Aposentar com tranquilidade é o objetivo de muitos brasileiros, mas  planejar a aposentadoria e colocar esse plano em prática pode ser bastante trabalhoso. Nem sempre é fácil preservar parte do salário mensal pensando no futuro, mas esta é uma atitude imprescindível para quem pretende chegar à terceira idade com uma vida financeira mais saudável.

Quer saber como chegar lá, conquistando a tão sonhada tranquilidade financeira na aposentadoria? Então veja abaixo 7 dicas que podem ajudar você a planejar a aposentadoria e chegar à terceira idade com mais dinheiro e menos preocupações financeiras.

Acompanhe!

1. Não dependa apenas do INSS

A Previdência Social é a forma mais comum de planejar a aposentadoria. No entanto, essa solução não deve ser a única (ou a principal) fonte de renda de um aposentado. Isso porque o piso e o teto salarial nesse tipo de investimento público são limitados e, consequentemente, a aposentadoria da pessoa também ficará restrita.

Não é raro encontrar pessoas aposentadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que fazem “bicos” ou procuram uma segunda fonte de renda para essa etapa da vida. Isso porque, muitas vezes, o valor pago não se mostra suficiente para manter seus gastos domésticos e de saúde.

Para não depender do INSS, é fundamental buscar outras formas de investimento para longo prazo.

2. Considere a previdência privada

previdência privada é uma opção interessante para aqueles que não pretendem depender apenas do INSS na hora de planejar a aposentadoria. Ao contrário da contribuição pública obrigatória, existem diferentes planos de previdência privada, o que amplia o leque de escolhas das pessoas.

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é um plano indicado para quem é isento ou faz a declaração do Imposto de Renda (IR) de forma simplificada. Enquanto isso, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é ideal para quem preenche o formulário completo do IR.

Além dessas duas categorias, ainda é possível escolher qual o regime tributário de cada um dos planos. O regime pode ser regressivo (quando a alíquota diminui ao longo do tempo) ou progressivo (quando o a tributação aumenta conforme o valor).

3. Comece a planejar a aposentadoria o quanto antes

Investir na previdência desde cedo é sempre uma ótima ideia para planejar a aposentadoria. Quanto antes você investir, menor será a quantia mensal que vai ser preciso aplicar. Além disso, seu retorno tende a ser muito maior no futuro.

Imagine uma situação na qual uma pessoa começa a investir R$ 200,00 por mês aos 21 anos, focando em se aposentar aos 55 anos. Neste caso, ela estará investindo no seu plano de previdência privada durante 34 anos. E ainda terá chances de aumentar os aportes ao longo deste período e acumular ainda mais patrimônio

Agora considere uma pessoa iniciando seus aportes aos 40 anos, seja com o valor de R$ 200,00 ou até mesmo um aporte maior mensal. Ainda assim, as chances de a pessoa que acumulou por mais tempo, garantir uma aposentadoria mais confortável é muito maior.

Portanto, não negligencie a importância de começar a investir logo no seu futuro e comece a planejar a aposentadoria agora mesmo. Organize-se e planeje-se a partir de agora para conquistar seus objetivos financeiros futuros.

4. Tenha um objetivo claro

Ao planejar a aposentadoria, é crucial que você tenha um objetivo claro em mente. Isso porque, caso contrário, vai ser impossível atingir uma meta específica, já que ela não existe!

Pensar e planejar a aposentadoria como uma situação abstrata e muito distante pode ser, no entanto, um grande empecilho. Por isso, é essencial tratar o assunto com a sua devida importância: afinal essa é uma circunstância que chegará para todos, inevitavelmente!

Lembre-se que a terceira idade chega para todos. E, para garantir uma aposentadoria mais tranquila financeiramente, é indispensável focar-se neste objetivo o quanto antes.

5. Faça um bom planejamento financeiro

planejamento é peça fundamental para a saúde financeira de qualquer pessoa. Para quem já está pensando na aposentadoria, no entanto, é ainda mais importante.

Colocar seus gastos em ordem, além de controlar toda a renda que sai e entra na sua casa, é fundamental na hora de guardar dinheiro para o futuro. Identifique, em primeiro lugar, seus ganhos e seus custos mensais.

Em seu planejamento, anote todos os gastos mensais da família. Caso haja alguma disparidade entre as receitas e as despesas domésticas, procure equipará-las. Para isso, corte aqueles gastos desnecessários e opte por serviços mais em conta dentro de casa.

Essa atitude será muito benéfica para sua vida financeira em longo prazo e ajudará você a planejar a aposentadoria e qualquer outra meta financeira com maior facilidade. Se você ainda não tem um planejamento financeiro, considere iniciá-lo agora mesmo.

