Todos desejam ter segurança financeira, não importa qual seja a idade, não é verdade? Mas, especialmente quando as pessoas ficam mais velhas, cresce a necessidade dessa segurança.

Encontram-se numa época da vida em que precisam trabalhar menos, ou até mesmo aposentar-se. Independentemente do momento de vida, entretanto, todas elas ainda desejam viver com conforto e dignidade.

Para suprir essa carência, muitos países em todo o mundo dispõem de sistemas de previdência social, inclusive o nosso país, que vive um processo de profundas mudanças neste quesito. Normalmente esses planos concedem benefícios tais como pensões para os idosos, renda para os inválidos ou desempregados, e cuidados médicos para os que não podem pagá-los.

Por outro lado, planos de previdência privada costumam encher os olhos daqueles que desejam ter um período de benefício mais estável, seja por invalidez ou por aposentadoria.

Você gostaria de entender melhor os benefícios da Previdência Privada? Então leia com atenção 3 conselhos sobre Previdência Privada que você não pode deixar de conhecer!

1ª Dica: Analise qual banco ou seguradora você escolherá

Nunca se esqueça de que apesar de ser extremamente necessário ter um plano de previdência privada, os recursos que serão investidos precisam ser legados a quem realmente sabe cuidar deles da melhor forma. Porque é importante ressaltar isso?

A internet está recheada de casos de pessoas que entraram num estado de profunda insatisfação após ‘sortear na cabeça’ o banco ou a seguradora que cuidaria dessa parte importante de suas vidas. Meu conselho sobre isso é claro: tire tempo para analisar com calma o banco ou a seguradora que cuidará dos recursos que você reservou para seu plano de previdência.

Não fazer isso é um convite à frustração!

Quem for escolhido para gerir seus recursos precisa ter grande habilidade e confiabilidade para tornar o plano rentável dentro das regras financeiras do país. Na realidade, em vez de encarar seu plano de previdência como algo único, seria bom enxergá-lo como um investimento, o que de fato ele é.

E o que vai determinar o sucesso da rentabilidade desse importante plano pessoal é a maneira como o banco ou a seguradora investirá seu dinheiro. Como se pode mensurar isso de forma assertiva? A receita é simples:

ESTUDO + CONHECIMENTO = CONFIANÇA

Estudo: pesquise a respeito da instituição que você pretende escolher. Ela tem muitas reclamações na mesma direção? Os portais de relacionamento segurado-seguradora mostram respostas da instituição aos clientes?

O que seus amigos e outras pessoas falam a respeito dela? Quais são as taxas dos planos que você está olhando? Elas são compatíveis com o mercado?

Conhecimento: antes de tudo, acesse os portais em que a instituição está presente na internet. Uma boa pedida é ler de perto os comentários de alguns seguidores das fanpages dessas instituições.

O que os visitantes perguntam? O que a seguradora ou o banco responde?

Confiança: após essa pesquisa e esse conhecimento mais aprofundado sobre a instituição, um sentimento de segurança poderá surgir em seu íntimo, facilitando a escolha.

Portanto, antes de escolher, estude e conheça. Só assim sua confiança na instituição de previdência privada aumentará. O contrário também é verdade. Pode ser que sua pesquisa a respeito faça com que você descarte essa possibilidade de escolha.

2ª Dica: Qual plano é o melhor no seu caso?

Escolher o plano certo é fundamental. Você já entende bem as diferenças entre os planos PGBL e VGBL? Vou te ajudar a analisar isso agora, pois depois da escolha, não será possível mudar de plano.

Fazer uma escolha equivocada de plano de previdência seria comparável a queimar seu dinheiro. Por isso, preste bem atenção no que vou explicar.

A base para uma boa escolha do plano de previdência privada está no Imposto de Renda.

  • PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres)

Contribuintes que usam o tipo completo de declaração do Imposto de renda podem utilizar o Plano Gerador de Benefícios Livres. Quem escolhe o PGBL pode reduzir um valor de até 12% em sua renda bruta na hora de declarar seu Imposto de Renda anual.

Por outro lado, no momento de realizar o regaste único ou receber a renda, será calculada a incidência de imposto em cima do valor total. Isso inclui todas as contribuições que foram feitos e também seus rendimentos.

  • VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres)

Aqui está o plano perfeito para quem não precisa declarar seu Imposto de Renda ou que o faz utilizando o método simples. Devido a isso, o plano não oferece possibilidade de desconto de 12% na hora de calcular o IR.

Por outro lado, no momento de resgatar ou de receber a renda, existirá a incidência de imposto somente sobre os rendimentos e não haverá tributos em cima dos valores de contribuição.

3ª Dica: Qual seria o tipo de fundo mais indicado?

Na hora de escolher seu plano de previdência privada, uma dúvida recorrente envolve a opção de um fundo mais agressivo ou conservador. O que é preciso levar em conta a respeito disso?

Pense no seu perfil como investidor. Uma maneira que faz certo sentido é começar com um fundo mais agressivo (justamente quando você tem mais tempo pela frente) e mudar para um fundo conservador com o passar dos anos. Você já pensou nessa possibilidade?

No entanto, apesar da ideia acima fazer sentido, é unicamente o seu perfil que deve mandar na sua decisão. Se você é aquele tipo de pessoa que prefere ganhar sempre, sem risco nunca, então vá sempre de maneira conservadora.

Em resumo, a minha dica está pautada em pesquisa de planos e em se pesar cuidadosamente o seu perfil como investidor.

Assim, se decidir seguir meus 3 conselhos sobre Previdência Privada, você terá mais chances de ter uma postura esclarecida e que trará os resultados esperados.

 

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Artigo publicado originalmente em 15/03/2017. Atualizado em 11/03/2019

 

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Adenes    

    André, ótimo artigo como sempre. Vi várias pessoas perguntando sore previdência por aí, já li muito sobre o assunto porém ainda estou com uma dúvida. Com certeza fica claro a desvantagem das previdências privadas dos grandes bancos, já que irei pagar para o banco investir no TD, coisa que eu mesmo posso fazer. Atualmente, pelas minhas simulações, no próximo ano eu terei que pagar IR para a receita na declaração. Aí entra a previdência e seu benefício fiscal (PGBL). Se eu depositar os 12% da minha renda bruta, terei uma boa parte do IR restituído (ao invés de pagar) na declaração do próximo ano. A minha corretora (XP) oferece um (dentre vários) plano de previdência, que me chamou muito a atenção. Zero de taxa de carregamento na entrada, zero de taxa de carregamento na saída (se esta ocorrer após 60 meses). Taxa de administração de 1,5%. O benchmark do plano é o IMA-B 5+. A rentabilidade (histórica) do plano no longo prazo é excelente. OO montante inicial de aporte é exatamente 10% da minha renda bruta, o que também caiu como uma luva. Minha ideia seria permanecer 10 anos nesse plano (para reduzir o IR ao mínimo no vencimento) e depois sacar o montante para investir em imóveis. Esse plano é na prática um fundo de investimento, e muito bom, na minha avaliação inicial. Também considero a portabilidade para um plano mais conservador após 5 anos, dependendo de como as coisas irem….

    A soma da rentabilidade e do benefício fiscal, e a ausência de taxas de carregamento me chamaram muito a atenção, parece um plano de previdência quase que ideal. O plano só é comercializado em corretoras, não é aberto no site da seguradora (ICATU) Gostaria de saber o que pensa sobre essa situação. Qualquer dica é bem vinda. Agradeço de antemão.

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