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Tesouro rende menos que títulos privados

Olá!

Falando de investimentos em renda fixa, atualmente as pessoas tem demonstrado crescente interesse no investimento no tesouro direto, principalmente por conta de várias informações na imprensa que vem falando cada vez mais desse assunto.

O que me preocupa é que as pessoas estão absorvendo essas informações de maneira equivocada e acabam achando que os investimentos no tesouro direto rendem mais do que outras modalidades de investimento em renda fixa, o que não é verdadeiro.

Nesse artigo eu vou te falar sobre a diferença de risco e rentabilidade entre investir em títulos públicos e títulos privados para que você, que é nosso leitor, entenda bem sobre o assunto.

Títulos públicos:

São títulos de crédito emitidos pelo governo. O investidor empresta dinheiro para o governo e o governo devolve o principal acrescido de uma remuneração adicional (juros), podendo ser pré-fixada ou pós-fixada.

Exemplos: títulos do tesouro direto, tais como tesouro Selic, tesouro pré-fixado, tesouro pré-fixado com juros semestrais, tesouro ipca+ e tesouro ipca+ com juros semestrais.

Títulos privados:

São títulos emitidos por instituições privadas, como instituições financeiras e empresas. O investidor empresta dinheiro para instituições privadas e recebe o principal acrescido de uma remuneração adicional (juros), podendo ser pré-fixada ou pós-fixada.

Exemplos: CDBs, LCIs, LCAs, LCs, DPGEs, CRIs, CRAs, debêntures, etc.

Qual dos dois tipos de títulos rende mais?

Aqui entra o ponto chave da discussão. Para saber qual dos dois tipos de títulos rende mais, é preciso entender qual deles possui maior risco de crédito, que é o risco de o emissor “quebrar” e não honrar com o pagamento do principal + os juros ao investidor. Ou seja: é o risco de calote.

Os títulos públicos são garantidos pelo governo federal, por isso são considerados os títulos de menor risco disponível em todo o mercado financeiro.

Já os títulos de emissão privada são garantidos pelas próprias instituições financeiras e empresas que os emitem. Assim, caso um emissor privado tenha dificuldades financeiras, seus títulos poderão também não serem pagos de volta ao investidor.

Ou seja: o risco de crédito dos títulos de emissão privada é maior que o risco de crédito dos títulos de emissão pública.

Existem garantias adicionais para os títulos de emissão privada?

Sim, existem. Alguns títulos privados de emissão bancária possuem a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de até 250 mil por investidor e por instituição. Ou seja: nesses casos, mesmo que a instituição financeira (bancos ou financeiras, por exemplo) venha a quebrar, os investidores terão uma garantia adicional de receber seu dinheiro de volta dentro do limite estabelecido. Basicamente essa garantia adicional inclui poupança, CDBs, RDBs, LIs, LHs, LCIs, LCAs, LCs e DPGEs (esta última a garantia é de até 20 milhões).

Já outros títulos de emissão bancária não possuem a garantia do FGC, assim como títulos emitidos pelas empresas (debêntures).

A escala de risco:

Se consolidarmos a informação acima, teremos abaixo de maneira resumida, em ordem do menor risco para o maior risco:

1- Títulos de emissão pública
2- Títulos de emissão privada com proteção do FGC (emissão bancária)
3- Títulos de emissão privada sem proteções adicionais

E quanto a rentabilidade?

Ora, se um investidor possui duas alternativas de investimento em renda fixa com a mesma rentabilidade, ele escolherá sem dúvida a de menor risco!

Por esse motivo, quanto maior o risco de crédito do investimento, naturalmente a sua rentabilidade precisa ser maior. Caso contrário, ela não terá aceitação no mercado!

Sendo assim, as taxas de rentabilidade dos títulos de emissão privada SEMPRE serão superiores às taxas de rentabilidade dos títulos de emissão pública!

Exemplo prático:

Hoje, dia 10 de agosto de 2015, veja você quais são as taxas pagas por títulos públicos e títulos privados.

