O valor de mercado da bolsa brasileira B3 (antiga BM&FBovespa) em dólares caiu 30% entre 26 de janeiro de 2018 – quando atingiu seu melhor momento em 2018 – e 21 de junho, de acordo com um levantamento realizado pela empresa de consultoria Economatica. Entre as ações, a maior perda registrada no período foi nos papéis do Itaú Unibanco.

Segundo a Economatica, entre janeiro e junho a desvalorização registrada na bolsa brasileira foi de US$ 317,9 bilhões – cerca de 29,7% de perda acumulada em dólar. Em reais, a queda entre o maior e o menor valor atingidos em 2018 foi de 17%.

Confira a variação do valor de mercado da bolsa brasileira no período:

As maiores quedas na bolsa

O setor bancário foi o que mais perdeu valor de mercado em dólares na B3, de acordo com a empresa de consultoria. Das 20 empresas com maior queda de valor de mercado desde o dia 26 de janeiro até o mês de junho, quatro são do segmento dos bancos e outras duas fazem parte do setor de serviços financeiros diversos.

As companhias de medicamentos, produtos e exploração, refino e distribuição – como a Petrobras – também registraram quedas importantes no período. Das 20 empresas do ranking da Economatica,19 apresentaram queda superior a 30%.

A liderança entre as ações que obtiveram as maiores quedas no período ficou com o Itaú Unibanco, que perdeu US$ 36,5 bilhões em cinco meses. No dia 26 de janeiro, segundo a Economatica, a companhia registrava US$ 100,2 em capitalização; já em 22 de junho, o valor de mercado do banco era de US$ 63,8 bilhões – uma queda de 36,4%.

Em termos percentuais de perda, no entanto, o Bradesco foi a companhia que mais recuou no período: 43,7%, para uma queda de US$ 34,3 bilhões em valor de mercado.

Confira as 20 empresas que mais perderam valor de mercado nos últimos 5 meses na B3:

Os maiores avanços na bolsa

Apesar da queda quase generalizada nas ações de grandes companhias, algumas empresas negociadas na bolsa brasileira tiveram motivos para comemorar entre os meses de janeiro e junho de 2018. Das 20 empresas que registraram crescimento de valor de mercado em dólares no período, 6 fazem parte dos setores de Energia Elétrica ou Papel e Celulose.

O maior avanço registrado entre as companhias negociadas na B3 foi da Suzano Papel e Celulose, que apresentou valorização nominal de US$ 5,59 bilhões no período – equivalente a 78,3% de crescimento entre 26 de janeiro e 22 de junho de 2018. Em segundo lugar ficaram os papéis da Fibria – recentemente adquirida pela Suzano, com valorização de US$ 1,2 bilhão.

Além destas, apresentaram crescimento em valor de mercado no período as empresas Magazine Luiza, Eletropaulo, Klabin, Somos Educação, Locamérica, Embraer, B2W Digital, entre outras.

Confira as 20 empresas que mais ganharam em valor de mercado nos últimos 5 meses na B3:

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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