6. Mantenha a regularidade dos seus aportes

Manter a regularidade nos seus investimentos e os aportes frequentes é essencial para planejar a aposentadoria e um futuro financeiro estável. Pouco adianta investir muito em um mês, porque houve sobra de dinheiro, e se esquecer do assunto pelo próximo semestre.

A rotina é o segredo para quem quer alcançar a aposentadoria de forma tranquila. Portanto, procure sempre manter a regularidade das suas aplicações mês após mês.

O mesmo vale para quem deseja também contar com a Previdência Social. Mesmo se estiver trabalhando na informalidade ou sem renda fixa, o ideal é que continue contribuindo com o INSS. Isso porque cada pagamento atrasado consiste em um mês a mais de trabalho, o que pode retardar (e muito!) a sua aposentadoria.

É claro que nem sempre é possível contribuir quando não se está trabalhando. No entanto, na medida do possível, é conveniente deixar esse “gasto” como uma das prioridades do seu orçamento se você desejar contar com este benefício no futuro.

7. Pense em outros tipos de investimento

Investir bem é o segredo para fazer seu dinheiro render. Investimentos a longo prazo, além da previdência, podem ser uma boa saída para quem já está pensando na aposentadoria. A aplicação escolhida, porém, varia de acordo com o perfil do investidor, e sua escolha deve ser feita com muito cuidado.

bolsa de valores, por exemplo, é um investimento de longo prazo que pode traz consigo a possibilidade (e não a garantia) de uma rentabilidade mais expressiva. No entanto, é também carrega o risco e a possibilidade da rentabilidade ser ruim e até mesmo negativa.

Por isso, é preciso prestar atenção na hora de escolher em qual ativo investir. Opte por uma empresa que tenha uma rentabilidade previsível e examine o seu histórico.

Outra opção de investimento é o Tesouro Direto. Investimentos em títulos públicos também podem gerar boa rentabilidade e seu risco é extremamente baixo.

Seu rendimento tem como base a SELIC, taxa de juros básica brasileira, pode ser prefixada ou atrelada ao IPCA. Por isso, considerar este tipo de investimento também é uma opção para os futuros aposentados.

Investimentos em renda fixa de emissão de bancos (CDBs, LCIs, LCAs, LCs, etc) também são alternativas consideráveis para quem está pensando na aposentadoria.

Conclusão

A aposentadoria deveria ser uma preocupação de todos os brasileiros. Passada certa idade, a pessoa não poderá mais trabalhar — e, por isso, terá de contar com algum tipo de renda.

Portanto, o quanto antes você começar a pensar sobre o assunto e começar a planejar a aposentadoria, maior será a sua qualidade de vida no que tange às finanças! Estar preparado para essa situação tornará seu futuro muito mais tranquilo e evitará dores de cabeça desnecessárias.

Gostou das nossas dicas para planejar a aposentadoria? Compartilhe-as nas suas redes sociais e ajude seus amigos a cuidar melhor das finanças para o futuro!

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Artigo publicado originalmente em 13/01/2017. Atualizado em 18/02/2019.

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Gabriel    

    Olá Bona, acompanho você no YouTube e agora também no blog. Estou descobrindo agora sobre tesouro direto e seus posts sempre me orientam. Gostei muito do vídeo que você fez sobre “a farça do tesouro ipca” , foi muito valioso para o meu aprendizado.

    Aproveitando o assunto aqui abordado, segue algumas dúvidas que possuo e se possível gostaria de sua orientação. Desde já agradeço, forte abraço.

    Fazendo uma aplicação mensal de 1 mil ao mês no tesouro ipca 2035 (ipca 6,29 + taxa 5,50a.a) no vencimento do título (2035) terei um valor de 645 mil reais líquido. O suficiente para mim ter uma renda de 5 mil ao mês. Minhas dúvidas são…

    1- Embora a aplicação seja atrelada ao ipca, está renda de aproximadamente 5 mil reais mensais em 2035 obviamente não terá o mesmo poder de compra de que 5 mil reais hoje, como fica esta questão?

    2- Como eu calculo a correção que devo fazer no investimento ao longo do ano? Afinal 1 mil reais hoje não terá o mesmo valor que 1 mil reais daqui 1,2,5,10… anos. Uso a taxa de inflação para saber o quanto a mais devo investir mensalmente ?

    3- A taxa de 5,50 a.a está contratada, porém o ipca obviamente é variado, hoje está 6,29 e o cálculo na calculadora se baseia nesta taxa para poder me dizer quanto irei acumular até o vencimento do título . Porém se está taxa ficar abaixo dos 6,29 obviamente eu terei um valor inferior a 645 mil reais no vencimento do título. Como fica esta questão da variação da inflação no decorrer do vencimento do título adquirido ? Caso a inflação seja menor significa que embora eu não tenha os 645 mil e tenha por exemplo 500 mil, dará na mesma porque 500 mil seria equivalente a 645 mil ?

    Muito obrigado.

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