Titulos pós-fixados CDI/Selic com liquidez diária:

> Tesouro Selic: 98% do CDI (descontando custos)

> CDB: 101% do CDI

Títulos pré-fixados para 2018:

> Tesouro pré-fixado: 13,86% ao ano

> CDBs pré-fixados: 16% ao ano

Títulos atrelados ao IPCA para 2020:

> Tesouro Ipca+ com juros semestrais: IPCA + 7,20%

> Debenture: IPCA + 8,93%

Repare, portanto, que sempre os títulos privados terão rentabilidade superior aos títulos do tesouro direto simplesmente pelo fato de que eles possuem um risco de crédito maior.

Concluindo:

Podemos concluir que os investimentos no tesouro direto possuem muitas vantagens, porém em termos de rentabilidade, se comparados aos títulos de emissão privada, sempre possuirão uma perspectiva de rentabilidade menor.

Grande abraço!

André Bona

Autor

André Bona

André Bona possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro, tendo auxiliado milhares de investidores a investir melhor seus recursos e é o criador do Blog de Valor - site de educação financeira independente.

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Comentários

  1. Eric Antunes    

    Muito esclarecedor, linguagem fácil e acessível parabéns pelo trabalho e muito obrigado.

  2. Fabiano    

    Sim, muito esclarecedor e de fácil acesso. Porém, é importante frisar que taxas altas para CDB, pelo que consta, são conseguidas apenas em bancos privados pequenos (obedecendo o pensamento do nível do risco). Portanto, entre os bancos privados maiores e os titulos publicos, há uma gama de variação nas taxas de rendimento que, creio, seja pertinente ressaltar.

    1. André Bona    

      Certamente. Menor o banco maior a taxa, justamente pela percepção de risco.
      Mas lembrar que existe o FGC que garante a segurança em até 250 mil por CFP por instituição.
      Abs,
      A.B.

  3. Rafael Moreno    

    Olá André,

    Adoro os posts e, principalmente os podcasts. Suas análises são muito boas.
    Contudo, tenho uma dúvida.

    O Tesouro Direto (TD) permite ao investidor uma certa especulação, certo?
    Assim, um TD pré-fixado para 2018 à 13,86% a.a. pode ser mais vantajoso que um CDB pré-fixado para 2018 à 16% a.a.?

    Por exemplo:
    Invisto neste TD citado acima e em 20/02/2017 sua taxa está em 12,00%.
    Eu teria algum tipo de vantagem em relação ao CDB?
    Há como saber qual a relação taxa x tempo deste TD para que seja mais lucrativo do que o CDB?

    Abraço,
    Rafael Moreno

    1. André Bona    

      Olá!
      A especulação no tesouro se torna mais efetiva para prazos longos… 10, 20 anos.
      Uma LTN 2018 é muito curta. Ela não será melhor que o CDB não.
      Abs,
      A.B.

      1. Rafael    

        Ok, compreendo.
        Muito obrigado,
        Bom final de semana :)

  4. Marcio Penha do Carmo    

    Caro André, Parabéns pelos ensinamentos…
    É exatamente o que eu precisava saber, essas diferenças entre os Títulos públicos e privados…
    Grato!
    Entre os T privados, qual possui a melhor rentabilidade…CDB pós ou pré?
    Grato!

    1. André Bona    

      Aí depende das apostas e da composição de sua carteira. Não dá pra saber de antemão qual será o melhor. Mas se pode ter uma idéia observando indicadores econômicos!
      Abs,
      A.B.

  5. Paulo    

    Estou aprendendo muito com suas explicações, já faz algum tempo que estou estudando formas de investimento e tenho uma dúvida a respeito de CDB, o valor pago ao imposto de renda é sobre o lucro ou sobre o total, exemplo

    De 721 dias em diante é cobrado 15% sobre o lucro?

    1. André Bona    

      Sempre sobre a rentabilidade, Paulo.
      Abs,
      A.B.

