O ambiente do mercado financeiro, de finanças e investimentos está, nos dias atuais, cada vez mais disponível a todos os investidores que desejam aprender a operar, aplicar e administrar seu dinheiro como um profissional. Apesar disso, muita gente ainda tem dúvidas quanto aos termos e jargões comumente utilizados neste mercado.

Na semana passada, publicamos um Glossário Financeiro com alguns dos principais termos utilizados no âmbito das finanças e investimentos, com o objetivo de ajudar você a entender, memorizar ou até mesmo consultar estes termos sempre que necessário. No post de hoje você irá conhecer mais alguns destes principais termos em finanças e investimentos que estão ou estarão, em algum momento, presentes no seu dia a dia.

Acompanhe!

Hipoteca

A hipoteca nada mais é que uma garantia de pagamento de uma dívida – como um empréstimo ou financiamento, por exemplo – contraída por pessoa física ou jurídica, através da oferta de um bem – normalmente, um imóvel. Nestes casos, caso o devedor não honre suas obrigações corretamente, o bem hipotecado pode ser tomado pelo credor para quitação da dívida.

No Brasil, a hipoteca acabou ficando obsoleta nos últimos anos, e foi substituída pelos bancos e instituições financeiras pelo empréstimo com garantia de imóvel. Isso aconteceu por conta da burocracia para a tomada do imóvel do devedor no caso da hipoteca – o que dificultava a recuperação do dinheiro emprestado por parte dos bancos.

Empréstimo

A palavra “empréstimo” significa aquilo que se empresta ou o ato de emprestar. No universo bancário, o Empréstimo é justamente isso: uma quantia de dinheiro que é emprestada ao cliente – seja ele pessoa física ou jurídica – pela instituição financeira, a fim de oferecer a ele um valor que ele ainda não possui para determinada finalidade.

No caso dos empréstimos, não é necessário informar ao banco o destino do valor emprestado. Desta forma, você pode utilizar a quantia disponibilizada pela instituição bancária da forma como preferir, de acordo com suas necessidades.

Este valor emprestado, no entanto, se transforma em uma dívida entre o cliente e o banco. Por isso, deve ser devolvido em um prazo determinado, acrescido de juros e outras taxas diversas, variando de acordo com o tipo de empréstimo tomado e de acordo com a própria instituição financeira.

Cheque Especial

O Cheque Especial é uma espécie de empréstimo pré-aprovado que as instituições financeiras costumam oferecer aos seus clientes. Este valor costuma ficar disponível para contratação na conta do cliente e pode ser utilizado por ele quando for necessário.

Em geral, o Cheque Especial costuma ser utilizado quando o saldo em conta não é suficiente para cobrir o depósito de um cheque, para pagamentos de contas em caso de necessidade ou até mesmo para saques em dinheiro.

Apesar de ser bastante útil em situações emergenciais, é bom ficar atento ao uso do Cheque Especial e evitar a contratação sempre que possível. Isso porque esta linha de crédito costuma ter taxas altíssimas de juros, que devem ser pagas juntamente com o valor tomado por empréstimo pelo cliente ao usar este cheque especial.

Hoje, no Brasil,  essa taxa de juros sobre o cheque especial costuma ficar na casa dos dois dígitos por mês, ultrapassando facilmente os três dígitos ao ano! Por isso, a recomendação é utilizar o cheque especial somente em situações de emergência, e jamais como complemento de renda ou até mesmo como fonte de renda.

O mau uso do cheque especial pode lhe trazer problemas enormes por conta das taxas de juros, e atrapalhar toda a sua vida financeira. Apesar disso, caso você precise utilizar o Cheque Especial em algum momento, não se esqueça de sempre verificar as taxas de juros cobradas pela instituição financeira e as condições de pagamento deste empréstimo antes de efetivar a operação.

Empréstimo Pessoal

O empréstimo pessoal – também conhecido como crédito pessoal –  é uma modalidade de empréstimo oferecida aos clientes pessoas físicas pelas instituições bancárias. Alguns correntistas, inclusive, já possuem uma linha de crédito para empréstimo pessoal pré-aprovada para utilização imediata.

Assim como o Cheque Especial, o Empréstimo Pessoal pode ser utilizado para quem precisa de uma quantia de dinheiro para as mais diferentes finalidades. A vantagem do Empréstimo Pessoal em relação ao Cheque Especial, no entanto, está na taxa de juros vinculada ao empréstimo que, normalmente, é mais baixa.

