvantagens de pagar pela produtividade

As vantagem de remunerar os colaboradores dessa maneira tem diversas vantagens, como:

  • boa produtividade: o funcionário vai receber pelo que produziu;
  • chances de ter sempre bom desempenho, pois o trabalhador vai se esforçar mais para receber mais;
  • funcionários sempre motivados: quando há possibilidade de ganhos extras, as pessoas tendem a se esforçar mais;
  • possibilidade de bater metas mais facilmente.

Essa modalidade é comum para os profissionais que trabalham de forma autônoma, pois geralmente, recebem por serviço prestado.

Por outro lado, as pessoas geralmente preferem ser contratadas com carteira assinada e um salário fixo. Viver sem a certeza do quanto receberá no final do mês ainda é um desafio para o trabalhador brasileiro.

Trabalhar por serviços (e consequentemente, receber pela produtividade) é comum e todo mundo conhece alguém que vive assim. Na prática, muitas pessoas são contratadas como pessoa jurídica, por exemplo, recebem por aquilo que conseguiram produzir no mês, possuem renda variável e conseguem se sustentar dessa maneira.

Vantagens e desvantagens de pagar pelo salário mínimo

Já publicamos aqui no blog um artigo chamado “ Salário mínimo: o que é e por que ele existe apenas em alguns países?” que explica a função do salário mínimo e porque alguns países não adotam essa regra.

No final do artigo, foi apresentado uma das críticas mais feitas em relação ao salário base, que diz respeito à produtividade. No Brasil, foram feitas pesquisas que constataram que a produtividade do brasileiro caiu muito, mesmo que o salário mínimo tenha sofrido vários reajustes durantes os anos.

O salário mínimo aumenta frequentemente e não faz sentido pagar mais por trabalhadores que produzem cada vez menos. Por isso, alguns especialistas defendem que se o salário fosse fixado com base na produtividade, os funcionários passariam a produzir mais, receber mais dinheiro e a empresa poderia ganharia mais ao final.

Assim, podemos dizer que a principal desvantagem de pagar pelo salário mínimo é exatamente essa: mesmo se os funcionários não forem produtivos, você deverá pagar a eles o salário fixado na contratação. E como o salário mínimo sofre reajustes, o rendimento dos seus funcionários irá aumentar, independente da variação da sua produtividade.

Um profissional que recebe um salário fixo pode se sentir desmotivado e desvalorizado por produzir muito e receber pouco. Se o funcionário é bom, você corre o risco de perder uma pessoa que pode ser essencial na empresa.

Por outro lado, o funcionário pode se acomodar ou se tornar improdutivo, pois não importa se ele for muito ou pouco empenhado, o salário sempre será o mesmo. Contudo, a vantagem é que receber um salário fixado com base no salário mínimo evita que o funcionário deixe de ser remunerado caso fique doente ou sofra algum acidente, por exemplo.

Trabalhadores autônomos, por exemplo, se não trabalham – seja porque ficaram doentes ou por que tiveram algum outro problema – não vão receber sua contraprestação. Nesses casos, a pessoa pode ficar com sua vida financeira prejudicada.

Outros acreditam que a falta de um valor base e de um salário fixo poderia dar margem para grandes empresas explorarem seus empregados.

Onde entra o piso salarial de alguns profissionais

Algumas profissões, como advogados, jornalistas, engenheiros e muitos outros possuem um piso salarial. O piso salarial de uma profissão pode ser considerado o menor valor que pode ser pago a um profissional de determinada área. O valor varia de região para região e cada estado pode definir o seu.

Por exemplo, no Rio de Janeiro, o piso de um advogado era de R$2.600,00 em 2019. Em São Paulo, o piso de um nutricionista era de R$2180,00. Esses valores estão descritos no Guia da Carreira e você pode conferir outras profissões clicando aqui.

Nesse caso, se você tem uma empresa, como proceder? Se for contratar um desses profissionais com registro em carteira, o correto seria levar em consideração o piso salarial da categoria no seu estado ou região.

Na prática, isso nem sempre acontece. Muitos profissionais acabam se sujeitando a salários considerados baixos para a categoria por falta de opção, mas as chances de sair assim que encontrar um novo emprego ou pela insatisfação são grandes.

Acredite, isso não é bom para a sua empresa, que terá funcionários insatisfeitos e nada fiéis a companhia. Inclusive, a má reputação por ser considerado um empregador que remunera mal seus funcionários  pode ser um efeito colateral.

Por outro lado, se for contratar por produtividade, seja como um freelancer ou esporadicamente, estabeleça valores competitivos no mercado, pois profissionais que recebem bem pelo serviço prestado tendem a fazer o seu melhor.

Se fizer um contrato determinando uma quantidade específica de vezes que o profissional deve prestar serviços a você, escolha valores que fiquem ao pé dos salários definidos pelo piso salarial.

Afinal, qual é o melhor?

A resposta é: depende! As duas formas de remuneração tem suas vantagens e desvantagens.

A fixação de um salário mínimo para servir como base dos salários nas contratações por regime CLT recebe duras críticas por especialistas, enquanto que o pagamento por produtividade pode ser considerado uma forma excelente de ter bons resultados e trabalhadores satisfeitos e bem remunerados.

Isso não quer dizer que contratar por CLT seja totalmente negativo! Muitas empresas são consideradas de sucesso, apresentam bom desempenho e funcionários felizes e contratam por esse regime, que é ainda o mais utilizado e almejado pelos brasileiros.

Por isso, pagar pela produtividade ou definir um salário fixo baseado no salário mínimo é questão de analisar suas preferências, a cultura da sua empresa e o tipo de negócio que gere. Não esqueça também de consultar a legislação vigente para compreender melhor as especificidades de cada modalidade.

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Autor

Equipe André Bona

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