Uma recessão global é marcada pela queda da economia mundial. Uma produção desenfreada em ambientes de baixo consumo, o descontrole no fornecimento de crédito, bolhas econômicas e pandemias são exemplos das causas das últimas recessões.

Períodos de instabilidade econômica são conhecidos por gerar consequências como desemprego, redução da qualidade de vida, falência de empresas etc. No entanto, nesses momentos também se observam aspectos positivos – como o avanço da tecnologia, inovação e oportunidades.

Você sabe onde investir seu dinheiro durante uma recessão? Neste artigo, será possível conferir o que é preciso considerar em momentos de crise!

Como lidar com uma recessão global?

Se você já é um investidor – ou quer se tornar um – deve ter em mente que o mercado financeiro pode passar por grandes oscilações. Embora não seja possível prever quando haverá uma nova crise ou qual será o seu tempo de duração, o investidor precisa estar preparado para enfrentá-la.

Mas, como se preparar para algo que ainda acontecerá? É importante estudar as recessões globais que já foram superadas, bem como observar o comportamento dos investimentos nesse período. Isso facilita a compreensão da reação dos investidores e do que poderia ter sido feito diferente.

A partir dessa análise, você já terá uma boa visão sobre como agir nos próximos cenários de crise econômica. Mas isso não é o bastante.

Acompanhe na sequência algumas dicas que podem ajudar você em tempos de recessão:

Tenha uma reserva de emergência

Antes mesmo de pensar em investir – seja em tempos de crise ou não – é essencial ter uma reserva de emergência. Afinal, imprevistos podem acontecer em qualquer momento e isso pode comprometer parte de seus ganhos ou aumentar seus custos.

Portanto, tenha reservada a quantia financeira correspondente a, no mínimo, 6 meses de seu custo de vida. Lembre-se que suas necessidades devem vir em primeiro lugar. Ao manter uma reserva para suprir eventualidades, fica mais fácil tomar decisões na hora de investir.

Sua reserva financeira deve ficar alocada em investimentos seguros e com alta liquidez, como títulos do Tesouro Direto (Tesouro Selic) ou CDBs (certificados de deposito bancário) de liquidez diária. Ademais, somente use sua reserva de emergência em situações de urgência, para não frustrar sua finalidade.

Não mude suas estratégias

Independente do cenário encontrado, não é aconselhado mudar suas estratégias de investimento. Se você já está com seu dinheiro investido e possui uma estratégia consolidada, o ideal é que seu método seja eficiente em qualquer momento econômico.

Tomar decisões baseado apenas no contexto não é indicado. Por exemplo, em 2019, com a redução das taxas de juros, muitos brasileiros migraram da renda fixa para a bolsa de valores. Contudo, muitas pessoas fizeram isso sem ter conhecimento sobre o mercado e seus riscos.

No ano seguinte, o coronavírus se espalhou mundialmente. Medidas de isolamento social foram decretadas por diversas nações como forma de frear a propagação do vírus. Isso impactou severamente a atividade econômica dos países e, consequentemente, suas bolsas de valores.

Países com economias emergentes – como o Brasil – foram mais impactados. O medo e a incerteza fizeram com que diversas pessoas encerrassem seus investimentos no país. Nesse período, a bolsa brasileira perdeu quase metade de seu valor financeiro.

Ou seja, quem não estava preparado estrategicamente para essa queda sofreu grandes prejuízos. Em especial, quem tinha entrado na bolsa sem entender o funcionamento do mercado.

Por outro lado, quem possuía uma estratégia bem definida e não a alterou esteve diante de distintas oportunidades, mesmo durante o pior momento da recessão.

Identifique oportunidades

Em períodos de dificuldades econômicas muitas pessoas e empresas precisam se reinventar. Logo, surgem oportunidades que o investir deve estar atento. Se você analisar o cenário da pandemia, por exemplo, verá que houve negócios se ampliando enquanto outros sofriam revezes.

Assim, mesmo as crises apresentam possibilidades para o investidor. Por exemplo, algumas boas empresas precisarão levantar capital e emitirão debêntures. Procurar por rentabilidades atrativas nesses títulos pode ser uma alternativa de investimento de renda fixa.

Outra possibilidade diz respeito à renda variável. Na bolsa de valores, em épocas de recessão, é possível observar uma queda expressiva do preço das ações. Isso somado a uma boa avaliação das empresas e o alinhamento com seus objetivos pode revelar papéis descontados.

Como normalmente as recessões são cíclicas, no futuro – com a normalização da situação econômica – esses investimentos terão grandes possibilidades de trazer lucro ao investidor.

Avalie seu perfil e objetivos

Uma questão muito importante de ser levada em conta em períodos de crise é o seu perfil de investidor. Nunca tome decisões motivadas por impulso ou baseada em outros investidores, pois o que pode ser bom para eles pode não ser para você.

O fato de existirem oportunidades na bolsa de valores, por exemplo, não significa que você tenha que comprar ações sem respeitar sua tolerância ao risco. Portanto, conhecer o seu perfil é fundamental – principalmente para evitar decisões precipitadas durante uma recessão.

Vale ser lembrado que existem oportunidades adequadas para cada perfil, seja ele conservador, moderado ou arrojado. Como visto, até mesmo a renda fixa pode apresentar rentabilidades atrativas em crises.

Além disso, você deve ter bem estabelecido seus objetivos de curto, médio e longo prazo. Em momentos de instabilidade econômica é possível flexibilizar parte de seus investimentos, mas sempre com o devido equilíbrio.

Diversifique a carteira de investimentos

A diversificação de uma carteira é uma das melhores formas de equilibrar riscos e estar preparado para enfrentar qualquer crise. Escolher ativos com de baixa correlação é uma forma de compensar os prejuízos de um investimento com o lucro de outro.

Assim, o portfólio sofrerá menos impacto em uma recessão. Por exemplo, o Tesouro prefixado é um investimento atrelado a uma taxa fixa. Logo, ter ele em carteira poderia ajudar a preservar capital mesmo em períodos de crise – em caso de redução das taxas de juros, por exemplo.

Em relação à renda variável, investir em ouro pode ser uma alternativa para se resguardar quanto à queda da bolsa de valores ou a uma política monetária mais restritiva. Isso porque sua cotação não pode ser inflada pelos Bancos Centrais.

Há também a possibilidade de diversificar uma carteira se expondo a moedas fortes, como o dólar. Normalmente a moeda norte-americana está descorrelacionada com a bolsa brasileira. Ou seja, quando a bolsa cai o dólar se fortalece. Isso pode compensar eventuais perdas nas ações.

Como você viu, existem questões relevantes a serem observadas pelo investidor durante uma recessão global. Mas a escolha de onde investir seu dinheiro varia de acordo com o seu perfil e os objetivos traçados. Então siga as dicas passadas e tome as melhores decisões!

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Autor

Equipe André Bona

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