Muitas decisões que tomamos não são racionais. Elas se explicam por vieses cognitivos — que podem nos levar a erros sistemáticos de pensamentos. Assim, podemos fazer escolhas equivocadas e até mesmo ter prejuízos.

Um desses vieses é representado pelos chamados custos afundados. Essa ideia pode fazer com que você insista em uma decisão que está sendo prejudicial. Mas como e por que isso acontece?

Essa resposta você pode encontrar neste conteúdo. Continue a leitura e entenda mais sobre custos afundados!

O que são custos afundados?

O viés dos custos afundados também pode ser conhecido como falácia dos custos irrecuperáveis. Eles se referem a recursos que foram desperdiçados e não podem ser recuperados, mas que insistimos em escolhas com o intuito de trazer de volta.

Imagine, por exemplo, um estudante de graduação que não se interessa tanto pelo seu curso, mas decide ir até o final para não “desperdiçar” o tempo que já estudou. Ou um profissional que resiste a uma transição de carreira por não querer “perder” os anos que já trabalhou.

Na verdade, o tempo gasto com estudos e trabalho já passou e é impossível voltar atrás. Contudo, muitas pessoas nessa situação acham que mudar é realizar a perda ou o desperdício. Assim, decidem seguir com a decisão inicial, sentindo que isso é aproveitar os recursos já gastos.

Isso também acontece nos investimentos. O que você faria se investisse em uma alternativa e tivesse um prejuízo de 50%? Pelo viés dos custos afundados, é provável que você tivesse a tendência de manter o investimento tentando recuperar a perda — mesmo que houvesse mais risco.

Qual a origem desse conceito?

O conceito de sunk cost ou custos afundados se originou da economia comportamental. Essa é uma área que relaciona a psicologia e a economia. Nesse ínterim, foi percebido que a maioria das pessoas toma decisões irracionais com base em experiências pessoais e hábitos cotidianos.

Os avanços nas análises chegaram ao que hoje conhecemos por viés do custo afundado. Ou seja, a resistência da pessoa em abandonar um projeto ou serviço que não apresenta um bom desempenho e que já mostrou sinais de não recuperação.

Diante disso, é importante perceber que o ser humano que passa por tal situação é tomado por um grande apelo emocional. Assim, embora muitas vezes pareça existir um argumento racional, a escolha é muito mais subjetiva e emocional do que fruto de uma análise.

Como os custos afundados podem afetar os investimentos?

Até agora você entendeu a origem e o significado dos custos afundados. Mas como eles podem afetar seus investimentos? Um primeiro aspecto importante é a influência que esse viés pode ter nas suas decisões de manter uma alternativa na carteira.

Como vimos, muitos investidores podem acabar se expondo a mais perdas por não querer realizar um prejuízo. Para evitar isso, é importante ter uma estratégia racional que baseie suas decisões de comprar e vender investimentos.

Imagine, por exemplo, o mercado de ações. Os papéis podem subir e descer de preço na bolsa a depender da oferta e demanda e dos resultados das empresas. Desse modo, você deve ter critérios claros para comprar ou vender ativos de uma companhia.

Caso o prejuízo aconteça, será possível voltar aos critérios para entender se faz sentido continuar com o investimento ou se é melhor vendê-lo. Afinal, a decisão não deve ser emocional, pelos recursos perdidos, mas racional — de acordo com as expectativas futuras para o ativo.

Assim, os custos afundados podem ajudar você a tomar decisões mais eficientes ao longo do tempo. Mesmo quem já passou por uma perda maior por conta desse viés pode ficar mais atento a evitar novos problemas.

Conclusão

Agora você entende um pouco mais sobre como as suas emoções podem impactar as decisões financeiras e de investimentos. Aproveite os conhecimentos sobre o que são custos afundados para tornar suas escolhas mais racionais e analíticas.

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Autor

Equipe André Bona

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