Se você tem algum empréstimo, está endividado ou possui dinheiro investido em alguma aplicação financeira, com toda certeza os juros fazem parte da sua vida. Aliás, podemos dizer que os efeitos dos juros estão muito mais perto de nós do que – dependendo do caso – desejaríamos.

Sabemos que nem todo mundo gosta de falar sobre o assunto, principalmente porque muitos lembram das aulas de matemática. No entanto, em especial para você que deseja investir ou que já investe – e até para você que quer fazer um empréstimo, é fundamental conhecer sobre juros simples e compostos.

O que são juros simples?

No sistema de juros simples os juros incidem sobre o capital inicial, ou seja, sobre o dinheiro que foi aplicado no início de uma transação. Portanto, como os juros não são reinvestidos, não há incidência de juros sobre juros.

A fórmula de cálculo do juros simples é:

F = P (1 + n x i)

Sendo que:

  • F = Montante ou Capital Final
  • P = Capital Inicial ou Principal (o valor presente)
  • n = número de períodos no intervalo de tempo (exemplo: 15 dias, 6 meses, 2 anos, etc.)
  • i = Taxa de juros

Exemplo de cálculo de juros simples

Vamos imaginar uma aplicação de R$ 100,00, por dois meses, com uma taxa de juros de 2%. Utilizando a fórmula, temos:

  • F = 100 (1 + 2 x 0,02)
  • F = 100 (1 + 0,04)
  • F = 100 x 1,04
  • F = 104

Isso significa que, em uma taxa de juros simples, no final de dois meses o dinheiro aplicado terá rendido de R$ 100,00 para R$ 104,00.

A mesma ideia é adotada em caso de empréstimo, isto é, uma pessoa que pegou R$ 100,00 emprestados deve, ao final de dois meses, R$ 104,00.

O que são juros compostos?

No sistema de juros compostos os juros incidem sobre o montante existente, no início de cada intervalo de capitalização. Isso significa que cada vez que o valor aplicado tiver rentabilidade, a incidência dos juros será sobre essa rentabilidade (a isso damos o nome de juros sobre juros).

Portanto, a ideia é que nos juros compostos os juros são reinvestidos e incorporados ao capital inicial a cada capitalização.

A fórmula básica de juros compostos é:

F = P(1 + i)n

Sendo que:

  • F = Montante ou Capital Final
  • P = Capital Inicial ou Principal (o valor presente)
  • i = Taxa de juros
  • n = Prazo

Exemplo de cálculo de juros compostos

Para entender melhor, utilizaremos os mesmo valores do exemplo de cálculo de juros simples (uma aplicação de R$ 100,00, por dois meses, com uma taxa de juros de 2%).

Utilizando a fórmula, temos:

  • F = 100 (1 + 0,02)2
  • F = 100 (1,02)2
  • F = 100 x 1,04
  • F = 104,04

Isso significa que, em uma taxa de juros compostos, no final de dois meses o dinheiro aplicado terá rendido de R$ 100,00 para 104,04. A mesma ideia ocorre em caso de empréstimo, isto é, uma pessoa que pegou R$ 100,00 emprestados deve, ao final de dois meses, R$ 104,04.

Diferença entre juros simples e compostos

Com os exemplos podemos ver a diferença entre juros simples e compostos. Nas mesmas condições, enquanto na primeira situação o capital inicia rendeu R$ 4,00, com uma taxa de juros compostos o rendimento foi de R$ 4,04.

A diferença é pequena porque estamos falando de algo em curtíssimo prazo. Por isso que, quanto maior for o prazo de resgate de um investimento, mais ele renderá sob o regime de juros compostos.

Infelizmente, a verdade se aplica aos empréstimos, sendo que quanto mais longo forem, mais caros ficarão no final.

Juros simples e juros compostos em empréstimos e investimentos

Agora que você entendeu os conceitos de juros simples e compostos, deve estar se perguntando como funcionam os empréstimos e investimentos.

Para os investidores, a boa notícia é que as aplicações financeiras baseiam-se nos juros compostos. E isso inclui produtos como poupança, CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto, Fundos Imobiliários, entre outros.

Mas, atenção! Apesar de as aplicações financeiras utilizarem os juros compostos, isso não significa que todas terão a mesma rentabilidade. Para citar um exemplo, é o que ocorre com os CDBs e a poupança. Explicamos o assunto no post: CDB ou poupança: qual a melhor opção?

Já quando tratamos de empréstimos, mesmo que algumas instituições financeiras adotem o regime de juros simples, majoritariamente elas utilizam os juros compostos. Esse é o motivo pelo qual temos aquela situação que chamamos de bola de neve: quando a pessoa pega um valor X, seja no empréstimo ou rotativo do cartão de crédito, ocorre o juros sobre juros e o valor vai se multiplicando.

Infelizmente, é devido a isso que muitos indivíduos não conseguem quitar suas dívidas, pois os juros acabam ficando muito altos. Se você faz parte das pessoas endividadas, sugerimos que leia nosso post com estratégias para ajudá-lo a sair dessa situação.

Então, observe que quando falamos em juros simples e compostos, os papéis de mocinho e bandido dependem do ponto de vista. Juros compostos são ótimos para quem está investindo dinheiro, pois, como mostramos, graças a eles o montante se multiplica.

Por outro lado, para quem está com dívidas que incidem juros, eles representam um grande problema, uma vez que a dívida também aumenta sempre mais (é o efeito bola de neve). O mesmo se aplica aos financiamentos.

Concluindo

Gostamos de dizer que quanto mais conhecimento temos, melhores são as decisões que tomamos no dia a dia.

Como explicamos neste artigo, a imensa maioria dos empréstimos e outras dívidas está ligada aos juros compostos, porque trata-se de um regime muito mais lucrativo para as instituições financeiras. Já no caso dos investimentos, todos os produtos adotam os juros compostos.

Portanto, para quem quer ganhar dinheiro, os juros sobre juros são grandes aliados. Já para quem está devendo, infelizmente eles são o grande vilão da história.

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Autor

Equipe André Bona

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