  6. Karluce    

    Esclarecedor o vídeo. Confirmando o aprendizado…
    Cenário:
    => LCA que paga 90%CDI, prazo de 6 meses.
    => LFT: Selic de 14,15% – custo de 0,40% = 13,75% de taxa efetiva => 97% da Selic – 22,5% IR = 74,5% da Selic.
    Então sendo a remuneração do LCA de 90%CDI maior do que a remuneração líquida da LFT de 74,5% da Selic, devo optar pelo LCA.

    É isso mesmo?

    1. André Bona    

      Não necessariamente. Produtos diferentes para necessidades diferentes. Comparar uma LCA de 6 meses com um titulo de liquidez imediata é como perguntar se morango é melhor que abacate e escolher pelo menor preço. Falando de rentabilidade, sim sua conta tá certa. Mas pra efeito de planejamento a comparação está errada, pois servem pra coisas distintas.

  7. Breno Gaspar    

    Prezado André, bom dia. Comecei recentemente a traçar uma estratégia (portfólio), de fato consistente, de investimento (finalmente abandonei a “poupança”) baseada fortemente nas dicas e orientações dos vídeos do seu canal, desejo primeiramente expressar minha gratidão por trazer um conteúdo dessa envergadura de forma gratuita.

    Tenho estudado com bastante afinco o conteúdo do Tesouro, especialmente os PDF’s sobre a precificação e cálculo da rentabilidade anual dos títulos, e como estas variam com função do tempo e das taxas de juros.
    Minha dúvida é sobre as “suspensões” que ocorrem com alguma regularidade no mercado de títulos. Conforme o próprio Tesouro explica as “suspensões” ocorrem para proteger os pequenos investidores da alta volatilidade das taxas de juros, evitando que compras sejam realizadas com um grande descolamento de preços.
    Imagino (não tenho certeza) que essa taxa seja, mais precisamente, a taxa juros DI (ou a taxa de juros mundial, não sei). Imagino, também, que se o mercado fecha abruptamente em alguma hora do dia, o acompanhamento sobre a essa taxa deve ser quase constante (a cada minuto ou hora). Minha dúvida, André, é se esse meu pensamento está correto e, caso esteja, se existe algum local onde eu possa realizar esse acompanhamento, isto é, as oscilações dessa taxa dentro de um único dia, ou se é só o Tesouro e as IF’s que tem esse acesso. Não consegui achar nada relacionado a esse tipo de informação na internet.

    Eu sei que talvez esse conhecimento nem seja tão necessário para uma melhor performance no Tesouro, porém sou bastante “curioso” e desejo entender com a máximo precisão possível o funcionamento desses detalhes do mercado, pois pretendo sempre melhorar a qualidade da minha carteira, partindo para outros níveis/tipos de investimento, no decorrer do tempo. Digo isso pois só consigo fazer algum tipo de investimento quando me sinto seguro, baseando essa segurança sobre o que eu tenho de conhecimento sobre aquilo em que eu irei investir.

    Desde já, grato.

    1. André Bona    

      Breno,
      Quando você tem a conta na corretora você enxerga as cotações do tesouro na hora, logado na plataforma do tesouro direto.
      Abs,
      A.B.

  8. Reginaldo Vieira    

    Obrigado mais uma vez André, as suas explicações são realmente muitos esclarecedoras, é por isso que eu comecei a investir através da Valor Investimentos, eu não entendia absolutamente nada de investimentos e ffoi com vc e sua equipe que eu comecei a entender, mais uma muito obrigado, um grande abraço.

  9. Thiago Lopes    

    Você explica bem, só que sou leigo ainda nestes tipos de assuntos, teria como fazer um comparativo, exemplo com um investimento de um mil reais, e baseado em quantos tempo tem que ficar o dinheiro sem mexer, desde já obrigado, estou assistindo seus vídeos no YouTube e estou cada dia mais me interessando sobre o assunto.

