As moedas virtuais, especialmente o bitcoin, tornam-se cada vez mais populares, atraindo o olhar de investidores, que buscam diversificar sua carteira. Mas como investir em criptomoedas no Brasil contando com segurança institucional?

Essa é uma preocupação de muitas pessoas. Afinal, as moedas digitais não são regulamentadas no Brasil. Elas também não têm relação com a economia de nenhum país e nem seguem regras de um Banco Central.

Apesar desse ponto, existem formas regulamentadas por aqui para fazer o investimento. Quer descobrir 5 alternativas para investir em criptomoedas, protegendo-se de possíveis golpes e fraudes?

Confira este artigo e veja ainda os cuidados necessários ao aportar recursos nessa opção!

Como investir em criptomoedas no Brasil?

As criptomoedas são moedas virtuais e, dessa maneira, todas as movimentações são realizadas online. Não há emissão física e também nenhum controle governamental, marcando uma existência descentralizada.

Para isso, são utilizados sistemas de diversos computadores em todo o mundo. Eles fazem a criação das moedas e o registro de todas as transações, por meio de uma tecnologia chamada blockchain.

Desse modo, o câmbio das moedas virtuais não está exposto a controle de nenhum país e funciona de acordo com a lei da oferta e procura no mercado. No entanto, apesar de chamarem a atenção de muitos investidores, é preciso cuidado, pois é um cenário em que golpes podem acontecer.

Como não há regulamentação no Brasil, quem utiliza as exchanges, plataformas de compra e venda direta desses ativos, pode estar vulnerável. Infelizmente, muitos golpistas aplicam fraudes envolvendo moedas digitais.

Isso não significa que investir em criptoativos é proibido, mas que não há uma fiscalização da compra e venda direta. Então, como investir em criptomoedas com uma proteção institucional? Vale a pena conhecer maneiras regulamentadas.

Veja a seguir as principais opções!

Fundos de investimentos em criptomoedas

Uma possibilidade é investir nos fundos que focam em criptomoedas. Eles são negociados em bancos de investimentos nacionais e seguem regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O órgão autorizou, em 2019, a participação indireta dos fundos nas moedas virtuais. Logo, eles podem adquirir cotas de fundos internacionais que são atrelados às criptomoedas. Permitem, assim, que o seu investimento seja feito de forma indireta nesses ativos.

Desse modo, você não compra a moeda virtual diretamente, mas sim uma cota do fundo de investimento. Assim, não há uma carteira virtual com esses ativos digitais, já que é o próprio fundo que armazena o capital.

Além da regulamentação, outra vantagem dessa alternativa é o manejo de risco. Isso porque há fundos que são compostos não apenas por essas moedas, mas também por investimentos mais seguros — como títulos de renda fixa.

ETFs em criptomoedas

Você acompanhou como funcionam os fundos de investimentos em criptomoedas. Existe, ainda, outro tipo de fundo: os ETFs (exchange traded fund). Eles seguem um determinado índice econômico e também podem focar em criptomoedas.

Com isso, você pode investir indiretamente nas moedas virtuais por meio de ETFs que estão listados na B3, a bolsa brasileira. Assim, eles também seguem as regras da CVM.

Quais as 5 alternativas regulamentadas para investir em criptomoedas?

Agora você viu que é possível investir em criptoativos contando com a fiscalização dos órgãos do mercado financeiro nacional. Porém, quais são as opções de fundos de investimentos e ETFs de moedas digitais no país?

Acompanhe 5 das alternativas regulamentadas para investir seus recursos em criptomoedas!

1. HASHDEX CRIPTOATIVOS DISCOVERY FIC FIM

Esse é um fundo de investimento administrado pelo BTG Pactual, sendo que 20% do patrimônio está em cotas de fundos de moedas virtuais e 80% em outras aplicações, principalmente de renda fixa.

Trata-se de uma alternativa que está exposta a diferentes criptomoedas, sendo o bitcoin com um peso maior (73,88), seguido pela ethereum (13,10%).

2. HASHDEX CRIPTOATIVOS EXPLORER FIC FIM

Na segunda alternativa, a administração também é do BTG Pactual, sendo que 40% do patrimônio está atrelado a fundos de criptomoedas e 60% em ativos que buscam retornos similares ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Quem investe no fundo fica exposto a diversas criptomoedas, sendo que o de peso maior também é o Bitcoin (73,88%).

3. HASHDEX CRIPTOATIVOS VOYAGER FIM IE

Esse é mais um fundo administrado pelo BTG Pactual. Sua diferença é que 100% do seu patrimônio é atrelado a fundos de criptomoedas. Entre as principais estão bitcoin (73,88%), ethereum (13,10%), XRP (3,22%), entre outras.

4. HASH11

O HASH11 é uma alternativa de ETF que está atrelado ao NCI (Nasdaq Crypto Index), índice fruto da parceria da Nasdaq com a Hashdex. Ele é uma alternativa que permite ao investidor a exposição a seis criptomoedas, tendo um peso maior o bitcoin (79,68%), seguido da ethereum (16,93%).

5. QBTC11

Outra opção de ETF é o QBTC11, que deve chegar à B3 em 2021. Ele terá sua exposição 100% em bitcoin, não se expondo a outras moedas. É importante destacar que ele será o primeiro ETF em bitcoin da América Latina.

A gestora do fundo é a QR Asset Management e o ETF está atrelado ao índice de contratos futuros de bitcoin, da Chicago Mercantile Exchange (CME).

Quais cuidados ao fazer o investimento em criptomoedas?

Depois de conhecer as alternativas de investimento regulamentadas, é importante destacar que elas não anulam os riscos das criptomoedas. Apesar da regulamentação, você estará exposto à volatilidade dos ativos digitais.

Assim, é preciso considerar essa questão e tomar alguns cuidados. Antes de fazer o investimento, é essencial saber se o seu perfil de investidor e objetivos financeiros estão alinhados a ele. As opções são mais arriscadas, logo, pode, ser mais interessantes para perfis arrojados.

Porém, mesmo que você seja um investidor mais agressivo, deve se precaver. Por exemplo, não investindo grande parte do seu patrimônio em criptomoedas. É preciso diversificar para equilibrar os riscos — montando, assim, um portfólio mais balanceado.

A ideia deste artigo foi mostrar como investir em criptomoedas com alternativas regulamentadas. Como você viu, existem alternativas em fundos de investimento e ETFs para se expor indiretamente a essas moedas.

Avalie as oportunidades, considerando sua abertura ao risco e identifique se fazem sentido para você! Lembre-se: a decisão de investimento deve ser sempre sua!

Você busca mais informações sobre o investimento em moedas virtuais? Então descubra as diferenças entre as criptomoedas bitcoin e ethereum!

Autor

Equipe André Bona

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