O Fundo Verde é considerado um dos maiores e mais lucrativos fundos multimercado do país. Até 2021, ele somou uma rentabilidade próxima a 18.700% em 24 anos. Assim, atrai bastante atenção dos investidores no mercado financeiro.

Você já ouviu falar sobre ele? Vale a pena entender mais sobre sua origem, gestão, estratégias e resultados. Neste artigo, será possível conferir essas questões e entender se os fundos de investimentos fazem sentido na sua estratégia.

Acompanhe a leitura para conhecer o Fundo Verde e descubra se ele condiz com seu perfil de investidor!

O que é o Fundo Verde?

Originado em 1997, o Fundo Verde é um fundo de investimentos multimercado. Sua atuação abrange tanto a bolsa de valores brasileira quanto o mercado internacional. O portfólio, normalmente, é composto por ações, títulos de renda fixa, derivativos e moedas.

Comparado aos mais lucrativos fundos de hedge do mercado americano, o Fundo Verde ganhou reconhecimento nacional e internacional em virtude de seus constantes resultados positivos e retornos maiores que índices de mercado, como o IBX e Ibovespa.

Em 2021, o Fundo Verde possuía cerva de R$ 52 bilhões de ativos sob gestão, em diferentes níveis de riscos e estratégias. Ele é tido por bancos de investimento e analistas financeiros com um ponto fora da curva no que tange a fundos de investimentos.

Qual a sua história?

A ideia de criação do Fundo Verde partiu do investidor Luis Stuhlberger. Sua bagagem profissional remonta os anos 80, quando operava no mercado futuro de commodities. Em 1982, obteve excelentes resultados no mercado de ouro e se tornou referência na comercialização do metal.

No ano de 1985, já era chefe da corretora Hedging-Griffo. Em 1992, desenvolveu um setor de gestão de fundos DI, dando início a Hedging-Griffo Asset Management. Stuhlberger buscava investimentos conservadores e rentabilidades próximas a do certificado de depósito interbancário (CDI).

Já no ano de 1997, Stuhlberger decidiu criar um fundo mais arrojado, com investimentos em diferentes frentes, como ações, contratos futuros, juros, moedas estrangeiras e investimento no exterior. Nascia, assim, o Fundo Verde.

O nome do fundo foi inspirado nas commodities, na cor da moeda americana e no seu time de futebol preferido — o Palmeiras.

Na origem, para participar do Fundo Verde o investidor precisava aportar R$ 5.000,00. Logo de início o fundo arrecadou R$ 1 milhão de capital. Metade de programas de incentivo às gestoras da Bovespa, e a outra metade de clientes que já confiavam nas habilidades do Luis como investidor.

Seu primeiro êxito se deu ainda em 1997, quando a maior parte do mercado acreditava na estabilização da economia brasileira diante da crise asiática. Luis apostou que os juros subiriam. Sua previsão foi confirmada, os juros dobraram e o Fundo Verde obteve um lucro de 29% naquele ano.

Quem é o gestor do Fundo Verde?

Atualmente o Fundo Verde é administrado pela Verde Asset Management, empresa criada em 2015, da união de diversos profissionais que participaram da evolução do fundo. Seu principal gestor continua sendo o próprio Luis Stuhlberger.

Ele se formou profissionalmente como Engenheiro Civil pela Escola Politécnica (POLI) da Universidade de São Paulo (USP). E, posteriormente, se especializou em Administração pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV).

Seu ingresso no mundo dos investimentos se deu nos anos 1980 com a venda do banco Expansão, no qual ele trabalhava. A situação fez com que Luis fosse trabalhar na corretora Griffo. A partir de então, sua carreira foi exemplar e ele é considerado um dos maiores investidores do Brasil.

Quais as estratégias e resultados do fundo nos últimos anos?

Após esse longo histórico como investidor profissional, Luis Stuhlberger é conhecido por ser cauteloso e disciplinado. O gestor aconselha o investidor a arriscar pouco — e apenas no momento em que for observada uma oportunidade de fazer bons negócios.

Em entrevistas, ele diz que seu estilo de operar busca arbitrar imperfeições e identificar opções que tenham um alto potencial de retorno, com baixo risco. Assim, mesmo que haja perda, o montante será menor. Quando se ganha, o lucro compensará eventuais perdas.

Outro ponto do seu método é o contrarian investing­. Trata-se de uma estratégia que consiste em efetuar operações contrárias ao sentimento predominante no mercado. Acreditando que o comportamento da multidão leva a erros, ele busca reduzir riscos e aumentar os ganhos.

Embora resultados passados não sejam garantia de resultados futuros, há de ser observado que o Fundo Verde é um caso de sucesso. Analisando-se a rentabilidade acumulada desde sua origem (1997), o fundo teve um crescimento de impressionantes 18.700%.

Segundo consta no site da Verde Asset Management, a rentabilidade anual do Fundo Verde somente foi negativa no ano de 2008 (-6,44%), quando os mercados mundiais entraram na crise do subprime. No entanto, o fundo conseguiu superar o CDI em 21 vezes no período de 24 anos.

Em 2019 e 2020, seu rendimento anual foi de 13,33% e 3,94%, respectivamente. Assim, foi superior ao CDI que foi de 5,97% e 2,77% no mesmo período. Logo, quem busca rentabilidades superiores à renda fixa pode encontrar nesse fundo uma alternativa.

Quando o Fundo Verde abre para captação?

Conhecendo a história de sucesso do fundo, fica a pergunta: quando eu posso investir no Fundo Verde? Diferente de outros fundos, esse não se mantém aberto para a captação constantemente. Ele apresenta apenas alguns curtos períodos em que aceita novos investidores.

Assim, geralmente o fundo está fechado para a captação — e quando há abertura as cotas são altamente concorridas. No último período de reabertura de captação, em fevereiro de 2021, elas foram vendidas em questão de minutos.

Além disso, o custo pode não ser tão acessível. O investimento mínimo no fundo, em 2021, era de R$ 50.000,00. Se você está aguardando a reabertura do Fundo Verde, pode ser interessante buscar por outras opções e diversificar sua carteira.

Inclusive, há alternativas ligadas à mesma gestora do Fundo Verde. Assim, vale a pena considerar o seu perfil de investidor e seus objetivos para montar uma carteira condizente com as perspectivas que tem para o mercado.

Agora você conhece o Fundo Verde e a história do investidor e gestor Luis Stuhlberger. Nos momentos de captação, é possível se expor ao portfólio desse fundo. Mas, enquanto isso não acontece, lembre-se de que existem outras possibilidades que merecem sua atenção!

Gostou do conteúdo? Tem alguma dúvida sobre fundos de investimentos? Deixe um comentário e participe do debate!

Autor

Equipe André Bona

O Portal André Bona é um site de educação financeira independente, que tem como missão auxiliar pessoas e famílias a melhor compreender o mercado financeiro e seus produtos. Assine nossa newsletter!

Posts relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *