Investir em ações é geralmente uma prática de longo prazo e que exige muito estudo por parte dos investidores. Afinal, é preciso saber selecionar boas empresas. Nesse contexto, os ETFs surgem como um potencial facilitador — e um deles é o PIBB11.

A sigla é referente ao IT Now PIBB IBrX-50, que é administrado pelo Banco Itaú. Como um fundo de índice, ele está disponível para investidores na bolsa de valores. E pode ajudar você a se expor a grandes empresas brasileiras.

Mas, afinal de contas, o que é um ETF e como o PIBB11 se enquadra nesse contexto? É isso que você entenderá neste artigo. Por isso, nos acompanhe na leitura!

O que é um ETF?

Antes que você consiga entender o funcionamento do PIBB11, é muito importante conhecer o que é um ETF. Os exchange traded funds são os fundos de índice negociados na bolsa de valores. Eles se caracterizam por serem fundos de gestão passiva.

O seu objetivo é replicar os resultados de um índice. Para compreender melhor, imagine que você viu no noticiário que o Ibovespa teve um aumento de 5% no último ano. Significa que um ETF que siga esse indicador terá atingido desempenho similar, por investir nas mesmas ações.

Ao aportar o seu dinheiro em um ETF, você conta com um gestor profissional que é o responsável por administrar os investimentos. Diante do intuito de replicar um indicador, ele fará os investimentos conforme os critérios do índice.

Os ETFs podem focar em investimentos de renda fixa ou de renda variável, acompanhando os mais diversos índices de mercado. No entanto, suas cotas são negociadas na bolsa. Logo, existe exposição à volatilidade do mercado e não há garantia de ganhos.

O que é o PIBB11?

O PIBB11 é um fundo de índice criado em 2004 — tendo sido o primeiro do Brasil. Esse ETF toma como referência o Índice Brasil 50. Nele, estão os indicadores médios de desempenho das 50 ações líderes da B3.

É importante destacar que a composição do índice pode ser rebalanceada. Logo, caso uma ação não cumpra mais os critérios, ela pode ser substituída no indicador. Em relação aos meses de maio e agosto de 2021, o IBrX-50 incluía organizações como Bradesco, Ambev e a própria B3.

O desempenho do índice varia conforme o fluxo de valorização das ações que compõem a carteira. Dessa forma, o PIBB11 é o ETF que busca refletir essa flutuação, de modo que as cotas aumentam ou diminuem de preço de acordo com o portfólio.

Com isso, ao se tornar um cotista do fundo você pode atingir um resultado similar ao que teria se investisse nas 50 empresas individualmente, conforme o peso de cada uma no índice. Mas o investimento se dá de forma mais prática e acessível com o PIBB11.

Como investir no PIBB11?

Para comprar as cotas do PIBB11, o processo segue de forma similar ao de uma ação convencional. É preciso:

  1. acessar seu banco de investimentos;
  2. buscar o código por meio do home broker;
  3. comprar as cotas desejadas (em 2021, existia o número mínimo de 10 cotas a serem adquiridas).

Antes de investir, vale considerar os custos. Por exemplo, a taxa de administração — que é paga mensalmente para o gestor. Ela costuma ser baixa em fundos passivos, mas é importante que você analise o custo benefício.

Outra informação relevante é que fundos de índice não distribuem dividendos no Brasil. Todos os retornos alcançados são reinvestidos pelos próprios gestores. Logo, eles contribuem para o aumento do patrimônio do fundo — e do preço das cotas.

Quais as vantagens de investir nesse fundo de índice?

Aportar dinheiro em PIBB11 é uma opção que pode se enquadrar no perfil de diversos investidores. Apesar de ser mais adequado para moderados e arrojados, os conservadores podem ter interesse nele como uma primeira experiência no mercado de renda variável.

Além disso, quem busca diversificar suas carteiras pode se beneficiar dessa opção. Afinal, o ETF permite exposição a 50 ações brasileiras. Dessa forma, é possível diversificar em setores e empresas com maior praticidade.

A baixa taxa de administração também se configura em um ponto positivo. Além disso, o ETF tem regras transparentes de investimento, já que segue um índice nacional. Com isso, você pode conhecer antecipadamente os critérios que guiam o gestor nos aportes.

Quais os riscos envolvidos no PIBB11?

Como qualquer aporte em renda variável, não há garantias de retornos positivos no PIBB11. Portanto, é imprescindível ter consciência dos riscos envolvidos antes de fazer o investimento em ETF. Você pode ter prejuízos, caso venda as cotas desvalorizadas, por exemplo.

Além disso, o PIBB11 acompanha o ritmo da economia e a performance das empresas de maneira passiva. Logo, caso o mercado esteja em baixa, a sua carteira também sentirá os impactos negativos.

Outro ponto importante é que os resultados desse fundo são com base em todas as companhias — e não de ações de forma individualizada. Isso significa que, se uma estiver em alta enquanto as outras estão em queda, seu resultado pode ser negativo pelo conjunto da variação.

O que é preciso saber antes de investir?

Seguindo a mesma lógica dos processos de investimentos, tanto em renda fixa quanto variável, é preciso ter certos cuidados antes de decidir. Em primeiro lugar, você deve entender o seu perfil de investidor.

Perfis conservadores buscam investimentos com menos riscos, mesmo que isso signifique uma rentabilidade menor. Já os moderados são os que procuram mesclar a segurança dos investimentos com riscos um pouco maiores.

O arrojado, por sua vez, é aquele que aceita se arriscar mais nos seus investimentos. Isso significa tomar mais riscos que os outros. Consequentemente, o potencial de retornos é, normalmente, maior.

Ao entender seu perfil, o seu processo de decisão é facilitado. Além disso, o segundo passo é determinar seus objetivos e verificar se o ETF combina com eles. Depois, faça o estudo do índice e do fundo escolhido para compreender se está adequado à sua estratégia.

O PIBB11 é um dos principais ETFs da B3 hoje. O fato de ele replicar o resultado das 50 principais ações do país com base no Índice Brasil 50 pode atrair diversos investidores. No entanto, não deixe de considerar os riscos para avaliar se a alternativa é interessante para você!

Quer entender mais sobre ETFs? Aproveite para conhecer o SAET11, novo fundo de índice que replica o Ibovespa!

Autor

Equipe André Bona

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