  10. Nancy Moura    

    Ola…te acompanho sempre e é um prazer, ter um analista para me orientar, assisto todos seus videos André; já invisto em TD e CDB…com orientação sua…. valeu mais essas dicas …Obrigada !

  11. Rodolfo    

    Olá André! Tudo bem? Sou novo neste canal e venho gostando muito das suas aulas! Sensacional!

    Só fiquei com uma dúvida.
    No caso de Venda Antecipada de CDB’s pré ou pós-fixados, na tentativa de realizar especulação nestes títulos, há taxas maiores cobradas pelos bancos, de modo que fazem com que o Tesouro seja mais atrativo para esta especulação? Ou mesmo assim, no caso de venda antecipada para especulação, os fundos privados são mais atrativos?

    Obrigado

    Rodolfo

  12. Christian    

    Boa tarde André!
    Como sempre mais um excelente vídeo.
    Gostaria de uma dica por favor, onde consigo informações de quais debêntures estão disponíveis?
    Sobre o vídeo, sua câmera ficou focando e desfocando. Eu já tive esse problema e consegui resolver colocando o foco no manual invés de automático. No meu caso, da Nikon D3200 tem uma chave de seleção na própria lente.
    Obrigado!

    1. André Bona    

      Olá! A quantidade de debêntures disponível no mercado é gigante. Para saber aquelas que estão sendo negociadas e disponíveis a vocÊ, sugiro consultar (ou olhar) nos investimentos de renda fixa de sua corretora. Abs,

  13. Gilberto    

    Olá meu Guia Financeiro?

    André, To na XP com auxilio da valor investimentos, porem não sei como encontrar CDBs com bons percentuais, como faço para saber quais bancos oferecem os melhores CBDs, LCIs e LCAs? To quase indo no tesouro longo prazo por não saber como contatctar esses bons CDBS, meu banco paga so 90% do CDI e ai fica mais viável tesouro né?

    1. André Bona    

      Gilberto, por favor, utilize o email de atendimento. Inclusive para o próprio sigilo de suas necessidades. Além disso, o Blog é uma empresa e a Valor é outra. Embora sejam parceiras, as atividades não se confundem. Abs,

  14. Renato Kalil    

    Olá André
    Quero investir para minha aposentadoria em TD. Mas não tenho um aporte inicial grande para deixar parado, então teria que investir uns 150 reais a 200 reais por mês, como em uma previdência privada.
    Gostaria de saber como eu posso me planejar com os aportes? Devo investir sempre um valor específico como 0,25 de um título ou aumentar o meu aporte de 200 reais conforme a inflação de cada mês?
    Obrigado pela ajuda!!!

  15. Henrique Starling    

    Andre, voce não acha que com o cenario atual (juros altos ) e com a promessa de que esses irão abaixar junto com a inflação, não e um bom momento para investir em tesouro ? Ja que o seu valor e atrelado a taxa de juros e caso essa cai, elas valerão mais e assim fica melhor vender antes da hora e ganhar mais ? Igual o ltn que apliquei em dezembro (época que o cenário econômico brasileiro estava péssimo ) hoje ja descontando o ir cheguei a quase 10% de rentabilidade em 6 meses.

  16. Diego Tenório    

    Caro professor, boa tarde!

    Primeiro, quero parabenizá-lo pelo seu profícuo trabalho, certo de que suas orientações têm mudado a vida de muitas pessoas.
    Estou com a seguinte dúvida: quero investir 20 mil no Tesouro para tentar, a todo custo, capitalizar o prêmio de risco com a iminente queda da taxa selic. Vale dizer, quero investir no Tesouro para ESPECULAR apenas.
    Nesse cenário, o que seria mais recomendável: comprar tudo NTN 2050, por estar na ponta da gangorra, conforme vi em site de análise independente? ou espalhar o investimento ao longo da curva NTN (comprando 2019, 2024, 2035 e 2050)? Ou, ainda, apostar no prefixado 2023?
    Agradeço, desde já, a atenção.

