Investir em uma startup não é uma atividade para iniciantes no mundo dos negócios. Ainda existem muitos riscos referentes a esse tipo de negócio que, apesar popular, possui uma carência de regras claras, tanto para investidores quanto para as próprias empresas.

Desse modo, por conta das incertezas, os interessados em investir em uma startup devem tomar alguns cuidados para não cair em armadilhas de mercado. Se você é um bom gerente do seu recurso e vê que chegou a hora de investir em startups, então confira essas dicas que preparamos para você!

Boa leitura!

1. Perceba se a empresa possui originalidade de mercado

Toda startup é uma empresa jovem que se destaca pelo grande potencial de sucesso em seu nicho de mercado, com parâmetros visionários e tecnologia inovadora. Então, antes de mais nada, o investidor deve certificar-se da originalidade dessa empresa.

Como esses negócios são compostos por ideias muito diferentes entre si, é aconselhável que o investidor interessado se torne íntimo dos projetos da startup e compare-a com suas concorrentes de mercado. Assim ele terá maior segurança e saberá em que terreno está pisando.

A originalidade de uma startup é a principal característica de uma empresa desse tipo e se, por algum motivo, o projeto é apenas aparentemente inovador, aquilo que parecia ser um ótimo negócio pode rapidamente se transformar em um perigo para sua alocação de investimentos.

2. Cheque a propriedade intelectual da empresa

Estar ciente dos termos legais da propriedade intelectual para investir em uma startup é fundamental e, muitas vezes, essa tarefa passa despercebida pelos interessados em investir na empresa — e esse é um grave erro.

Por se tratar de uma empresa jovem — e, às vezes, até embrionária — é possível que parte de seu patrimônio — a marca, os direitos autorais, a planta industrial, as pesquisas operacionais, entre outros — esteja refém da má fé de terceiros.

Como investidor interessado, além de fazer seu próprio reconhecimento das proteções que a startup tem, você pode aconselhar os donos nesse aspecto e criar um vínculo gerencial. Isso ajudará na sua relação com os sócios-fundadores durante o fechamento do contrato de investimento.

Faça algumas perguntas simples para averiguar a propriedade intelectual da empresa. Confira!

  • A startup utiliza PI de terceiros?
  • O patrimônio está protegido com as credenciais necessárias?
  • Os donos da startup possuem prioridade exclusiva sobre a PI?

3. Descubra se ela cumpre com seus deveres fiscais

Uma startup que esteja em débito com o governo tem um grande problema pela frente. Por isso, o investidor deve exigir saber sobre a saúde financeira da empresa em que pretende aplicar seu dinheiro e investigar, principalmente, sua relação com o fisco.

Desse modo, você terá maior segurança pois saberá que está lidando com uma empresa séria. Faça várias perguntas e procure obter informações com os gestores. Aqui exemplificamos algumas questões.

  • A startup está corretamente enquadrada no Simples Nacional?
  • Como é feito o recolhimento dos impostos?
  • A empresa tem preocupação social com seus projetos?

Todas essas informações abrirão um caminho mais seguro para o investidor. Afinal, como investidor, você precisa potencializar seu tempo — pendências com o governo na empresa apenas corroerão sua confiança e farão com que os resultados demorem a ser notados.

4. Saiba com quem você está lidando

Procurar pelos antecedentes de mercado dos futuros sócios é uma prática comum de mercado. Para investir em uma startup, esse passo é particularmente importante, pois, muitas vezes, os sócios-fundadores da empresa já possuem alguma fama na praça.

Com isso você poderá descobrir algumas informações bastante relevantes — como, por exemplo, se os donos já faliram anteriormente, quantas foram as suas tentativas de fechamento de negócio ou quantos de seus projetos anteriores deram certo.

Essas informações são a chave para identificar uma boa empresa para aplicar seu dinheiro. Dependendo das respostas, você perceberá se a startup está mais aberta para negociações ou se ainda pratica muitos vícios de mercado.

5. Procure clareza nos termos do contrato de investimento

Como foi mencionado acima, investir em startups é considerado um ramo novo de aplicação financeira e, por isso, ainda não há regras claras. Basicamente, os termos do contrato de investimento são acordados entre as partes em um longo debate.

Por conta dessa maior “liberdade” para estabelecer as cláusulas, tanto o investidor quanto o empresário devem tomar cuidado redobrado no momento de assinar os papéis. Entre os possíveis cuidados, podemos destacar alguns mais importantes:

  • a cláusula tag along, que promove a segurança do investidor minoritário;
  • a cláusula drag along, que aumenta o poder do investidor majoritário;
  • a permissão do direito de veto por parte do sócio;
  • a implantação da call option, geralmente encontrada em empresas familiares, que limita o poder dos sócios não-familiares.

Essas são apenas algumas cláusulas que podem aparecer no contrato. Todas elas são opcionais, mas quando passam despercebido no momento da assinatura podem causar grandes transtornos. Se possível, leve sempre um advogado para ajudá-lo a esclarecer dúvidas no momento do fechamento da parceria.

6. Esteja atento à preferência de liquidação ao investir em uma startup

Esta é mais uma cláusula de contrato. Entretanto, por conta de sua importante relevância, achamos melhor explicá-la separadamente — sua aplicabilidade dentro do negócio poderá, inclusive, decidir o fechamento do acordo contratual ou sua desistência.

A preferência de liquidação é um fator de segurança para o investidor no caso de um infortúnio, no qual a startup não consegue o devido retorno e decide liquidar os seus sócios. Com essa cláusula de contrato, o investidor terá preferência e receberá sua quota primeiro.

Imagine o seguinte: a startup é vendida por R$ 25 milhões e um outro sócio tinha o equivalente a 20% da empresa (R$ 5 milhões). Ele assinou a cláusula de preferência, que garantia o retorno de 5 vezes o valor investido, o que totaliza R$ 25 milhões — ou seja, não sobraria nada para você e para os demais sócios.

Para aqueles que já têm experiência de mercado, tomar a iniciativa de investir em uma startup pode ser uma escolha inteligente. Além de funcionar como uma diversificação de investimento, normalmente tem potencial para gerar um retorno maior do que aplicações financeiras mais usuais.

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Autor

Equipe André Bona

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Comentários

  1. Richarlison    

    Parabéns pela matéria, as dicas ficaram incríveis.

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