Apesar desta vantagem em relação a outras formas de empréstimo, é preciso contratar e utilizar o Empréstimo Pessoal com cautela e atenção, para evitar problemas futuros e afastar a possibilidade de gerar uma grande bola de neve de dívidas .

Uma maneira simples de evitar a tomada de empréstimos pessoais para situações emergenciais é procurar reservar uma quantia de dinheiro reserva para momentos de necessidade. Desta forma, você fica livre de juros, de taxas e da dívida de um possível empréstimo.

Leasing

O leasing – ou operação de arrendamento mercantil – é uma modalidade de financiamento, no qual a instituição financeira que empresta o dinheiro ao cliente se mantém como detentora dos direitos do bem adquirido.

No leasing, o banco ou financeira permanecem como dono do bem até que o valor total do financiamento seja quitado. O cliente pode utilizar o bem normalmente, mas só se torna dono, efetivamente, daquilo que comprou ao pagar todas as prestações devidas ao banco.

Imagine, por exemplo, que você adquiriu um carro por meio de leasing do seu banco preferido. Quando você receber o documento do seu carro, no campo “nome” do documento – ou seja, onde você identifica o proprietário do veículo, haverá o nome da instituição financeira que lhe concedeu o leasing.

O seu nome só irá constar no documento ao final do contrato, quando a propriedade do veículo passará para o seu nome.

Poupança

A palavra “poupança”, na sua essência, remete ao ato de poupar, a algo que é poupado. Por exemplo, quando você não gasta parte do seu salário ou dos seus rendimentos, você está fazendo uma “poupança”, está guardando um valor mensal para determinada finalidade.

Este valor economizado e guardado, efetivamente “poupado”, pode ser utilizado para as mais diversas finalidades. Uma destas finalidades é, inclusive, os investimentos: você pode utilizar parte do valor economizado mensalmente para investir e obter rendimentos a partir desta sua “poupança”.

No Brasil, no entanto, a palavra “poupança” ganhou também um outro significado, e hoje é muito utilizada para se referir à caderneta de poupança – a modalidade de investimento mais tradicional entre os brasileiros.

As Cadernetas de Poupança surgiram em 1861, quando o imperador Dom Pedro II instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. Naquela época, esta modalidade de investimento era destinada exclusivamente a pessoas de baixa renda.

A poupança foi sendo atualizada e modificada ao longo dos anos e, apesar de oferecer baixos rendimentos, é até hoje um dos investimentos mais comuns no Brasil – principalmente entre as classes mais baixas.

Fundo de Investimento

Um fundo de investimento é uma modalidade de investimento coletivo, no qual  diversas pessoas aplicam seu dinheiro com o objetivo de investir em diversos tipos de investimentos que, normalmente, exigiriam um volume maior de recursos por parte do investidor.

No caso do fundo de investimento, este grupo de investidores deposita determinada quantia no fundo através da compra de cotas, e se tornam o que chamamos de cotistas.

Cada investidor possui um determinado número de cotas, que varia de acordo com a quantia investida no fundo. O objetivo de todos os cotistas é sempre o mesmo: obter rendimentos por meio desta modalidade de investimento coletivo.

Existem no mercado os mais diversos tipos de fundos de investimento. Podemos citar os Fundos de Investimento em Ações, Fundos de Investimento em Renda Fixa, Fundo de Investimento Referenciado DI, Fundo de Investimento Multimercados, e muitos outros.

Inflação

Inflação é a variação contínua e generalizada dos preços dos bens e serviços em uma economia ao longo de determinado período.

Você percebe a inflação, por exemplo, quando vai ao mercado e identifica uma elevação nos preços e um gasto maior para adquirir os mesmos produtos que você comprava no passado. Um quilo de feijão, por exemplo, custava R$ 2,50 ou R$ 3,00 alguns anos atrás, e hoje pode chegar a R$ 5,00.

No Brasil, a inflação oficial é medida pelo IPCA – o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. O IPCA mede a inflação de todos os produtos que compõem a cesta de consumo do brasileiro, como: a alimentação, transporte, lazer, educação, combustível, entre outros.

Agora que já conhece mais alguns dos principais termos em finanças e investimentos, que tal compartilhar este glossário financeiro com seus amigos nas redes sociais?

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Artigo publicado em 20/12/2017. Atualizado em 31/05/2019.

Autor

Equipe André Bona

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