Se você acompanha notícias e conteúdos sobre o mercado financeiro, com certeza já ouviu falar em fundos quantitativos. Afinal,  os  fundos de investimento quantitativos estão sempre em pauta, por serem fundos que seguem modelos estatísticos previamente testados, o que acaba sendo mais atrativo para alguns investidores.

Mas, você sabe como eles funcionam?  Sabe se os fundos quantitativos apresentam risco, mesmo não estando sujeitos à oscilação do mercado financeiro? Foi pensando em tirar estas dúvidas que produzimos o artigo de hoje.

Continue acompanhando nosso artigo para entender como funcionam esses ativos e descobrir se os fundos quantitativos fazem ou não sentido para você e para os seus investimentos.

O que são e como funcionam os fundos quantitativos?

Os fundos quantitativos são fundos cujas decisões de investimento são tomadas com base em análises matemáticas e algoritmos. Eles não estão sujeitos às decisões e oscilações do mercado e, por isso, dizemos que eles apresentam oscilações descorrelacionadas aos fundos multimercados mais comuns.

Esses fundos funcionam através de sistemas automatizados com Inteligência Artificial, que estão sempre em busca de gerar um bom retorno para os cotistas.  Ou seja, os fundos quantitativos utilizam a tecnologia para buscar e aplicar algoritmos e estratégias que, no final, resultem em lucro para o investidor.

Além de ser mais uma alternativa de investimentos, os fundos quantitativos acabam sendo abrangentes em relação às possibilidades de lucro – já que, por meio dos sistemas automatizados, é possível descobrir oportunidades que, muitas vezes, as análises e cálculos humanos não enxergam.

Alguns economistas também encaram os fundos quantitativos como um investimento de menor risco, justamente porque ele não sofre tanto com as variações do mercado financeiro, podendo até mesmo ter maior estabilidade para momentos mais turbulentos e de perdas na carteiras. Contudo, é preciso ter em mente que, assim como quaisquer outros investimentos, estes fundos têm seus riscos, mesmo que possam ser menores quando comparados a outras opções semelhantes.

As estratégias dos fundos quantitativos

Em geral, os fundos quantitativos utilizam de estratégias atreladas a um backtest, que validam as escolhas dos gestores. Todo ativo tem uma média de custo, o que significa que, apesar de passar por instabilidades, a tendência natural é que esses ativos, em algum momento, retornem à média de custo.

É aí que entra a tecnologia dos algoritmos especializados para essas operações, analisando como a compra e a venda de ações é feita, observando sempre o custo médio.

Basicamente, os computadores analisam dados repetitivos do mercado para encontrar um padrão nos preços dos ativos. Quando esse padrão é encontrado, começa a fase de testes. Se os resultados forem positivos, essa estratégia é colocada em prática. Vale ressaltar que essas estratégias têm prazos de duração, podendo perdurar por vários anos.

Quanto à lucratividade, vale um dado importante: em 2018, enquanto a Bolsa acumulava alta de 8% no ano e o CDI (renda fixa) cerca de 6% ao ano, os fundos quantitativos chegaram a acumular mais de 10% de rentabilidade. (Clique aqui e confira uma matéria a respeito).

A maior lucratividade, neste caso, se dá porque os fundos quantitativos antecipam um movimento que o restante do mercado só fará no futuro, corrigindo também, qualquer tipo de ineficiência de forma muita rápida, sempre usando a inteligência artificial como ferramenta de análise.

O que são as gestoras quantitativas?

As gestoras quantitativas funcionam quase como laboratórios de criação constante de estratégias dos fundos quantitativos. Quanto mais estratégias criadas, melhor para a gestora e sua manutenção a longo prazo.

De certa forma, a diferença entre as gestoras quantitativas e as tradicionais é como a tomada de decisão é realizada. Enquanto a primeira usa de algoritmos, a segunda funciona com base nas análises “manuais” dos gestores.

Entre as gestoras brasileiras, uma das mais conhecidas é a Kadima, que é sempre bem avaliada entre os especialistas e apresenta um histórico tradicional no país e entre os seus investidores.

Quais são os principais fundos quantitativos?

Podemos classificar os fundos quantitativos de três formas principais:

  • Sistema contínuo: referente à automatização que observa o mercado continuamente;
  • Sistema intradiário puro: neste caso, a automatização leva em consideração o horário do mercado. Ele encerra a observação antes mesmo do encerramento oficial do mercado;
  • Sistema intradiário contínuo: misturando os dois modelos acima, este sistema efetua as operações enquanto o mercado está aberto, mas não fecha necessariamente com o encerramento do mesmo

Os fundos quantitativos quase sempre são encontrados como multimercados, apresentando taxas de administração, muitas vezes, acima de 2%.

Contudo, assim como em outros fundos de renda variável, há a possibilidade dos retornos negativos.

Fundos quantitativos no Brasil

Embora seja um dos recursos mais utilizados pelos investidores de muitos países, como nos Estados Unidos, os fundos quantitativos no Brasil chegaram recentemente, e têm ganhado espaço à medida que mais fundos adotam esse método.

Nos Estados Unidos, inclusive, os fundos quantitativos são muito lucrativos, atingindo entre 25% e 35%. Vale lembrar que, por lá, há dez anos a situação era bem diferente, com poucos fundos quantitativos, como no Brasil.

Porém, embora ainda não seja muito frequente encontrá-los, vale fazer uma pesquisa entre os especialistas, pois eles existem e podem ser uma boa opção para a diversificação de investimentos.

Na lista de fundos quantitativos do Brasil podemos citar o Bozano Quant – um dos maiores fundos quantitativo do país. Há ainda o Murano, um dos mais antigos, o tradicional Visia Zarathustra, entre muitos outros

Fundos quantitativos: investir ou não investir?

Para quem está pensando em aderir aos fundos quantitativos, é importante destacar que eles devem ser usados visando amenizar o risco da carteira total do investidor. Assim, eles não devem competir com fundos multimercados tradicionais ou de ações, mas serem usados como complementos.

Se você tiver interesse em investir nesta modalidade e se o seu perfil de investidor for adequado, pode valer a pena alocar uma pequena parcela do patrimônio em fundo de investimento. Ao passo que o investidor ficar mais familiarizado com a categoria, pode incrementar seus aportes, considerando sempre diversificar entre diferentes fundos.

O ideal antes de optar pelo seu investimento é sempre pesquisar sobre o fundo quantitativo, a gestora ou distribuidora e definir a estratégia que você pretende adotar antes de começar a investir. Não se esqueça sempre de avaliar as opções de investimento com cautela e verificar se elas, de fato, fazem sentido para você.

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Autor

Equipe André Bona

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