Um desejo que todo profissional possui é ser competitivo e conseguir se destacar no mercado de trabalho. Afinal, o sucesso na carreira está diretamente ligado a esses dois fatores.

Para isso, é preciso atender às competências que as empresas vêm procurando nos profissionais. Mas, afinal, quais são elas?

Se você disse conhecimento técnico, qualificação ou habilidades para desempenhar a função, está certo, mas não completamente. A competência comportamental também vem se tornando um fator cada vez mais decisivo para as empresas e para a sua carreira.

Mas qual dos dois realmente importa: ter conhecimento técnico ou competência comportamental? Continue a sua leitura e descubra agora!

O que é conhecimento técnico?

O conhecimento técnico é a condição básica para que o profissional possa atuar em sua área ou função. Podemos entendê-lo como todas aquelas técnicas que são adquiridas por meio da educação formal, dos treinamentos e das experiências profissionais que acumulamos no decorrer da carreira.

Esse conhecimento está diretamente relacionado ao nível de escolaridade que o profissional tem. Esse mesmo deve ser compatível com seu cargo e suas atribuições assumidas dentro da organização. Somam-se à escolaridade os treinamentos realizados, como cursos de habilitação profissional, e a experiência adquirida ao longo da carreira para formar os conhecimentos técnicos de um profissional.

O nível de conhecimento técnico de um profissional pode variar desde elementar — aquele que é necessário e essencial para o desenvolvimento das funções — até um nível mais profundo, que permite a ele contribuir para o desenvolvimento da organização implantando novos conceitos, planos e metodologias.

Em resumo, conhecimento técnico é tudo aquilo que você coloca por escrito no seu currículo. É a sua formação somada à sua experiência.

E competência comportamental?

A competência comportamental, por outro lado, está atrelada ao comportamento e à atitude esperados de quem ocupa uma determinada posição dentro da organização. Ela deve traduzir em gestos a cultura da empresa, bem como seu propósito, missão, visão e valores.

Esse tipo de competência, entretanto, não se adquire por meio de cursos e formação. A competência comportamental é inerente à personalidade de cada um, a qual pode contribuir — ou não — para o sucesso ao desempenhar uma função na empresa.

Porém, mesmo que uma pessoa não nasça com as competências ideais para desempenhar a função que tanto almeja na carreira, ela pode trabalhar no seu desenvolvimento pessoal para aprimorar e até mesmo criar sua competência comportamental.

Veja alguns dos tipos de competências comportamentais existentes e muito importantes no mercado de trabalho:

  • Intelectual: são competências essenciais para reconhecer, analisar e solucionar um problema utilizando a capacidade de pensar de forma estratégica, agir de maneira proativa, prevenir erros e compartilhar conhecimentos.
  • Social: esse tipo de competência está diretamente relacionado ao comportamento que o indivíduo assume, tanto no ambiente de trabalho como em sua vida pessoal.
  • Comportamental: as competências comportamentais demonstram a capacidade que um profissional tem em ser proativo, tomar iniciativas, inovar, empreender, mudar as coisas à sua volta, aprender coisas novas, criar, agir de forma ética e procurar fazer tudo o que faz com a maior qualidade possível.
  • Organizacional: são competências que envolvem a compreensão do funcionamento, das finalidades da organização, bem como o papel da mesma e sua relação com a sociedade.
  • Comunicação: essas competências têm a ver com a forma como o profissional se expressa e se comunica com as pessoas com as quais ele se relaciona ao exercer sua função.

Quais são as competências comportamentais mais buscadas?

Como as competências comportamentais ganharam muita importância nos últimos tempos, criou-se uma preferência, uma procura por certas competências comportamentais, para que as empresas possam ter em seu time o profissional considerado “ideal”.

Da mesma forma como se procura por profissionais com competências técnicas específicas — como um determinado nível de escolaridade, a graduação em um curso definido para o cargo e uma experiência mínima necessária —, procura-se, ao mesmo tempo, por profissionais com competências comportamentais consideradas importantes pelas empresas.

Veja agora quais são as competências comportamentais mais buscadas no mercado de trabalho:

  • Motivação: profissionais motivados são capazes de fazer toda a diferença em seu meio. Mesmo diante das dificuldades, as empresas buscam cada vez mais por profissionais com essa capacidade;
  • Proatividade: saber fazer aquilo que lhe é pedido é muito importante para a realização de um bom trabalho, mas um profissional de alta performance não se limita a isso, sendo capaz de ir além e fazer as coisas com maior eficiência;
  • Liderança: o mercado de trabalho precisa cada vez mais de profissionais capazes de guiar uma equipe e de extrair o melhor de cada membro dela;
  • Trabalho em equipe: ninguém está sozinho em uma empresa, ela é formada por todo um conjunto de pessoas com as quais é muito importante saber lidar, principalmente pelo fato de uma equipe de trabalho poder incluir os mais diferentes perfis de profissionais;
  • Adaptabilidade: o mundo dos negócios sofre mudanças frequentes — é a tecnologia que evolui, o consumidor que muda seus hábitos, uma crise que se instaura e por aí vai. Saber se adaptar a essas situações é fundamental para todo profissional nos dias atuais;
  • Comunicação: essa é a chave para uma boa liderança, para o bom envolvimento da equipe e para o sucesso na carreira profissional. É fundamental saber ouvir, se expressar de forma clara e objetiva, bem como ser capaz de dar e receber feedbacks;
  • Criatividade: independentemente do seu ramo de atuação, a criatividade é uma competência essencial para criar oportunidades de negócio e propor soluções eficazes para superar os desafios;
  • Negociação: é muito importante saber negociar — e não somente com os clientes! Essa competência é essencial para o gerenciamento de conflitos na empresa e para garantir um bom clima organizacional.

O desenvolvimento dessas e outras competências requer paciência, investimento e coragem para mudar parte de quem você é. Para isso, é importante que, antes de tudo, seja feita uma profunda análise de si mesmo, pois o autoconhecimento é indispensável nesse processo.

Além disso, é preciso estar disposto a aprender, refletir sobre o que você deseja e o que teme, identificar seus pontos fortes e fracos para, assim, despertar o que há de melhor em você. Vale lembrar que, ao desenvolver suas competências comportamentais, você não ganhará apenas como profissional, mas também crescerá como pessoa.

O que realmente importa?

Como você deve ter percebido até aqui, tanto o conhecimento técnico como as competências comportamentais são de extremo valor e importância para o profissional. A verdade é que deve-se investir em ambos, pois essas competências, juntas, são o que formam um profissional realmente bom e lhe garantem o sucesso.

Afinal de contas, de que adianta um profissional com muito conhecimento técnico, com boa formação e experiência, mas sem motivação, sem espírito de liderança e que não tem uma boa comunicação? Por outro lado, não adianta também apenas ser um profissional de caráter íntegro, proativo, motivado e sem nenhum conhecimento técnico.

Invista e trabalhe no desenvolvimento do seu conhecimento técnico e de sua competência comportamental, pois eles se completam e o tornam um profissional realmente qualificado para o mercado.

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Autor

Redação Blog de Valor

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