    Att,

    Diego Tenório

  17. MARIO BATISTA    

    ANDRE , PARABÉNS PELO SEU BLOG GOSTO MUITO DE SUAS DICAS SOBRE INVESTIMENTO.

    MAS COM RELAÇÃO AO FATO DE QUE TD RENDE MENOS DO QUE OS TÍTULOS PRIVADOS EU CONCORDO EM PARTE , OU SEJA :

    POR MAIS QUE OS TÍTULOS PRIVADOS SEJAM MAIS ATRATIVOS INICIALMENTE ELE PERDE DO TESOURO DIRETO AO LONGO DO TEMPO. ” TAXA NÃO GANHA DE TEMPO “. ISTO É ; UM TESOURO IPCA + COM VENCIMENTO EM 2035 SERIA MUITO MAIS RENTÁVEL DO QUE VC INVESTIR NUM CDB COM VENCIMENTO DE 3 ANOS POR EXEMPLO E DEPOIS REAPLICAR ESSE INVESTIMENTO EM UM NOVO CDB PARA 4 OU 5 ANOS , POIS VC ACABA PAGANDO IR TODA VEZ QUE FOR REAPLICAR , ISSO AO LONGO DO TEMPO INTERFERI NA RENTABILIDADE DEVIDO AO JUROS COMPOSTOS . AO PASSO QUE NO TD VC SÓ VAI PAGAR O IR APENAS NO VENCIMENTO , PORTANTO É MAIS INTERESSANTE PRINCIPALMENTE PARA QUEM PENSA NA APOSENTADORIA .ALÉM DE SER UMA FORMA MAIS SEGURA DE INVESTIMENTO . CORRETO O MEU RACIOCÍNIO ANDRE ?

    1. André Bona    

      Completamente errado. Vc nao pode comparar o tesouro IPCA+ com o CDB. Vc compara a LTN com um CDB prefixado de prazo similar. O tesouro IPCA+ vc compara com uma debênture, que muitas das quais possuem a mesma característica.
      Se vc compara coisas diferentes, sua comparação não tem fundamento.

  18. MARIO BATISTA    

    ANDRÉ , CONFESSO QUE NÃO ENTENDI O SEU RACIOCÍNIO POIS CDB + IPCA NÃO SÃO PRODUTOS SEMELHANTES ? POIS NO MEU ENTENDIMENTO A ÚNICA DIFERENÇA SERIA A QUESTÃO DO PRAZO POIS NORMALMENTE O CDB POSSUI PRAZOS NO MÁXIMO PARA 5 ANOS . E APÓS O VENCIMENTO VC TERIA QUE REAPLICAR NOVAMENTE , ONDE NESSE ASPECTO ACABA SENDO DESFAVORÁVEL EM RELAÇÃO AO TD , POIS VC ACABA PAGANDO MAIS IR TODA VEZ QUE FOR REINVESTIR , NÃO DEIXANDO O JUROS COMPOSTOS AGIR AO LONGO DO TEMPO . AÍ , NÃO ADIANTE OBTER UMA TAXA MAIOR NUM CDB EX: IPCA + 8 SE VC TIVER QUE PAGAR IR TODA VEZ QUE REINVESTIR O SEU CAPITAL. NÃO SERIA MELHOR INVESTIR NO TD ? LOGICAMENTE QUE ESTOU PENSANDO AO LONGO PRAZO OU SEJA PARA A APOSENTADORIA , NÃO SERIA MAIS INTERESSANTE ?

    1. André Bona    

      O prazo faz diferença pq o CDB nao é uma aplicação de longo prazo e o IPCA+ é. A debenture é de longo prazo.

      > Investimentos de curto prazo: Tesouro selic x cdb di x fundo di x fundo rf
      > Investimentos de médio prazo: Tesouro prefixado x cdb pre ou cdb pós pra 2/3 anos x LCI, LCA etc com prazo de 2/3 anos
      > Investimentos de longo prazo: Tesouro ipca x debentures x ações x fundos imobiliários x fundos multimercados de alta volatidade.

