O número de brasileiros que preferem pagar com dinheiro vivo suas compras diárias caiu 18% em 5 anos, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Banco Central (BC). Apesar desta nova tendência, as famosas moedas – responsáveis por encher os cofrinhos de milhões de brasileiros, no entanto, continuam fazendo parte do dia a dia da população.

Segundo o BC, 60% dos entrevistados afirmaram que o dinheiro é a forma de pagamento utilizada com maior freqüência. Em 2013, o percentual de pessoas que tinham o dinheiro como a principal forma de pagamento era de 78% – o que representa um recuo de 18% no índice em 5 anos.

O uso do cartão de débito e crédito também cresceu entre os brasileiros. De acordo com o levantamento, 22% dos entrevistados mostraram preferência pelo pagamento de compras com cartão de crédito e débito – um aumento de 13 pontos percentuais em relação a 2013, quando apenas 9% dos entrevistavam afirmaram utilizar, preferencialmente, os cartões de débito e crédito em suas compras.

Salário em dinheiro

A pesquisa chamou atenção para o alto índice de brasileiros que ainda recebem seus salários mensais em espécie. Segundo o BC, 29% dos entrevistados afirmaram receber o salário em dinheiro, enquanto 48% informaram receber sua remuneração mensal por meio de depósito em conta corrente, em conta poupança ou em conta salário.

Outros 22% afirmaram não ter qualquer tipo de renda e 0,4% disseram receber o pagamento do salário por meio de cheques.

Enchendo o cofrinho

Embora o brasileiro tenha criado novos hábitos quanto ao uso de dinheiro, o costume de guardar moedas ainda é forte entre a população. De acordo com a pesquisa, 26% dos entrevistados têm o hábito de guardar moedas, enquanto 54% costumam carregar as moedas na carteira. Dos entrevistados pelo BC,10% afirmaram deixar as moedinhas do dia a dia no carro, a fim de efetuar pequenos pagamentos ou eventuais doações.

O hábito de manter as moedas guardadas no cofrinho também se mantém presente no dia a dia do brasileiro. Dos entrevistados, 59% afirmaram guardar as moedas por até um mês, enquanto 21% disseram manter as moedas na gaveta – ou no cofrinho – por um período de um a seis meses. Segundo o chefe-adjunto do Departamento do Meio Circulante do BC, Fábio Bollmann., o país possui atualmente 8 bilhões de moedas fora de circulação – que estão guardadas ou perdidas.

A pesquisa foi feita pelo Banco Central no mês de abril e contou com a participação de 2 mil pessoas. Mil entrevistados eram funcionários do comércio e estabelecimentos de serviço, enquanto os demais mil faziam parte da população em geral.

 

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Autor

Luana Neves

Jornalista e redatora. Atuou como editora de Economia no Jornal DG e Revista Quem é Quem - Economia, assinou por três anos coluna diária de Economia e já produziu conteúdo para diversos portais de notícias do Brasil.

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