O mercado financeiro oferece diversas opções de fundos imobiliários (FII) para os investidores. Nesse cenário, muitos se perguntam se vale a pena investir no FLMA11, um fundo com mais de 20 anos de história.

Antes de saber se essa alternativa é vantajosa, é fundamental entender como funcionam os fundos imobiliários e como eles são disponibilizados. Dessa maneira, o investidor terá mais conhecimento ao escolher seus aportes.

Por isso, neste texto você aprenderá o que é um fundo imobiliário e onde estão disponíveis. Ademais, conhecerá mais detalhadamente o FLMA11 e verá se ele vale a pena para a sua carteira.

Acompanhe a seguir!

O que é um fundo imobiliário?

Os fundos imobiliários são fundos de investimento em que o portfólio é composto por ativos desse mercado. Os fundos imobiliários são divididos em diversos tipos, indicando como a carteira é composta.

Confira os principais:

  • tijolo: são aqueles que investem majoritariamente em imóveis físicos. Assim, os rendimentos são derivados de aluguéis e da compra e venda;
  • papel: os fundos de papel têm uma carteira composta, principalmente, por títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário;
  • de fundos: são aqueles que investem em cotas de outros fundos imobiliários variados.

A carteira é administrada por um gestor profissional, que tem a responsabilidade de negociar os ativos visando alcançar os objetivos do fundo. Então, quem deseja participar dos resultados dessas negociações pode comprar cotas.

Os ganhos se dão pela valorização dessas cotas, conforme os movimentos dos ativos. Além disso, como alguns fundos obtém renda frequente, podem distribuir dividendos periodicamente entre os cotistas.

Onde eles estão disponíveis?

Depois de conhecer o que é um fundo imobiliário, é fundamental saber onde suas cotas são comercializadas. Nesse sentido, vale salientar que eles costumam ser de condomínio fechado, ou seja, não há movimentação do número de cotas disponíveis.

Isso quer dizer que, após a realização da oferta pública inicial, todas as negociações ocorrem no mercado secundário. Desse modo, são os próprios cotistas que disponibilizam a sua participação com outros investidores, não havendo mais o envolvimento da administradora do fundo.

Para essa negociação, o principal sistema utilizado é o da bolsa de valores brasileira, a B3. Dessa forma, os investidores interessados em vender ou adquirir cotas de FII precisam utilizar o serviço de um banco de investimentos para ter acesso aos fundos.

Essas empresas servem como intermediárias, disponibilizando o home broker aos investidores e operacionalizando as vendas. O sistema é utilizado para emitir ordens à bolsa de valores, contando com os valores em conta no banco.

No home broker, é preciso pesquisar os fundos pelo seu ticker, que é o código utilizado para denominar os ativos. O FLMA11, por exemplo, é o ticker do fundo imobiliário Square Faria Lima.

Como funciona o FLMA11?

O Square Faria Lima (FLMA11) é um fundo imobiliário classificado como de tijolo. Como você viu, eles negociam, majoritariamente, imóveis físicos.

A estratégia principal desse fundo especificamente é o aluguel e arrendamento de imóveis do edifício Continental Square Faria Lima. Ele está localizado na capital paulista — em uma região conhecida por abrigar grandes empresas do mercado financeiro — e é composto, majoritariamente, por unidades comerciais.

O fundo é proprietário de conjuntos de escritório do local e apartamentos do Hotel Pullman, que funciona no edifício. Logo, esses espaços são locados e o FII distribui dividendos aos seus cotistas periodicamente.

A oferta pública inicial do fundo ocorreu no ano de 2000, então ele é considerado um dos mais antigos do setor. A administração e gestão do FLMA11 é feita pela BR-Capital DTVM SA, que também gerencia outros fundos.

No site oficial da administradora os interessados podem encontrar as informações mais atualizadas sobre o veículo. Lá é possível verificar as demonstrações financeiras, editais, atas de assembleias e o relatório gerencial, por exemplo.

Antes de tomar qualquer decisão de investimento, é fundamental analisar esses documentos. Assim, você saberá mais sobre a estratégia do fundo imobiliário e o seu histórico de gestão. Essas são informações necessárias para saber se o FLMA11 vale a pena.

Afinal, vale a pena investir no FLMA11?

Agora que você já conhece o funcionamento do FLMA11, precisa entender se vale a pena investir no fundo imobiliário. Nessa decisão, não há uma resposta certa para todos os investidores, pois é preciso considerar alguns fatores individuais.

Entenda quais eles são:

Perfil de investidor

O primeiro fator a se considerar antes de escolher um investimento é o seu perfil de investidor. Eles se dividem em três tipos e estão relacionados, principalmente, com a aceitação dos riscos relacionados.

Os investidores conservadores são aqueles que focam em segurança. Então, eles preferem investimentos seguros, mesmo que essa característica limite a rentabilidade do aporte.

Já os arrojados são investidores que aceitam bem os riscos envolvidos nas aplicações e ativos. Logo, eles prezam pela possível rentabilidade de um investimento, ainda que o risco de perdas seja alto.

Entre eles há os moderados, que apresentam características dos dois perfis anteriores. Apesar de gostarem de investimentos seguros, conseguem suportar algum nível de risco para potencializar a rentabilidade esperada.

Nesse sentido, é válido lembrar que os fundos imobiliários são opções de renda variável. Dessa maneira, não é possível determinar com exatidão a rentabilidade. Além disso, eles estão expostos a prejuízos.

Assim, se você é um investidor conservador, essa talvez não seja a melhor escolha — ou a alocação de recursos nos FIIs deve ser menor. Já para os moderados e arrojados a opção pode fazer mais sentido para a carteira em maior proporção.

Objetivos

Também é fundamental considerar os seus objetivos ao fazer o aporte. Desse modo, antes de escolher pelo FLMA11, defina o que você quer obter com esse investimento para verificar se ele é adequado nesse momento.

Os fundos de tijolo podem ser alternativas atrativas para quem busca aportes de longo prazo e recebimento de dividendos. Então, se você quer potencializar a renda passiva e não precisará do dinheiro em curto prazo, ele pode fazer sentido.

Conseguiu entender se vale a pena investir no FLMA11? Como você viu, sempre considere seu perfil e objetivos antes da escolha, além de conhecer com detalhes o investimento. Assim, você poderá definir se essa opção é interessante para sua carteira.

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Autor

Equipe André Bona

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