Quem busca compor a carteira com opções seguras precisa conhecer os tipos de títulos de renda fixa. Essa classe de investimentos fornece uma rentabilidade previsível e pode ser uma boa alternativa para quem deseja manter o patrimônio seguro.

Ela é indicada para diversos objetivos: os investidores utilizam a renda fixa desde a composição da reserva de emergência até para metas de longo prazo. Para a escolha, é essencial conhecer os seus tipos, suas regras e as principais características.

Por isso, neste texto você entenderá todos esses pontos sobre os tipos de títulos de renda fixa, além de conhecer 4 alternativas. Acompanhe!

O que é renda fixa?

A renda fixa é uma classe de investimentos em que, já no momento do aporte, se conhece como se dará a rentabilidade. Dessa maneira, o investidor sabe qual será o seu ganho ou, pelo menos, qual é a lógica de cálculo.

Nesse sentido, os investimentos em renda fixa são divididos em três tipos: os prefixados, os pós-fixados e os híbridos. Essa diferenciação se dá pela forma em que a rentabilidade é calculada em cada título.

Os prefixados são aqueles em que o retorno segue um percentual predefinido. Desse modo, ele terá um rendimento certo no período. Um exemplo aqui é o Tesouro Prefixado, um título público disponibilizado pelo Governo.

Já os títulos pós-fixados são aqueles atrelados a um índice econômico conhecido previamente pelo investidor. Ou seja, eles seguem a variação de indicadores utilizados no mercado financeiro, como a taxa Selic.

Por fim, os títulos híbridos unem características dos dois tipos anteriores. Logo, eles são atrelados a um índice econômico mais um percentual fixo. Nesse sentido, um exemplo bastante conhecido é o Tesouro IPCA+, que rende sempre acima da inflação.

Quais são as suas principais características?

Agora que você já conhece o conceito de renda fixa, é preciso entender suas principais características. Assim, conseguirá determinar se esses investimentos são adequados para o seu portfólio.

Confira a seguir:

Natureza e riscos

O primeiro ponto importante trata da natureza desses investimentos. Na renda fixa, o investidor adquire um título de crédito, ou seja, ele empresta seu dinheiro ao emissor. No resgate, ele receberá esse capital de volta com o acréscimo dos juros combinados.

Assim, há uma relação de credor e devedor entre as partes. Por isso, costuma-se dizer que na renda fixa incide o risco de crédito. Ou seja, é preciso considerar a possibilidade de inadimplência do emissor do título.

Esse risco é atenuado em alguns títulos. Por exemplo, naqueles que contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Essa organização garante o pagamento dos investidores até o limite de R$ 250 mil por instituição, caso o banco se torne inadimplente.

Também há um limite global de R$ 1 milhão, quando somados os investimentos em diferentes instituições. Esse teto é renovado a cada 4 anos para o CPF ou CNPJ. Em títulos de crédito privado, que não oferecem essa segurança, os riscos são um pouco maiores.

Já nos títulos emitidos pelo Governo não há o FGC, mas o investidor conta com mais segurança. Como o pagamento é garantido pelo Tesouro Nacional, o risco é muito baixo por dizer respeito à insolvência da própria administração pública.

Tributação

Outra característica da renda fixa que os investidores devem conhecer é a tributação aplicada. Esses títulos estão sujeitos à incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Contudo, a cobrança só ocorre se o resgate acontecer em até 30 dias após o aporte.

Assim, o IOF segue uma tabela regressiva, que varia de 96% a 0% nos primeiros 30 dias. Após esse prazo, há isenção desse imposto para os investidores.

Por outro lado, o Imposto de Renda (IR) é aplicado à maioria dos títulos de renda fixa e segue uma tabela regressiva. Assim, a alíquota varia de 22,5% para os resgates em até 180 dias até 15% para os resgates após 720 dias.

4 Tipos de títulos de renda fixa para investir

Após conhecer a renda fixa e suas principais características, a seguir você verá 4 opções de investimentos. Confira!

1. Títulos do Tesouro Direto

O Tesouro Direto é uma plataforma do Governo utilizada para comercializar os seus títulos. Nela o investidor encontrará as opções de títulos públicos. Existem alternativas prefixadas, pós-fixadas e híbridas.

A pós-fixada é o Tesouro Selic, atrelado à taxa de mesmo nome. Já as híbridas são os títulos de Tesouro IPCA — com diversos prazos. E a prefixada é encontrada nos títulos de Tesouro Prefixado, também com prazos e taxas variadas.

2. CDB

CDB é a sigla para certificado de depósito bancário e, como você deve imaginar, são títulos emitidos por bancos. Eles são utilizados para que a instituição financeira levante recursos para financiar suas atividades.

Há grande diversidade no mercado, pois cada instituição disponibilizará seus títulos e definirá as regras de funcionamento. Dessa maneira, há variados tipos de rentabilidade, prazos de vencimento e carência.

3. LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário e do agronegócio também são títulos emitidos por instituições financeiras. Diferentemente dos CDBs, os recursos obtidos com esses aportes são utilizados exclusivamente para os setores imobiliários e de agronegócio dos bancos.

Por conta disso, esses títulos são isentos de Imposto de Renda. Em relação a outras características, eles também seguem as regras delimitadas pelos emissores. Então é fundamental pesquisar as opções de prazos, taxas e liquidez.

4. Debêntures

As debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas. Assim, elas buscam captar recursos para financiar as atividades ou projetos de infraestrutura específicos das companhias.

Esses títulos não possuem garantia do FGC e nem do Tesouro Nacional, por isso eles podem apresentar mais riscos. Contudo, para atrair investidores e compensar esse risco, a rentabilidade também costuma ser maior do que as outras opções.

As debêntures são divididas em tipos — como as conversíveis, simples e incentivadas. As conversíveis podem ser trocadas por ações da empresa que as emitiu. Por outro lado, as simples não preveem essa possibilidade.

Já as incentivadas são voltadas para captação de recursos para projetos específicos de infraestrutura do país. Seu nome se dá pelo incentivo aos investidores: os rendimentos dessas debêntures são isentos de IR.

Agora você já conhece 4 tipos de títulos de renda fixa para investir! Lembre-se de que apesar de serem opções mais seguras, elas também têm uma rentabilidade limitada. Por isso, sempre considere seus objetivos ao escolher alternativas para sua carteira.

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Autor

Equipe André Bona

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