É impossível que não ocorra ao menos uma crise financeira em qualquer país do mundo. Todo mundo, inclusive, já vivenciou ou irá presenciar um período de crise em algum momento da vida. Isso porque o ambiente global no qual estamos inseridos nos dias atuais favorece o aparecimento das crises econômicas.

A globalização e a dependência de alguns países em relação à produtos fornecidos por outras nações facilitam que esses problemas se estendam, afetando diversas economias ao redor do mundo. Mas são muitos os motivos pelos quais uma crise financeira acontece.

Contudo, você já parou para pensar se é possível prever uma crise financeira e se antecipar a ela? É sobre isso que falaremos a seguir.

Leia o artigo e descubra a resposta!

O que é uma crise financeira?

O Brasil recentemente passou por uma recessão econômica e a economia ainda está se recuperando dese período turbulento. Além dessa recente, podemos citar a crise de 2008, que começou por causa dos créditos imobiliários nos Estados Unidos e se alastrou para o resto do mundo, como um período recente muito turbulento em nossa economia.

Uma crise financeira pode acontecer por diversos motivos, podendo atingir apenas uma região, um país inteiro ou várias nações. Quando um país está em crise, significa que diversos setores da economia sofreram algum abalo ou que tiveram alguma desvalorização nos seus ativos financeiros.

A sociedade, por sua vez, acaba sofrendo os efeitos destas crises. Afinal, em períodos turbulentos é comum haver redução do poder econômico, desarmonia no equilíbrio “oferta x demanda” e demissões em massa.

Como ocorre uma crise econômica?

As crises econômicas acontecem frequentemente ao redor do mundo. E são muitos os motivos pelos quais elas ocorrem.

Entretanto, é possível afirmar que elas surgem muito antes de a crise, de fato aparecer. Qualquer situação de crise e desequilíbrio econômico certamente foi antecedida por eventos e ciclos que resultaram em uma crise.

Qual o cenário atual?

Alguns especialistas defendem que podemos estar à beira de uma nova crise econômica mundial. Ainda, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) defende que a economia global vai crescer menos em 2020.

A briga comercial entre China e Estados Unidos também preocupa os especialistas, apesar dos recentes esforços de término da guerra entre as duas potências.

Além disso, o Deutsche Bank emitiu, em 2019, um relatório alertando para algumas possibilidades que podem favorecer o cenário de uma nova crise econômica.

Mas afinal, há como prever uma crise financeira?

Apesar das especulações, o fato é que é difícil prever uma crise financeira com total assertividade porque ela cresce aos poucos, podendo levar anos para realmente eclodir.

Desde sempre as crises abalaram o mundo, mas nem sempre foi possível identificá-las antes de acontecerem. É comum, inclusive, que esta análise seja feita apenas após o problema eclodir.

Apesar disso, é importante entender que não há como fugir totalmente dos efeitos de uma crise financeira, pois elas acontecem, inevitavelmente.

De acordo com a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, uma crise econômica pode ser prevista analisando 3 fatores:

1. Flutuações Econômicas

Ocorre quando a produção de um determinado produto cai repentinamente por meses ou quando a sociedade aloca recursos utilizados em uma área para a produção de outro tipo de produto.

2. Início de um ciclo

Os ciclos se iniciam quando a atividade econômica do país começa a apresentar sinais de encolhimento. Alguns sinais são: demanda por produtos diminui, o crédito começa a ficar escasso, aumenta o número de demissões e diminuem as oportunidades de emprego, redução do poder de compra, dentre outros.

Ou seja, o crescimento econômico começa a reduzir lentamente. Ainda, a desvalorização ou supervalorização no valor de alguns produtos torna-se visível.

3. Políticas econômicas

As ações de um governo para atrasar a crise, alterando esses sinais, também contribuem para o problema eclodir de forma grave. Assim, as informações sobre a situação do mercado não são visíveis e todos os que se inserem na sociedade podem cometer erros financeiros.

O governo interfere na economia, expandindo a política monetária. Ou seja, baixa os juros, deixa o crédito mais barato e aumenta a oferta de títulos públicos. Ainda, o Banco Central  reduz os depósitos compulsórios dos bancos, permitindo que estes ganhem mais dinheiro por meio de empréstimos e reservas fracionárias.

Em outras palavras, o governo aumenta a oferta de dinheiro na economia. Assim, as pessoas recorrem a empréstimos para consumir bens e os bancos emprestam cada vez mais por causa da liquidez maior e queda do compulsório.

Essas ações funcionam em um primeiro momento, como aconteceu no Brasil entre 2010 e 2011. Nessa época, a sociedade ficou eufórica, a popularidade do governo aumentou, as pessoas tiveram a falsa sensação de mudança de classe social e o consumo aumentou. Contudo, a longo prazo, essa realidade tornou-se difícil de se manter.

Como se preparar para uma crise financeira?

Como são inevitáveis, as crises financeiras afetam toda a população. Porém, caso você perceba esses sinais comentados acima, você pode tomar atitudes para não se prejudicar. A primeira delas é ter organização financeira, planejamento e a consciência de não fazer dívidas desnecessárias.

Ter um estilo de vida minimalista e aprender a viver apenas com o necessário pode ajudar você a sobreviver na crise sem ter muitos problemas. Mas saiba que, quando uma economia é afetada, fica difícil não sentir nenhum sintoma.

Prever uma crise financeira não é fácil. Mas, antes de eclodir, vários sinais podem ser observados.

E, apesar destas crises serem inevitáveis, você pode começar a se preparar para elas a partir de agora, adotando hábitos financeiros mais saudáveis e organizando-se para sentir o menos possível os efeitos de crises quando elas, de fato, voltarem a acontecer.

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Autor

Equipe André Bona

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