A Livraria Saraiva – maior rede de livrarias do país – fez, nesta sexta-feira (23), um pedido de recuperação judicial à Justiça. O objetivo da companhia é tentar reestruturar mais de R$ 674 milhões em dívidas para evitar fechar as portas.

Este é o segundo pedido de proteção judicial feito por empresas do setor em pouco mais de um mês. Também em dificuldades financeiras, a Livraria Cultura pediu recuperação judicial no mês de outubro.

Os problemas financeiros da Livraria Saraiva, no entanto, já ocorrem ao menos desde o início do ano – quando a companhia atrasou pagamentos às editoras de livros, que são fornecedoras das obras comercializadas nas lojas físicas e na loja online da rede. Nos últimos meses, a empresa voltou a ter dificuldades em honrar seus compromissos financeiros, mas não conseguiu renegociar suas dívidas com os credores.

Reestruturação e dívidas

No pedido de recuperação judicial protocolado nesta sexta-feira (23), a Saraiva afirmou que vem tentando reestruturar seu negócio e que já encerrou atividades em 19 pontos de vendas – entre elas, 8 lojas tradicionais e 8 unidades da rede iTown, que vendem produtos de tecnologia da Apple. No total, ao menos 700 funcionários foram demitidos.

A rede de livrarias destacou que, apesar de a venda de livros avançar em 2018, o preço dos livros tem subido menos que a inflação. De acordo com a Saraiva, enquanto o índice oficial e inflação (IPCA) avançou 53,8% entre os anos 2000 e 2017, o valor unitário do livro recuou 8%.

A saída da Livraria Saraiva da área de tecnologia – onde a rentabilidade é mais baixa – também foi lembrada pela companhia. “Neste momento (saída da área de tecnologia), a Saraiva diminuirá substancialmente a geração de créditos tributários, uma das principais razões de consumo de caixa nos últimos anos”, afirmou a empresa.

A expectativa agora é que a Saraiva firme parcerias com redes de varejo, a fim de dar continuidade à oferta de produtos de tecnologia em suas lojas físicas e na loja online e reduzir suas dívidas, que já somam R$ 674 milhões.

Sobre a Saraiva

Fundada em 1947, a Livraria Saraiva nasceu a partir da inauguração de um sebo, em São Paulo, pelo português Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva. A loja – Saraiva & Cia – foi aberta em 1914, mas apenas três décadas depois se tornou uma rede de livros.

Ao longo dos anos, a Livraria Saraiva expandiu seus negócios e passou a comercializar, além de livros, produtos de tecnologia, materiais escolares, CDs e DVDs, entre outros produtos. Em 2008, a Saraiva adquiriu sua rival, a Siciliano e, em 2015, vendeu seus ativos editoriais e de educação por R$ 725 milhões.

Atualmente, o grupo conta com 3 mil colaboradores e 85 lojas próprias no país.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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Comentários

  1. Marcela    

    Boa tarde André Bona,
    Primeiramente é um imenso prazer acompanhar suas dicas de educação financeira.
    Gostaria de saber sua opinião quanto a empresa SARAIVA, quais as chances de ela obter um “UP’ igual a empresa Magazine Luiza.
    Sei que são empresas com mercados diferentes, porém a Magazine passou por uma situação similar de desvalorização em 2013. As ações do Magazine Luiza chegou a valer R$ 2,10 centavos na época, atualmente está valendo mais ou menos R$ 180,00.
    Gostaria de saber se a SARAIVA tem chances de “dar a volta por cima”, quitar suas dívidas e recuperar o mercado.
    Quais as chances das livrarias SARAIVA e CULTURA se fundir para concorrer diretamente com a Amazon? Ou se há a possibilidade da SARAIVA ser comprada pela Amazon. Ou todas estas notícias são apenas especulações de mercado.
    Obrigada

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