      Abs,

  19. MARIO BATISTA    

    ANDRE,

    AGORA ENTENDI O QUE VC QUIZ DIZER , ESTAVA RACIOCINANDO DE FORMA EQUIVOCADA …. VALEU PELAS EXPLICAÇÕES . ABRAÇO !!!!

  20. Bruno    

    Parabéns. Muito boas informações. Tornou simples um assunto com muitos detalhes

  21. Pedro    

    Concordo com o Bruno. Muito interessante este artigo. Estou aprendendo cada vez mais.
    Acho que para mim agora é mais importante a segurança dos títulos públicos.
    No futuro espero que seja diferente.

    Obrigado.

  22. Alexandre Umbelino    

    Excelente blog. Um dos melhores. Sempre que posso, recomendo…

  23. Kao    

    André, boa tarde.
    Não conhecia seu blog, estou achando muito interessante. Gostaria que você me tirasse uma dúvida a respeito de relacionamentos com corretoras.
    Primeiro, a única experiência que tenho com Corretora foi quando comecei a aplicar em Tesouro Direto, e na ocasião escolhi uma que não cobrava taxa de custódia. Durante anos apliquei através dela e somente quando começaram a cobrar taxa transferi para a corretora do banco do qual sou correntista após ter negociado uma taxa de custódia equivalente.
    Pois bem, recentemente (a partir de 05/09/2016 se não estou enganado), uma das maiores corretoras do mercado, a XP, anunciou política de isenção de taxas para todas as aplicações.
    Fiquei interessado e resolvi abrir uma conta na XP, que foi feito via internet (inclusive foi no feriado de 07 de setembro, me responderam de imediato) e agendei uma visita pessoal no dia seguinte, o que foi feito e fiquei muito satisfeito.
    A minha conta já está aberta, já acessei via plataforma da corretora.
    Fiquei entanto um pouco curioso. Na visita levei todos os meus documentos e comprovante de endereço na eventualidade de fazer o meu cadastro.
    Só que durante toda a conversa, histórico sobre a corretora, minha situação, o que necessito, o que a XP pode oferecer, acabei esquecendo tudo sobre o cadastro.
    Percebi só depois e liguei perguntando se eu deveria enviar os documentos e responderam que não era necessário porque tudo já estava acertado.
    Isto significa que de alguma forma, somente com os dados que forneci no cadastramento via Internet (nome, RG, CPF, e-mail) eles validaram tudo. Como disse a XP já abriu a minha conta, com assinatura digital e tudo. Posso já começar a operar se quiser.
    É um pouco assustador, não acha? Normalmente as instituições pedem uma série de documentos e assinatura de contrato de relacionamento para realizar operações.
    Um grande abraço,
    Kao

    1. André Bona    

      Atualmente é normal. As corretoras conferem seus dados em base de dados. Se vc usa CNH, por exemplo, eles checam no Detran. Se você informa o endereço, eles checam se há contas emitidas em seu nome que confira com os dados que você informou, tudo eletronicamente. Então eles validam tudo, abrem a conta e você assina eletronicamente no primeiro acesso. É assim mesmo em várias corretoras e várias empresas do mercado financeiro, cartões de crédito (Nubank, por exemplo) e etc.
      Sugiro ver alguns links para que sua relação com as corretoras seja mais positiva e para que você fique esperto:

      > Como escolher uma empresa de assessoria

      Link: https://andrebona.com.br/como-escolher-um-servico-de-assessoria-de-investimentos/

      > Ficar rico no mercado financeiro: sonho ou realidade

      Link: https://www.youtube.com/watch?v=gpFLj-7zfp4

      > Você recebe assessoria de investimentos ou apenas te vendem produtos?

      Link: https://www.youtube.com/watch?v=J1-urmwGPlg

      1. Kao    

        André,
        Obrigado pela atenção e resposta, vou entrar nos sites indicados. Um grande fim de semana e um forte abraço.
        Kao

  24. Thiago    

    É importante as pessoas perceberem que o riscos devem sempre ser considerados ao se fazer um investimento (liquidez, crédito e mercado). O Tesouro apesar de render menos, proporciona maior liquidez na modalidade mais conservadora (SELIC). Títulos privados possuem maior carência e apesar de maior rentabilidade, deve ser estudado o risco de liquidez para esses ativos.

    1. André Bona    

      Opa, peraí: compare coisas iguais. Tesouro selic com CDBs com liquidez diária e com fundos DI. Todos com liquidez diária. O tesouro selic terá a menor rentabilidade (salvo se o produto for muito ruim). Tesouro selic é o primeiro passo na saída do analfabetismo de investimento, mas tá longe, muito longe, de ser uma opção mais elaborada. Abs,

      1. Amaral    

        Concordo em número e grau com você, André. Que o TD Selic é excelente opção para se abandonar a caderneta de poupança, não há dúvida. Mas há outras opções melhores, inclusive CDB com liquidez diária, todas garantidas pelo FGC. É só dar uma conferida na lista das corretoras de investimentos.

  25. leonardo    

    Olá André, parabéns pelas informações compartilhadas!!
    Estou estudando formas de sair da poupança há pouco mais de 2 meses. Li um livro sobre o tesouro direto que foi bem convincente, e comecei a acompanhar seus posts e vídeos que me fez pisar um pouco no freio a respeito do tesouro. Agora estou apenas definindo qual são minhas metas “sonhos” antes de começar o investimentos (defniir prazos) que começará com aporte inicial de R$10.000 e mensalmente R$1.000 à R$2000. Investigando algumas corretoras achei a Poupa Brasil que paga de 105% (6 meses) até 116% (4 anos) do CDI a depender do prazo. Acredito que o rendimento é pré fixado e se resgatado antes é pago 90% da CDI .Você poderia me informar qual papel do Tesouro eu deveria comparar com este RDB ? Outra dúvida é que li algumas críticas do CDBs pois toda compra é uma nova negociação, ao passo que o tesouro você pode aplicar varias vezes valores menores no mesmo título fazendo com que seu rendimento se concentre em único título e simplifique o controle além da rentabilidade. Qual sua opinião para uma carteira de acumulação a principio de patrimônio por volta de 5 anos?

    abraços !

  26. Clóvis Augusto    

    Creio que tudo oq foi dito aqui está extremamente correto, acho q o grande diferencial entre CDB’s LCI LCA Debênture etc e o tesouro direto está no valor inicial. Podemos então dizer que o recomendado para quem tem pouco capital e está começar ir de TD e depois que juntar começar as outras rendas fixas sempre pensando em manter um montante do capital com alta liquidez para qualquer eventualidade (seja SELIC ou CDB com liquidez diária).
    Lembrando sempre de primeiro montar seu colchão de eventualidades para depois começar a diversificar.

    Quanto ao FGC muita gente diz que é garantido por ele, mas tem q lembrar de 2 coisas: 1º que ele não tem capital para financiar um grande banco caso quebre (imagine pagar a poupança de todos os correntistas do Itaú). 2º de sempre verificar com sua corretora se a compra foi no seu nome e não no nome da corretora senão o seu problema vai ser enorme em conseguir esse valor de volta!

    Corrija se eu estiver errado! Estamos todos aqui para aprender sempre mais!
    Abraço

  27. sandro    

    Boa tarde André, qual seria a modalidade mais atraente dentro do tesouro para ser investir o longo prazo uma futura aposentadoria.

  28. Vânia    

    Boa noite!
    Quando aplicamos em CDB DI de bancos diversos através de uma corretora, estamos sujeitos a que custos
    (tributos, taxas e tarifas) ? Onde nos informamos a respeito dos perceintuais desses custos antes de aplicar?

    Grata

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